Introdução: O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por condições que podem ser classificados em vários graus, gerando comprometimento no desenvolvimento, na comunicação, na linguagem e comportamento social, podendo ter padrões de comportamentos repetitivos e estereotipados, além disso, crianças com esta condição apresentam interesses exclusivos por determinadas atividades e áreas (OPS/OMS). A seletividade alimentar é comum nesses pacientes, pois eles apresentam uma sensibilidade maior a texturas, cores, sons, luzes e cheiros, dificultando assim a nutrição adequada para a criança. As características do TEA podem trazer prejuízos ao perfil nutricional das crianças, ocasionado baixo ou excesso de peso. Objetivos: Identificar, na literatura, o consumo alimentar e o perfil nutricional de crianças com TEA. Métodos: Trata-se de uma revisão de literatura realizada nas bases de dados BVS e PubMed, nas línguas portuguesa, inglesa e espanhola. A pesquisa foi dividida em dois momentos: no primeiro momento foram utilizados os descritores em saúde: “Nutritional profile”, “Child” e “Autism” e com o operador booleano “AND”. Como resultado foram encontrados 80 artigos, onde foram aplicados filtros, como: Textos livres e publicados nos últimos 10 anos, gerando um resultado de 50 artigos no total. No segundo momento, foram adicionados na pesquisa os descritores de saúde “Food consumption” e utilizados os operadores booleanos “AND” e “OR” e como resultado foram obtidos 221 artigos, e após aplicação dos filtros: publicados nos últimos 5 anos e textos livres, foram gerados 82 artigos. Como critério de exclusão se teve: Texto de TCC, revisão de literatura, textos pagos, artigos com o público adulto, ou que fossem relacionados a outras condições, fora o autismo. Como critério de inclusão foram utilizadas: trabalhos publicados até 10 anos, que tivessem como objetivo de estudo crianças autistas, e que avaliasse o perfil nutricional e o consumo alimentar de crianças com TEA. Ao todo foram utilizados 4 artigos pertinentes ao tema. Resultados: Em um dos artigos, a maioria das crianças apresentavam quadro de eutrofia (47,5%), seguido de obesidade (35%). Além disso, estas crianças tinham deficiências nutricionais (não tinham o hábito de se alimentar de frutas, legumes e verduras) por conta da alimentação monótona (DA SILVA, R. V.; GOMES, D. L. 2024). Em outro estudo, também foi verificado algumas deficiências, como: Vitamina A, B6, lipídios, e cálcio, e as crianças apresentavam um maior quadro de sobrepeso (23,1%), além de obesidade (15,38%), segundo o índice IMC para Idade. Para as crianças que ainda estavam dentro do quadro eutrófico, elas tinham risco de desenvolver sobrepeso de 38,5%, e para as crianças que já se encontravam com sobrepeso, estas tinham um risco de desenvolvimento da obesidade em 76,9% (CAETANO, M. V.; GURGEL, D. C. 2018). Em outro trabalho, foi mostrado que 70,9% das crianças com autismo estavam eutróficas e 12,9% com sobrepeso e obesidade cada. Os alimentos mais consumidos por estas crianças eram: pão, arroz, feijão, gelatina, bebidas açucaradas, e frango (FERNÁNDEZ, I. G. H. et al. 2023). Em outro artigo (?ENGÜZEL, S. et al 2021), foi mostrado que 10,9% das crianças autistas tinham obesidade e 23,3% apresentavam sobrepeso, evidenciando que também, como no trabalho citado anteriormente, apresentavam mais crianças eutróficas. Conclusão/Considerações finais: Conclui-se, que o quadro de sobrepeso e obesidade é um fato vivido por crianças com TEA, e que é necessário um acompanhamento nutricional, para que assim, a criança possa ter o seu estado nutricional adequado, no que se refere ao peso e ao consumo alimentar, tendo como objetivo suprir as deficiências nutricionais que possa vir a ocorrer. Também foi evidenciado que muitas crianças com a condição do TEA, mantém o estado de eutrofia, fazendo-se assim, necessário mais estudos voltados para esta temática, a fim de verificar de forma mais aprofundada se a condição do autismo pode impactar de forma negativa no estado nutricional de pacientes com TEA.
A X Jornada de Nutrição Unifametro consolida-se como um importante espaço de valorização da formação acadêmica e de atualização profissional, integrando ciência, prática e inovação para qualificar a atuação do nutricionista frente aos desafios atuais da área.
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