Som, Espaço e Afeto: Fenomenologia e Pscicoacústica. Notas Preliminares

  • Autor
  • Paulo C. Chagas
  • Resumo
  • Palavras-chave
  • Som; Espaço; Afeto; Fenomenologia; Pscicoacústica
  • Área Temática
  • Palestras, Conferências e Mesas
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14º Encontro Internacional de Música e Mídia

Compassos, Passos, Espaços: os lugares da música.

Escola de Música e Tecnologia

São Paulo/SP

11 a 13 de setembro, 2018

 

"O silêncio desses espaços infinitos me apavora"... A inquietante frase de Pascal, n’Os Pensamentos, está relacionada à nova ordem do universo, no século XVII, que abandonava o geocentrismo para adotar o heliocentrismo. Rompia-se um pensamento que dividia o mundo em duas partes: “dos céus” (superior) e “da Terra” (inferior, corruptível). Abalavam-se as crenças instituídas pela Igreja. A partir de então, o mundo fechado celeste, que se acabava, tornando-se gigante, infinito... Como bem já é bem sabido, a partir daí o mundo passou a ser percebido e sentido sob outros contornos.

Há séculos verificamos que tanto os conceitos como as percepções de tempo e espaço expandem os seus limites, despertando a curiosidade e dando origem a preocupações importantes no domínio da ciência e da arte. Pensando no caso muito particular das formas de criação, apreciação e performance musical, verificamos que estas dimensões espaço-tempo passaram, ao longo dos séculos, por diferentes formas de concepção. No que diz respeito à composição musical, espaço tornou-se, paulatinamente, um parâmetro, dando origem a outras categorias (ambiente, paisagens sonoras, etc.). Aos poucos, a apreciação estética foi, igualmente, condicionada aos diversos meios técnicos que surgiram (dispositivos, locais de escuta, territórios sonoros) e suas possibilidades de uso. Estas mesmas condições implicariam em mudanças na performance (um drama a três, diria Zumthor) em caráter irreversível.

Sob outro aspecto, o espaço desdobra sua dimensão física em simbólica, esquadrinhando-se em lugares e territórios. Músicas, práticas e repertórios, estão circunscritos à sua capacidade de propagação e aos grupos que os produzem, configurando comunidades acústicas. Para o geógrafo Milton Santos, o espaço possibilita a construção de territórios: praticados, vividos, disputados. Suas construções de sentido são pautadas pelos usos e apropriações que os grupos e sujeitos fazem, num complexo elaborado entre fixos e fluxos.

Na contemporaneidade, o espaço não se concebe, pois, como referencial fechado, mas permeado por for fluxos locais e globais e sentidos de cosmopolitismo. O espaço passa a ser considerado como campo de possibilidades porque locus de inter-relações, encontros, circulações e processos sempre dinâmicos e inacabados.

Numa outra direção, o universo acústico entra em colisão com a comunidade espacial. As principais tentativas de solução se restringem à elaboração de leis para delimitar a invasão do ruído, sendo o espaço fechado a rota de fuga do barulho presente nos ambientes ao ar livre.

Muitos destes temas foram publicados em livro pelo compositor R. Murray Schafer, há 40 anos, para quem o mundo é uma grande composição. Ao publicar o livro, os espaços e vias de circulação dos eventos sonoros estavam, segundo Schafer, bastante congestionados. Ainda assim, outras formas de produção e circulação do som ainda estariam por vir... Também na década de 1970, Henri Lefebvre em seu O direito à cidade, propunha uma concepção de cidade não determinada pelo poder e planejamento dos planejadores, mas aonde o cotidiano dos habitantes tivesse lugar fundamental na formulação do viver urbano.

O 14º Encontro Internacional de Música e Mídia convida interessados em debater e estudar temas relacionados a interface música/espaço em múltiplas abordagens. Dada a sua amplitude, propomos uma divisão em três eixos, como relacionamos, abaixo:

 

Eixo 1 - Estéticas composicionais e modos de escuta:

 

Historicamente, verifica-se que ao longo dos séculos a população mundial somente cresceu, levando à expansão de povoados a grandes metrópoles. A vida no campo igualmente cedeu lugar à cidade, compactando o espaço urbano. Tais modificações trouxeram sensíveis mutações na constituição do(s) espaço(s) mas, sobretudo, nas formas de sensibilidade das dimensões físicas do espaço: distância, extensão, tempo tornam-se escalas de diferentes padrões. Traçando e percorrendo trajetos, as pessoas se comunicam sonora e musicalmente com suas vozes, passos e máquinas, deixando sua marca (sonora) no caminho. Este eixo pretende reunir trabalhos que se preocupem com a planificação e apropriação poética do espaço físico, possibilitando a composição e reconfiguração de paisagens sonoras e musicais; como a arquitetura das edificações possibilita, limita, conforma a sensibilidade da escuta e sua performance: do palco teatral, ao estádio esportivo; do estúdio de gravação à transmissão por satélites; ainda: como os processos de criação musical se ampliam com artefatos de natureza artística, como jardins sonorizados, instalações urbanas, móbiles e esculturas.

 

Eixo 2 – Música, culturas e territórios:

Este eixo se dedica a reunir e discutir trabalhos que relacionem a música e as práticas musicais às noções de uso e apropriação dos espaços, pensados não só pelas elaborações impostas pelos poderes (ideológicos, políticos, urbanísticos), mas nos seus usos e apropriações pelos sujeitos, configurando territorialidades e produção de sentidos de lugar. (Re)invenção de territórios urbanos, construção de lugares da memória, políticas públicas e espaços, formas de articulação corporalidades/performances/espaços, processos de (des)(re)territorialização, imaginários ligados às espacialidades, usos e disputas pelos lugares da cidade, noções de criatividade/inovação ligadas às urbes, são alguns dos temas que, articulados à música e suas práticas, serão aqui contemplados.

 

Eixo 3 - Projetos urbanísticos, arquitetônicos e poéticas criativas:

Os pontos apresentados acima pleiteiam, além das discussões teóricas, proposições e iniciativas. Este eixo agrega propostas votadas à experimentação e práticas que envolvam as relações entre paisagens e territórios, ambiente e arquitetura, em suas concepções construtivas, sob o aspecto artístico ou funcional: intervenções urbanas, instalações, projetos acústicos etc.

 

Área temática - 34 resultados

Caracterização Físico-Química de sabugo de milho (Zea Mays L.) in natura e pré-tratado para aplicação como bioadsorventes

Gustavo Silva de Oliveira, Simonny Montthieln Araújo Vasconcelo, Adriano Jakelaitism, Leando Spindola Pereira, Gustava Dorneles de Souza

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Comissão Organizadora

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