PRÁTICAS DE ESTÁGIO OBRIGATÓRIO – OBSERVAR É PRECISO!

  • Autor
  • Brigitte Klemz Jung
  • Co-autores
  • Cyntia Bailer
  • Resumo
  •  

    A prática de estágio é uma etapa obrigatória nos cursos de licenciatura. Na disciplina de Estágio III do curso de Letras/Alemão, da Universidade Regional de Blumenau (FURB), a solicitação de estágio para o quarto semestre é a de ‘observação’. O objetivo dessa prática se volta a observar ‘em detalhes’ no ambiente da sala de aula a relação entre professor-aluno e as dinâmicas de ensino. Para tanto, escolhemos e fomos acolhidos por três instituições da nossa região: uma escola particular de Blumenau; uma escola municipal de Blumenau e algumas escolas municipais de Pomerode. Tivemos, assim, três redes de ensino interligadas por observações de estágio. Após o devido preenchimento e autorização das documentações solicitadas, foram acordados os critérios de observação em campo. Os acadêmicos, então, se engajaram no cumprimento da agenda previamente combinada. Em seguida ao período de observação houve a socialização dessa etapa no coletivo, durante uma aula na universidade. Desse momento emergiram vários relatos: diálogos com os professores, percalços do cotidiano escolar, afetividade (ou a falta de...), seriedade e dedicação nas propostas de aula, dentre outros. Além da socialização, a entrega dos registros em diário de campo. Com base nesses registros, cada acadêmico, ou grupo de acadêmicos, desenvolveu material pedagógico e explicou ao grande grupo a sua utilização e que relação tinha com a observação realizada em campo, demonstrando a intencionalidade do referido material, para, talvez, posterior utilização junto a turmas de alunos. Para tanto, a solicitação prévia foi a de que fossem confeccionados materiais resistentes, duráveis. A criatividade se fez presente. A maioria das produções envolveu jogos, cujo maior objetivo se voltou ao auxílio na ampliação e no fortalecimento do vocabulário alemão. Do bingo ao dominó, de circuitos a passeios, do jogo da velha à forca, da soletração ao lapbook, de tampinhas recicláveis a cartinhas plastificadas, do barbante à descoberta, os materiais confeccionados têm o potencial de resultar em entusiasmo, diversão e participação. Das entrelinhas, a clareza da necessidade de coerência, bem como a percepção de, primeiramente vivenciar, para posteriormente colocar em prática com os estudantes das escolas reais. Diante de tudo isso, a constatação: observar é preciso!

  • Palavras-chave
  • Licenciatura. Alemão. Estágio. Observação. Confecção de materiais.
  • Área Temática
  • Políticas, Currículos e Formação Docente
Voltar

O XVIII Seminário das Licenciaturas e o XI Seminário Integrado do PIBID constituem um espaço consolidado de diálogo e construção coletiva dos cursos de Licenciaturas da Universidade Regional de Blumenau (FURB).

O evento teve como objetivo socializar práticas educativas de ensino, pesquisa e extensão relacionadas à educação, articuladas à temática “Práticas educativas colaborativas”. Trata-se de um convite para refletirmos sobre os caminhos da formação docente e sobre as práticas que escolhemos construir e vivenciar.

Conforme Bandeira e Ibiapina (2014, p. 111):

A prática educativa é uma ação social intencional, é parte integrante da vida, do crescimento da sociedade. Todos nós desenvolvemos prática educativa, independentemente do contexto, da concepção filosófica e pedagógica[1].

Em tempos de desafios complexos na educação, pensar e praticar o ensino de forma colaborativa não é apenas uma escolha metodológica — é um posicionamento ético, político e transformador. As práticas colaborativas rompem com a lógica individualista, valorizam o diálogo e reconhecem cada sujeito como parte ativa do processo educativo.

No contexto do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID), essa colaboração se evidencia ainda mais. O programa, que integra a Política Nacional de Formação de Professores, fomenta a iniciação à docência e contribui para a melhoria da educação básica pública, por meio da CAPES. Atualmente na FURB, o PIBID envolve seis subprojetos, nove cursos de licenciatura, 17 escolas, 18 professoras/es supervisoras/es, 12 docentes da universidade e 144 estudantes, além de duas redes de ensino (municipal e estadual) — uma iniciativa que se expande e se fortalece.

O PIBID nos permite vivenciar a escola como espaço de troca, de escuta e de construção conjunta. As/os licenciandas/os, ao lado de professoras/es experientes, aprendem além de conteúdos e estratégias pedagógicas, a importância de trabalhar em rede, de planejar em grupo, de refletir coletivamente sobre os desafios da prática.

A colaboração, nesse sentido, não se limita à sala de aula. Ela se estende à gestão democrática, à articulação com as famílias, à integração entre universidade e escola. É uma prática que exige abertura, humildade e disposição para aprender com o outro.

E é justamente essa postura colaborativa que pode transformar a educação. Quando professores se apoiam, quando estudantes são protagonistas, quando o saber é compartilhado, criamos espaços mais justos, mais inclusivos e mais potentes.

Dessa forma, o seminário nos convidou a analisar: Como temos colaborado? Como temos promovido práticas que valorizam o coletivo em nossas licenciaturas? Como podemos fortalecer ainda mais essa rede de educadoras/es comprometidas/os com a transformação social?

Neste caderno compartilhamos os resumos dos 109 trabalhos apresentados no evento, os quais estão organizados, a partir dos eixos temáticos em cinco partes:

- Parte I: reúne as produções voltadas à Educação Infantil e aos anos iniciais do Ensino Fundamental.

- Parte II: contempla os trabalhos referentes aos anos finais do Ensino Fundamental.

- Parte III: apresenta as produções desenvolvidas no âmbito do Ensino Médio.

- Parte IV: abrange os trabalhos relacionados à Educação Especial e às diferentes modalidades de ensino.

- Parte V: reúne estudos e reflexões sobre Políticas Educacionais, Currículos e Formação Docente.

Que este caderno, resultado do seminário, nos inspire a seguir construindo uma educação colaborativa, democrática e humana. Desejamos a todas e todos uma excelente leitura!

 

Simone Riske-Koch e Nathan Camilo

Primavera de 2025.


[1] BANDEIRA, Hilda Maria Martins; IBIAPINA, Ivana Maria Lopes de Melo. Prática educativa: entre o essencialismo e a práxis. Revista da FAEEBA: educação e contemporaneidade, Salvador, v. 23, n. 42, p. 107-117, jul./dez. 2014.

  • Educação Infantil e Ensino Fundamental - Anos Iniciais
  • Ensino Fundamental - Anos Finais
  • Ensino Médio
  • Educação Especial e Modalidades de Ensino
  • Políticas, Currículos e Formação Docente

Comissão Organizadora

Antonio José Müller
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Leonardo Brandão
Nathan Camilo
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
Tiago Pereira

Comissão Científica

Adolfo Ramos Lamar
Adriana Fischer
Antonio José Müller
Brigitte Klemz Jung
Camila Grimes
Carla Carvalho
Cintia Metzner de Sousa
Cíntia Régia Rodrigues
Cleide dos Santos Pereira Sopelsa
Cyntia Bailer
Daniela Tomio
Denis Augusto de Camargo
Elcio Schuhmacher
Êmili Adriana Stiz
Flavio Booz
Georgia Carneiro da Fontoura
Graziela Alves
Juliana de Mello Moraes
Julianne de Deus Corrêa Pietzak
Karla Lucia Bento
Katilene Willms Labes
Leonardo Brandão
Lucas Schlueter
Luciana Butzke
Marta Helena Cúrio de Caetano
Patrícia Neto Fontes
Roberta Andressa Pereira
Rosângela de Amorim Teixeira de Oliveira
Rozane Fermino
Sandro Lauri da Silva Galarça
Simone Riske Koch
Thais de Souza Schlichting
Thiago Uliano
Tiago Pereira
Vanessa Krueger
Víctor César da Silva Nunes
Walmir Marcolino Gomes

Simone Riske Koch - srkoch@furb.br

Nathan Camilo - ncamilo@furb.br