Curricularização da extensão e EJA: oficina sobre vivências a partir de diferentes contextos de Jaraguá do Sul

  • Autor
  • Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
  • Co-autores
  • Lucineia Cristina Rosa Opalczak , Ivone Conceição Bento , Karen Heidemann , Vinicius Oliveira de Paula , Suianne Aparecida Ferrari , Reginaldo José Lamin , Patrícia Ignácio Copetti Martins , Maria Mizia da Silva , Luciana da Silva , Lucas da Silva , Lidiane Patrícia Santos de Sousa , Karla Carmona Da Cruz , Juliana Leão , Josimar Cardoso , Jamilton Teuber , Ilza Ramos Rodrigues da Luz , Geubrair Luis Santana , Fabiano Aurélio Dias , Elizete de Oliveira , Alexsandra Andreia Karsten , Aline Eising Bueno da Rocha , Amabily Cristina Pereira , Cíntia Silva de Jesus , Cristiane Alves Ribeiro , Eliane Pereira
  • Resumo
  •  

    Este trabalho foi realizado no contexto do Curso de Pedagogia – FUMDES, por estudantes da 6ª fase, no componente curricular Projeto Articulador Extensionista IV. Os sujeitos foram estudantes em processo de alfabetização na Educação de Jovens e Adultos, do CEJA, do município de Jaraguá do Sul. No Brasil, o número de pessoas adultas não alfabetizadas continua representando um importante desafio para as políticas públicas em educação. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) em 2024, o país registrava 9,1 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais, o que corresponde a 5,3% da população nessa faixa etária. Neste contexto, os Centros de Educação de Jovens e Adultos - CEJA têm como objetivo garantir o direito à educação básica para pessoas que não tiveram acesso ou que não puderam dar continuidade aos estudos na idade apropriada, buscando promover inclusão social, cidadania e autonomia. No CEJA de Jaraguá do Sul – SC, a turma dos anos iniciais é composta por 40 estudantes com idade entre 15 e 70 anos, que buscam aprender a ler e escrever ou ampliar seu processo de alfabetização. Por outro lado, a curricularização da extensão visa integrar as atividades de extensão universitária, aos currículos dos cursos de graduação, promovendo uma formação mais completa e socialmente comprometida dos estudantes. Diante disso, a partir de levantamento inicial de informações, os acadêmicos do curso de Pedagogia buscaram identificar quais os principais desafios que estudantes jovens e adultos, enfrentam em suas aprendizagens. Identificou-se que a maioria, além dos desafios relacionados à leitura, escrita e matemática, vem de outras regiões do país em busca de emprego e melhores condições de vida e tem poucos conhecimentos sobre a cidade de Jaraguá do Sul. A partir dessas informações e com o objetivo de contribuir com o processo de alfabetização e letramento da turma por meio de atividades significativas, os acadêmicos organizaram uma oficina com o tema “EJA e a cidade: vivências a partir de diferentes contextos de Jaraguá do Sul”. A proposta, interdisciplinar, envolveu propostas criativas e inovadoras que possibilitaram ler, escrever, realizar cálculos, identificar pontos turísticos e vivenciar experiências poéticas. Os materiais confeccionados (jogos, mapas, livros, entre outros) passaram a compor o acervo didático da EJA, ficando à disposição da professora e dos estudantes. Para os acadêmicos, a proposta possibilitou conhecer sobre a realidade da EJA e relacionar o saber acadêmico com as necessidades sociais e educacionais da comunidade. 

     

  • Palavras-chave
  • Formação inicial de professores, Curricularização da Extensão, EJA, Letramento, Alfabetização,
  • Área Temática
  • Políticas, Currículos e Formação Docente
Voltar

O XVIII Seminário das Licenciaturas e o XI Seminário Integrado do PIBID constituem um espaço consolidado de diálogo e construção coletiva dos cursos de Licenciaturas da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

O evento teve como objetivo socializar práticas educativas de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à educação, articuladas à temática “Práticas educativas colaborativas”. Trata-se de um convite para refletirmos sobre os caminhos da formação docente e sobre as práticas que escolhemos construir e vivenciar.

Conforme Bandeira e Ibiapina (2014, p. 111):

A prática educativa é uma ação social intencional, é parte integrante da vida, do crescimento da sociedade. Todos nós desenvolvemos prática educativa, independentemente do contexto, da concepção filosófica e pedagógica[1].

Em tempos de desafios complexos na educação, pensar e praticar o ensino de forma colaborativa não é apenas uma escolha metodológica — é um posicionamento ético, político e transformador. As práticas colaborativas rompem com a lógica individualista, valorizam o diálogo e reconhecem cada sujeito como parte ativa do processo educativo.

No contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), essa colaboração se evidencia ainda mais. O programa, que integra a Política Nacional de Formação de Professores, fomenta a iniciação à docência e contribui para a melhoria da educação básica pública, por meio da CAPES. Atualmente na FURB, o PIBID envolve seis subprojetos, nove cursos de licenciatura, 17 escolas, 18 professoras/es supervisoras/es, 12 docentes da universidade e 144 estudantes, além de duas redes de ensino (municipal e estadual) — uma iniciativa que se expande e se fortalece.

O PIBID nos permite vivenciar a escola como espaço de troca, de escuta e de construção conjunta. As/os licenciandas/os, ao lado de professoras/es experientes, aprendem além de conteúdos e estratégias pedagógicas, a importância de trabalhar em rede, de planejar em grupo, de refletir coletivamente sobre os desafios da prática.

A colaboração, nesse sentido, não se limita à sala de aula. Ela se estende à gestão democrática, à articulação com as famílias, à integração entre universidade e escola. É uma prática que exige abertura, humildade e disposição para aprender com o outro.

E é justamente essa postura colaborativa que pode transformar a educação. Quando professores se apoiam, quando estudantes são protagonistas, quando o saber é compartilhado, criamos espaços mais justos, mais inclusivos e mais potentes.

Dessa forma, o seminário nos convidou a analisar: Como temos colaborado? Como temos promovido práticas que valorizam o coletivo em nossas licenciaturas? Como podemos fortalecer ainda mais essa rede de educadoras/es comprometidas/os com a transformação social?

Neste caderno compartilhamos os resumos dos 109 trabalhos apresentados no evento, os quais estão organizados, a partir dos eixos temáticos em cinco partes:

- Parte I: reúne as produções voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental.

- Parte II: contempla os trabalhos referentes aos anos finais do Ensino Fundamental.

- Parte III: apresenta as produções desenvolvidas no âmbito do Ensino Médio.

- Parte IV: abrange os trabalhos relacionados à Educação Especial e às diferentes modalidades de ensino.

- Parte V: reúne estudos e reflexões sobre Políticas Educacionais, Currículos e Formação Docente.

Que este caderno, resultado do seminário, nos inspire a seguir construindo uma educação colaborativa, democrática e humana. Desejamos a todas e todos uma excelente leitura!

 

Simone Riske-Koch e Nathan Camilo

Primavera de 2025.


[1] BANDEIRA, Hilda Maria Martins; IBIAPINA, Ivana Maria Lopes de Melo. Prática educativa: entre o essencialismo e a práxis. Revista da FAEEBA: educação e contemporaneidade, Salvador, v. 23, n. 42, p. 107-117, jul./dez. 2014.

  • Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais
  • Ensino Fundamental - Anos Finais
  • Ensino Médio
  • Educação Especial e Modalidades de Ensino
  • Políticas, Currículos e Formação Docente

Comissão Organizadora

Antonio José Müller
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Leonardo Brandão
Nathan Camilo
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
Tiago Pereira

Comissão Científica

Adolfo Ramos Lamar
Adriana Fischer
Antonio José Müller
Brigitte Klemz Jung
Camila Grimes
Carla Carvalho
Cintia Metzner de Sousa
Cíntia Régia Rodrigues
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Cyntia Bailer
Daniela Tomio
Denis Augusto de Camargo
Elcio Schuhmacher
Êmili Adriana Stiz
Flavio Booz
Georgia Carneiro da Fontoura
Graziela Alves
Juliana de Mello Moraes
Julianne de Deus Corrêa Pietzak
Karla Lucia Bento
Katilene Willms Labes
Leonardo Brandão
Lucas Schlueter
Luciana Butzke
Marta Helena Cúrio de Caetano
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Rosângela de Amorim Teixeira de Oliveira
Rozane Fermino
Sandro Lauri da Silva Galarça
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
Thiago Uliano
Tiago Pereira
Vanessa Krueger
Víctor César da Silva Nunes
Walmir Marcolino Gomes

Simone Riske Koch - srkoch@furb.br

Nathan Camilo - ncamilo@furb.br