RELAÇÃO ENTRE OBESIDADE E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRASMISSÍVEIS NA INFÂNCIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

  • Autor
  • Maria Clara Azevedo Pessoa
  • Co-autores
  • Ana Júlia Ribeiro de Aquino , Gabrielly Castro de Almeida Barbosa , Maria Luiza Oliveira da Silva , Isadora Nogueira Vasconcelos
  • Resumo
  • Introdução: A organização mundial da saúde (OMS) define obesidade como o excesso de gordura corporal que pode causar algum dano ao bem-estar do indivíduo. É considerada uma das doenças crônicas não transmissíveis (DNCT) mais comum no mundo, de forma que, se não houver intervenções efetivas para tratá-la, tenderá a se agravar cada vez mais (FEITOSA; ZANELLA, 2022). Fatores genéticos, emocionais e estilo de vida estão intimamente ligados ao seu aparecimento. O aumento dos casos de distúrbios nutricionais tem crescido em ritmo acelerado e chamado atenção para o público infantil. A substituição da alimentação tradicional por alimentos e bebidas ultraprocessadas são uma das razões para desenvolver tal agravante. Esses alimentos geralmente são saborosos, práticos e apresentam baixo custo, além de possuírem uma vasta vantagem comercial quando comparados com os alimentos in natura ou minimamente processado. Entre as consequências de uma alimentação não balanceada e pouco nutritiva, encontra-se o ganho excessivo de peso, que pode dar origem à obesidade e consequentemente as DCNTs. Atualmente, essas enfermidades são as principais causas de morte no mundo, sendo considerada um problema de saúde pública e gerando impactos negativos na vida das crianças, como por exemplo o desenvolvimento de diabetes mellitus, hipertensão, doenças do sistema respiratório, circulatório, câncer entre outras patologias (MALTA et al., 2020). Objetivos: Revisar literatura sobre a correlação entre a obesidade infantil e DCNTs na infância. Metodologia: O presente trabalho, trata-se de uma revisão de literatura do tipo integrativa que teve como pergunta norteadora: A obesidade pode desencadear doenças crônicas não transmissíveis? Também se fez necessário a utilização dos descritores em ciências da saúde (DeCS), pesquisando as palavras chaves “obesidade infantil” e “doenças crônicas não transmissíveis”, combinados com o operador booleano “AND” para pesquisa de artigos. A busca para a realização do trabalho foi feita entre os meses de março e abril. Os critérios de inclusão utilizados para a seleção dos estudos foram: artigos publicados no período de 2017 a 2022, nos idiomas em português e inglês sobre a temática. Foram excluídos durante a busca: artigos com idiomas diferentes dos citados e que apresentassem conteúdos irrelevantes para o enriquecimento do trabalho sobre revisão de literatura e editoriais. Após a filtragem dos trabalhos pela aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados quatro artigos para análise e base de discussão. Resultados: Dos artigos analisados, foi visto uma relação entre o excesso de peso e obesidade associados a diversas DCNTs, como diabetes mellitus, problemas respiratórios, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, as quais aumentam o risco de problemas cardiovasculares. Entre as razões que levam a esse quadro foram selecionados cinco principais comportamentos sendo esses: alimentação inadequada, inatividade física, equipamentos eletrônicos, fatores socioeconômicos e influência familiar (FEITOSA E ZANELLA, 2022). A partir da interpretação dos dados coletados pelo Ministério da Saúde a estimativa é que 6,4 milhões de crianças tenham excesso de peso no Brasil e 3,1 milhões já evoluíram para obesidade. A doença afeta 13,2% das crianças entre 5 e 9 anos e pode trazer consequências preocupantes ao longo da vida. De acordo com o índice de massa corporal (IMC), as crianças foram classificadas eutróficas (EUT) e as crianças que apresentaram sobrepeso (SP), obesidade (OB) ou obesidade grave (OBG) formaram um único grupo denominado Excesso de Peso (EP). Em toda a análise do estudo, (EUT) representaram 65,3% e 32,6% (EP), (SP: 14,3%; OB: 15,3%; OBG: 3,1%). Outrossim, o atraso do sono foi observado em 26,1% das crianças que têm total acesso às telas. O uso de mídia foi superior a 2 h/dia em 42,3% (40,4% no EUT e 46,1% no EP). O acesso à mídia era livre para 59,1% das crianças. Não houve diferença significativa em todas as análises (CORREIA, et al.,2020). Com base nos estudos, é perceptível que a prevalência de sobrepeso e obesidade em crianças brasileiras têm aumentado nos últimos anos. Vários são os fatores que os levam a se tornarem obesos como: alimentos com alto valor calórico, aumento do tamanho das porções, aumento do tempo gasto em frente da televisão, videogame, computador e diminuição das atividades com maior gasto energético, levando cada vez mais ao sedentarismo. Além disso, destaca-se também o ambiente familiar compartilhado e a influência dos pais nos padrões de estilo de vida dos filhos (FEITOSA E ZANELLA, 2022). O incentivo a prática de hábitos alimentares saudáveis e a prática de exercícios físico é essencial para evitar algumas patologias e promover uma melhor qualidade de vida ao público infantil. Conclusão/Considerações finais: Conclui-se que o excesso de peso na fase primária está em constante crescimento, tornando-se um quadro cada vez mais alarmante no Brasil e no Mundo. Das variáveis estudadas podem ser consideradas fatores tendenciosos: o consumo de ultraprocessados, a falta de atividade física e uso da tecnologia, impactando, de forma considerável, o comportamento sedentário.  A análise dos dados obtidos aponta a importância de feitos que promovam hábitos saudáveis para uma melhor qualidade de vida. Com isso, se faz necessário a prática de ações a fim de evitar a ingestão precoce dos alimentos que apresentam um baixo valor nutricional, como açúcares; estimular a prática de atividade física desde cedo, para que seja feita de maneira prazerosa; incentivar hábitos saudáveis no ambiente familiar, sem a presença de aparelhos eletrônicos; e evitar o consumo excessivo de alimentos como frituras, bebidas calóricas, processados entre outros. 

     

     

  • Palavras-chave
  • Obesidade infantil, Doenças crônicas, Comportamento alimentar.
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • Nutrição Clínica
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