EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO E DO CONSUMO ALIMENTAR DE MAGNÉSIO EM GESTANTES COM RISCO DE PRÉ-ECLÂMPSIA: UMA REVISÃO DE LITERATURA

  • Autor
  • Vitória Yasmin Alcantara de Sousa
  • Co-autores
  • Palloma Késsia Sousa da Costa , Meyssa Pereira Oliveira , Rayssa Moreira da Silva , Isadora Nogueira Vasconcelos
  • Resumo
  • Introdução: O magnésio é um mineral essencial que desempenha múltiplas funções bioquímicas e fisiológicas no organismo humano. Sua deficiência está associada a diversos distúrbios, como doenças cardiovasculares, síndromes metabólicas e, especialmente em gestantes, ao risco aumentado de desenvolvimento de pré-eclâmpsia, condição caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria e de eclâmpsia, uma complicação da pré-eclâmpsia que leva a convulsões. O magnésio, portanto, exerce papel relevante tanto no desenvolvimento fetal quanto na prevenção e tratamento dessas complicações, sendo importante garantir uma ingestão adequada e/ou suplementação. Objetivo: Realizar uma revisão de literatura sobre os efeitos da suplementação e do consumo de magnésio em mulheres gestantes com risco de pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Métodos:Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica que buscou reunir estudos que respondessem à seguinte pergunta norteadora: “Qual o efeito da suplementação e consumo de magnésio em mulheres gestantes com risco de pré-eclâmpsia e eclâmpsia?”. A pesquisa foi realizada com a literatura dos últimos 5 anos e utilizou as bases de dados National Library of Medicine (PubMed/NIH), Scientific Electronic Library Online (Scielo) e Literatura Latino-americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS). Como critério de inclusão, foram utilizadas as publicações que investigaram os efeitos da suplementação de magnésio em mulheres gestantes, dos últimos 5 anos, com texto completo gratuito, realizados em humanos, publicados em português, inglês e espanhol, com cruzamento de palavras-chaves conforme os Descritores em Ciências da Saúde (DecS): “Magnésio’, “Gestantes”, “Gestação”, “Pré-Eclâmpsia” e “Eclampsia” e seus correspondentes em inglês, utilizando o operador booleano “AND’. Foram excluídos estudos de revisão de literatura, teses, meta-análises, periódicos repetidos, relatos de casos, estudos com animais ou in vitro, e artigos relacionados a comorbidades que pudessem interferir nos resultados. A seleção iniciou-se com a identificação de 5.900 estudos. Após a aplicação dos filtros, restaram 49. Pela leitura dos títulos, 7 foram selecionados, com a leitura dos resumos, o número mudou para 6, e, por fim, com a leitura completa dos estudos ficaram 3. Resultados: No primeiro estudo, gestantes nordestinas entre 12 e 20 semanas de gestação, com fatores de risco como diabetes mellitus pré-gestacional, hipertensão arterial, parto prematuro anterior e histórico de pré-eclâmpsia, foram randomizadas para receber citrato de magnésio ou placebo. Os resultados indicaram que a suplementação com magnésio não reduziu significativamente as complicações gestacionais. No segundo estudo, foi aplicado um questionário semiquantitativo, em 440 mulheres pré-eclâmpicas e saudáveis, sobre o consumo alimentar com 78 itens. O objetivo foi relacionar a ingestão de minerais da dieta com o risco de pré-eclâmpsia. Com regressão logística multivariada para fazer estimativas, e splines cúbicos para avaliar a ingestão dose-respostas dos minerais na dieta. Resultados mostram que a ingestão desses nutrientes, incluindo o magnésio, são associados a um menor risco de pré-eclâmpsia. No terceiro estudo, foi avaliado o efeito da suplementação do magnésio na prevenção da pré-eclâmpsia durante a gravidez em mulheres brasileiras. O estudo investigou o efeito do suplemento de magnésio oral em gestantes com baixa renda, com per capita anual menor que um salário-mínimo, com idade gestacional de 12 a 20 semanas. O nível de magnésio foi medido antes da randomização e participantes com níveis maiores de magnésio no corpo foram descartados. Após isso, as gestantes receberam 300 mg de citrato de magnésio ou uma cápsula diária de placebo até o parto. Os resultados foram que, de 416 gestantes, vinte e oito mulheres foram perdidas. Ademais, 18,9% e 19,7% do grupo magnésio e controlado, respectivamente, desenvolveram pré-eclâmpsia, além de que não foram registrados casos de eclâmpsia, não demonstrando diferença significativa (p= 0,747). Este estudo mostrou que a suplementação oral de magnésio não reduziu o risco de desenvolver pré-eclâmpsia em gestantes de baixa renda. Conclusão: Os estudos analisados revelaram resultados inconsistentes quanto aos efeitos da suplementação de magnésio na redução do risco de pré-eclâmpsia e eclâmpsia. Por outro lado, a ingestão alimentar adequada de magnésio demonstrou associação com menor risco dessas condições. Dessa forma, há necessidade de novos estudos clínicos bem delineados, especialmente entre gestantes de baixa renda com fatores de risco, para esclarecer o real impacto da suplementação deste micronutriente.

  • Palavras-chave
  • Magnésio, Gestantes, Pré-eclâmpsia, Eclampsia.
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • Nutrição Clínica
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A XI Jornada de Nutrição Unifametro apresenta-se como um espaço de fortalecimento da formação acadêmica e do desenvolvimento profissional, reunindo conhecimento científico, prática e inovação voltados à atuação do nutricionista.

O evento destaca a evolução da área na promoção da saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida, evidenciando novas abordagens, recursos tecnológicos e estratégias nutricionais aplicadas aos diferentes contextos de atuação profissional.

A jornada proporciona um ambiente dinâmico de integração e aprendizado, favorecendo o diálogo entre estudantes, docentes e profissionais da Nutrição, ampliando perspectivas e estimulando a troca de experiências e saberes.

Diante dos avanços alcançados no ensino e na prática profissional, a realização do evento reafirma o compromisso da Unifametro com a formação crítica, ética e qualificada.

1. SUBMISSÃO DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS

1.1. Consideram-se trabalhos científicos os produtos relativos à elaboração e desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão submetidos em formato de resumos simples e expandidos, apresentados na modalidade de apresentação oral (template de slides, disponível no site do evento), de maneira presencial;

1.2. Os trabalhos poderão ser enviados no formato RESUMO SIMPLES e RESUMO EXPANDIDO;

1.3. Devem ser submetidos dois arquivos, um no formato .pdf com indicação de autoria e outro em formato .doc/.docx sem nenhuma informação dos autores, para que seja garantida a avaliação cega pelos avaliadores.

1.4. No formato RESUMO SIMPLES, serão aceitos para avaliação pesquisas originais; revisões de literatura, estudos de caso e relatos de experiência, desde que seguidas as normas de produção dispostas neste edital;

1.5. No formato RESUMO EXPANDIDO, serão aceitos para avaliação pesquisas originais; estudos de caso; relatos de experiência; e revisões de literatura tipo integrativa, sistemática ou meta-análise, desde que seguidas as normas de produção dispostas neste edital;

1.6. O resumo deverá ser categorizado de acordo com uma das áreas temáticas:

1.6.1. Alimentação Coletiva;

1.6.2. Alimentos e Nutrição (Tecnologia dos alimentos, microbiologia dos

alimentos e áreas afins);

4.6.3. Nutrição em Saúde coletiva;

4.6.4. Nutrição Clínica;

1.6.5. Nutrição Esportiva;

1.7. Cada pesquisador (a) poderá submeter até 04 (quatro) trabalhos como relator, sendo 06 (seis) o limite de autores para um mesmo trabalho. Não há limite para submissão em coautoria;

1.8. Para envio de trabalhos é obrigatório que o autor responsável pela apresentação do trabalho tenha sua inscrição efetivada no site do evento (https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao);

1.9. Os trabalhos científicos deverão ser enviados via DOITY, na área de submissão de resumos científicos no endereço: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao.

As seções devem ser inseridas nos espaços disponibilizados no sistema de submissão, no período de 20 de FEVEREIRO a 10 de ABRIL de 2025.

1.10. Após submissão do trabalho não será permitida a edição dos resumos, adição ou retirada de nomes de autores do trabalho;

1.11. No ato da submissão, o autor responsável deverá apontar, na lista de coautores, o seu orientador, que, obrigatoriamente, deverá ter titulação mínima de especialista;

1.12. O link para o currículo lattes do orientador deve ser indicado em espaço destinado a este fim;

1.13. Em caso de duplicidade no envio do trabalho, permanecerá como válido o trabalho com o maior número de inscrição, ou seja, que foi submetido mais recentemente;

1.14. Não serão aceitos trabalhos submetidos por qualquer outro meio, tampouco após o período de recebimento estabelecido no item 3.8. Assim, recomenda-se o envio do trabalho com antecedência, uma vez que a Comissão Científica não se responsabilizará por inscrições não recebidas em decorrência de eventuais problemas técnicos e congestionamentos;

1.15. Todos os trabalhos serão previamente avaliados, sendo conferido status deferido, indeferido ou deferido com restrição;

1.16. Os trabalhos que forem deferidos com restrição devem ser corrigidos, segundo solicitação dos avaliadores, pelos autores e submetidos novamente para uma nova análise no período de 15 a 17 de abril. Se não enviados até esta data, o trabalho será considerado recusado por não cumprimento das normas do edital. Os trabalhos com status “Deferido com restrição” serão analisados no período para reanálise (15 a 22 de ABRIL de 2025), na qual poderá ser Deferido ou Indeferido.

1.17. A lista prévia de trabalhos aprovados será divulgada no dia 22 de ABRIL de 2025 no site oficial do evento: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao;

1.18. O número de trabalhos aprovados será definido de acordo com os critérios da Comissão Científica e segundo a adequação ao tempo e aos espaços disponíveis para a realização do evento;

1.19. A publicação da lista final dos trabalhos aprovados, com data, horário e local da apresentação, será divulgada no dia 22 de ABRIL de 2025 no site oficial do evento: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao;

2. NORMAS PARA CONFECÇÃO DOS RESUMOS SIMPLES

2.1. O trabalho deverá ser redigido em português, respeitando a nomenclatura técnico-científica;

O resumo deverá conter de 500 a 1000 palavras (não incluídos o título, os nomes dos autores, as afiliações, área temática, e-mail, palavras–chave e referências).

2.2. Os resumos serão adicionados na plataforma de submissão de trabalhos, devendo ser anexado cada parte em local correspondente;

2.3. O trabalho deverá seguir os templates disponíveis, respeitando os tópicos:

2.3.1. Título: máximo de 20 palavras.

2.3.2. Identificação dos autores: Nome completo dos autores, E-mail dos autores, nome da instituição, cidade, estado.

2.3.2.1. A ordem de envio dos nomes dos coautores será a mesma emitida no certificado. Os nomes deverão ser numerados e logo abaixo deverão estar as instituições às quais pertencem (Caso não possua vínculo institucional, ignorar o preenchimento).

2.3.3. Identificação da área temática (item 3.5);

2.3.4. Descritores (de 3 a 5 descritores com base no DeCS - Descritores em Ciências da Saúde; disponível em https://decs.bvsalud.org/);

2.3.5. Introdução: Incluir delimitação do tema, problema de pesquisa, justificativa e relevância.

2.3.6. Objetivo: Apresentar propósito do estudo de pesquisa no verbo infinitivo;

2.3.7. Métodos: Tipo de estudo; Local e período; População e amostra; Coleta; Análise dos dados. Número de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (Apenas para trabalho que foram realizados necessariamente com seres humano ou animais). Os tópicos da metodologia podem ser diferentes de acordo com a natureza do trabalho;

2.3.8. Resultados: Incluir análise crítica dos resultados frente ao conhecimento atual, evitando excesso de comparações com a literatura. Quando apropriado, apresentar análise estatística dos dados.

2.3.9. Conclusão: Apresentar as conclusões do trabalho. Deve-se concluir somente o que foi aprovado, com interpretação lógica, não cabendo opiniões próprias ou análises não investigadas. As conclusões de qualquer trabalho científico devem responder aos objetivos propostos do mesmo. Pode apontar a contribuição do trabalho e sugestões para pesquisas futuras;

2.3.10. Referências: Colocar somente as referências utilizadas no desenvolvimento da pesquisa, seguindo as normas: ABNT NBR 6023 (2018). As citações devem seguir as normas ABNT NBR 10520 (2023);

2.4. Não incluir gráficos e figuras no resumo (podem estar presentes na apresentação);

2.5. O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo;

2.6. A qualidade do texto (gramática, ortografia e digitação) e as informações contidas no resumo são de inteira responsabilidade do autor.

3. NORMAS PARA CONFECÇÃO DOS RESUMOS EXPANDIDOS

3.1. O trabalho deverá ser redigido em português, respeitando a nomenclatura técnico-científica, com o intervalo de 5 a 7 páginas (com as referências);

3.2. O trabalho deverá seguir os templates disponíveis, respeitando os tópicos:

3.2.1. Resumo: Com breves informações com introdução, objetivo, métodos, resultados e conclusão. Apresentado em parágrafo único, justificado e com espaço simples. Não deve conter referências bibliográficas (máximo 250 palavras);

3.2.2. Introdução: Incluir delimitação do tema, problema de pesquisa, justificativa e relevância (máximo 1000 palavras). Deve conter as citações no corpo do texto;

3.2.3. Objetivo: Apresentar propósito do estudo de pesquisa no verbo infinitivo;

3.2.4. Métodos: Tipo de estudo; Local e período; População e amostra; Coleta; Análise dos dados. Número de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (Apenas para trabalho que foram realizados necessariamente com seres humano ou animais). Os tópicos da metodologia podem ser diferentes de acordo com a natureza do trabalho (Original ou revisão de literatura) (máximo 1000 palavras);

3.2.5. Resultados: Incluir análise crítica dos resultados frente ao conhecimento atual, evitando excesso de comparações com a literatura. Quando apropriado, apresentar análise estatística dos dados (máximo 1000 palavras). Deve conter as citações no corpo do texto;

3.2.6. Conclusão: Apresentar as conclusões do trabalho. Deve-se concluir somente o que foi aprovado, com interpretação lógica, não cabendo opiniões próprias ou análises não investigadas. As conclusões de qualquer trabalho científico devem responder aos objetivos propostos do mesmo. Pode apontar a contribuição do trabalho e sugestões para trabalhos futuros (máximo 200 palavras);

3.2.7. Referências: Colocar somente as referências utilizadas no desenvolvimento da pesquisa, seguindo as normas: ABNT NBR 6023 (2018). As citações devem seguir as normas ABNT NBR 10520 (2023);

  • Alimentação Coletiva
  • Alimentos e Nutrição (Tecnologia dos alimentos, microbiologia dos alimentos e áreas afins)
  • Nutrição em Saúde coletiva
  • Nutrição Clínica
  • Nutrição Esportiva

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