EFEITOS DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA D NA FIBROMIALGIA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

  • Autor
  • ANA PAULA BERTASI MORO DE OLIVEIRA NEVES
  • Co-autores
  • EMILLY STEFANY HOLANDA ALVES , MAYRA LEITE FERREIRA DO NASCIMENTO , ANTONIA DA CRUZ RODRIGUES DOS SANTOS , LEONARDO FURTADO DE OLIVEIRA
  • Resumo
  • Introdução: A fibromialgia (FM) pode ser caracterizada como uma síndrome dolorosa crônica que é manifestada no aparelho músculoesquelético, podendo afetar outros sistemas; o humor; a rotina diária; e a qualidade de vida dos pacientes. Essa é uma doença multifatorial que pode ter relação com a genética, fatores psicológicos, físicos e ambientais. Essa síndrome não tem cura, mas, com um tratamento adequado, é possível diminuir os seus sintomas. A vitamina D3, ou colecalciferol, é um nutriente indispensável para a saúde do corpo humano, incluindo a dos ossos e músculos, além de ter um papel fundamental na homeostase do sistema imunológico e na modulação de dor. Diante disso, algumas investigações sobre a eficiência e eficácia da suplementação de colecalciferol em pacientes acometidos pela FM mostram-se promissoras, pois sugerem que esse nutriente essencial auxilia na redução da sintomatologia dessa síndrome. Objetivos: Revisar na literatura atual os efeitos da suplementação de vitamina D na fibromialgia, analisando se ela contribui para a redução de sintomas e, por consequência, na qualidade de vida de indivíduos afetados pela síndrome da fibromialgia. Métodos: O estudo trata-se de uma revisão integrativa realizada a partir da seguinte pergunta norteadora: ”A suplementação de colecalciferol contribui para a redução dos sintomas e a melhora da qualidade de vida em indivíduos com fibromialgia?” A busca foi feita nos meses de março e abril de 2025, através da análise e seleção de artigos publicados entre 2017 e 2023, realizada nas bases de dados, National Center for Biotechnology Information (Pubmed), Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Electronic Library Online (SciELO); utilizando os seguintes Descritores da Saúde (DECs): "Fibromialgia"; "Colecalciferolo"; "Qualidade de Vida" e suas combinações. Foram selecionados apenas trabalhos disponíveis na íntegra, que envolvessem participantes diagnosticados com fibromialgia e que respondessem à pergunta norteadora. Incluíram-se, preferencialmente, estudos com maior rigor metodológico, como clínico transversal, cego ou duplo cego e de caso-controle, controlados por placebo ou crossover. Foram excluídos artigos de revisão integrativa, artigos duplicados, estudos divulgados via monografia, trabalho de conclusão de curso, bem como aqueles que relacionassem a fibromialgia a outras doenças ou a vitamina D a outros nutrientes. Resultados: A análise da literatura científica consultada revela uma correlação notável entre concentrações séricas reduzidas de vitamina D e a manifestação da fibromialgia. Investigações preliminares sugerem que a administração de suplementos de colecalciferol (vitamina D?) pode estar associada à atenuação de certos sinais e sintomas comumente observados na fibromialgia, como a intensidade da dor referida pelos pacientes (Carvalho et al., 2018). Como exemplo, recrutaram 11 pacientes do sexo feminino com fibromialgia e níveis de 25(OH)D ? 30 ng/mL, administrando 50.000 UI de vitamina D oralmente uma vez por semana durante 3 meses. Embora tenha sido observada melhora sintomática, a quantificação estatística detalhada dessa melhora não foi apresentada. (Carvalho et al., 2018). Em vista disso, é importante notar a natureza multifatorial da síndrome de fibromialgia (SFM), cuja expressão clínica é complexa e abrange uma variedade de manifestações, incluindo depressão e ansiedade, além de rigidez e limitação da funcionalidade física decorrente de dores musculares. Essas manifestações estão intrinsecamente relacionadas ao bem-estar psíquico dos indivíduos. Nesse contexto, a forma metabolicamente ativa da vitamina D, a 1,25(OH)?D demonstra desempenhar um papel significativo no desenvolvimento e na manutenção da integridade do sistema musculoesquelético, sendo sua deficiência associada a queixas de dores musculares e ósseas (Dogru et al., 2017). Entretanto, uma investigação comparativa envolvendo 70 pacientes com fibromialgia e 65 controles com características demográficas semelhantes revelou que, embora 60% da população investigada apresentasse níveis inadequados ou deficientes de colecalciferol, a análise estatística não estabeleceu uma correlação significativa entre os níveis de vitamina D e a melhora sintomatológica da dor (Dogru et al., 2017). De modo similar, um estudo piloto com 80 mulheres na pré-menopausa, com faixa etária de 18 a 50 anos, observou uma alta prevalência de baixos níveis de 25(OH)D (< 25 ng/mL) entre as participantes, o que pode estar associado a uma maior predisposição ao desenvolvimento da SFM e à presença de dor, mesmo em mulheres consideradas saudáveis (Akard et al., 2020). Em contrapartida, ao considerar o conjunto de estudos analisados, levanta-se a hipótese de que a relação entre os níveis de vitamina D e a fibromialgia pode ser positivamente influenciada pela suplementação desse nutriente lipossolúvel, gerando potenciais benefícios à qualidade de vida dos indivíduos afetados (Carvalho et al., 2018). Adicionalmente, evidências de um estudo demonstram que a suplementação com 50.000 UI de vitamina D3 por semana durante 12 semanas em 180 pacientes com fibromialgia resultou em reduções significativas. Houve redução nos escores do Fibromyalgia Impact Questionnaire (FIQ), com  p < 0,05, e da Escala Visual Analógica (VAS) para dor, sendo p < 0,01 (Ersoy et al., 2024). Conclusão/Considerações finais: Conclui-se que a deficiência de vitamina D é comum e pode afetar negativamente a qualidade de vida de pacientes com fibromialgia (FM), uma vez que a forma ativa dessa vitamina desempenha um papel relevante no desenvolvimento e na função do sistema musculoesquelético.  Em suma, a monitorização dos níveis de 25 (OH) D e a suplementação adequada podem ser estratégias úteis no tratamento complementar da fibromialgia, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida desses indivíduos.

     

  • Palavras-chave
  • Fibromialgia, Vitamina D, Qualidade de Vida
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • Nutrição Clínica
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A XI Jornada de Nutrição Unifametro apresenta-se como um espaço de fortalecimento da formação acadêmica e do desenvolvimento profissional, reunindo conhecimento científico, prática e inovação voltados à atuação do nutricionista.

O evento destaca a evolução da área na promoção da saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida, evidenciando novas abordagens, recursos tecnológicos e estratégias nutricionais aplicadas aos diferentes contextos de atuação profissional.

A jornada proporciona um ambiente dinâmico de integração e aprendizado, favorecendo o diálogo entre estudantes, docentes e profissionais da Nutrição, ampliando perspectivas e estimulando a troca de experiências e saberes.

Diante dos avanços alcançados no ensino e na prática profissional, a realização do evento reafirma o compromisso da Unifametro com a formação crítica, ética e qualificada.

1. SUBMISSÃO DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS

1.1. Consideram-se trabalhos científicos os produtos relativos à elaboração e desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão submetidos em formato de resumos simples e expandidos, apresentados na modalidade de apresentação oral (template de slides, disponível no site do evento), de maneira presencial;

1.2. Os trabalhos poderão ser enviados no formato RESUMO SIMPLES e RESUMO EXPANDIDO;

1.3. Devem ser submetidos dois arquivos, um no formato .pdf com indicação de autoria e outro em formato .doc/.docx sem nenhuma informação dos autores, para que seja garantida a avaliação cega pelos avaliadores.

1.4. No formato RESUMO SIMPLES, serão aceitos para avaliação pesquisas originais; revisões de literatura, estudos de caso e relatos de experiência, desde que seguidas as normas de produção dispostas neste edital;

1.5. No formato RESUMO EXPANDIDO, serão aceitos para avaliação pesquisas originais; estudos de caso; relatos de experiência; e revisões de literatura tipo integrativa, sistemática ou meta-análise, desde que seguidas as normas de produção dispostas neste edital;

1.6. O resumo deverá ser categorizado de acordo com uma das áreas temáticas:

1.6.1. Alimentação Coletiva;

1.6.2. Alimentos e Nutrição (Tecnologia dos alimentos, microbiologia dos

alimentos e áreas afins);

4.6.3. Nutrição em Saúde coletiva;

4.6.4. Nutrição Clínica;

1.6.5. Nutrição Esportiva;

1.7. Cada pesquisador (a) poderá submeter até 04 (quatro) trabalhos como relator, sendo 06 (seis) o limite de autores para um mesmo trabalho. Não há limite para submissão em coautoria;

1.8. Para envio de trabalhos é obrigatório que o autor responsável pela apresentação do trabalho tenha sua inscrição efetivada no site do evento (https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao);

1.9. Os trabalhos científicos deverão ser enviados via DOITY, na área de submissão de resumos científicos no endereço: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao.

As seções devem ser inseridas nos espaços disponibilizados no sistema de submissão, no período de 20 de FEVEREIRO a 10 de ABRIL de 2025.

1.10. Após submissão do trabalho não será permitida a edição dos resumos, adição ou retirada de nomes de autores do trabalho;

1.11. No ato da submissão, o autor responsável deverá apontar, na lista de coautores, o seu orientador, que, obrigatoriamente, deverá ter titulação mínima de especialista;

1.12. O link para o currículo lattes do orientador deve ser indicado em espaço destinado a este fim;

1.13. Em caso de duplicidade no envio do trabalho, permanecerá como válido o trabalho com o maior número de inscrição, ou seja, que foi submetido mais recentemente;

1.14. Não serão aceitos trabalhos submetidos por qualquer outro meio, tampouco após o período de recebimento estabelecido no item 3.8. Assim, recomenda-se o envio do trabalho com antecedência, uma vez que a Comissão Científica não se responsabilizará por inscrições não recebidas em decorrência de eventuais problemas técnicos e congestionamentos;

1.15. Todos os trabalhos serão previamente avaliados, sendo conferido status deferido, indeferido ou deferido com restrição;

1.16. Os trabalhos que forem deferidos com restrição devem ser corrigidos, segundo solicitação dos avaliadores, pelos autores e submetidos novamente para uma nova análise no período de 15 a 17 de abril. Se não enviados até esta data, o trabalho será considerado recusado por não cumprimento das normas do edital. Os trabalhos com status “Deferido com restrição” serão analisados no período para reanálise (15 a 22 de ABRIL de 2025), na qual poderá ser Deferido ou Indeferido.

1.17. A lista prévia de trabalhos aprovados será divulgada no dia 22 de ABRIL de 2025 no site oficial do evento: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao;

1.18. O número de trabalhos aprovados será definido de acordo com os critérios da Comissão Científica e segundo a adequação ao tempo e aos espaços disponíveis para a realização do evento;

1.19. A publicação da lista final dos trabalhos aprovados, com data, horário e local da apresentação, será divulgada no dia 22 de ABRIL de 2025 no site oficial do evento: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao;

2. NORMAS PARA CONFECÇÃO DOS RESUMOS SIMPLES

2.1. O trabalho deverá ser redigido em português, respeitando a nomenclatura técnico-científica;

O resumo deverá conter de 500 a 1000 palavras (não incluídos o título, os nomes dos autores, as afiliações, área temática, e-mail, palavras–chave e referências).

2.2. Os resumos serão adicionados na plataforma de submissão de trabalhos, devendo ser anexado cada parte em local correspondente;

2.3. O trabalho deverá seguir os templates disponíveis, respeitando os tópicos:

2.3.1. Título: máximo de 20 palavras.

2.3.2. Identificação dos autores: Nome completo dos autores, E-mail dos autores, nome da instituição, cidade, estado.

2.3.2.1. A ordem de envio dos nomes dos coautores será a mesma emitida no certificado. Os nomes deverão ser numerados e logo abaixo deverão estar as instituições às quais pertencem (Caso não possua vínculo institucional, ignorar o preenchimento).

2.3.3. Identificação da área temática (item 3.5);

2.3.4. Descritores (de 3 a 5 descritores com base no DeCS - Descritores em Ciências da Saúde; disponível em https://decs.bvsalud.org/);

2.3.5. Introdução: Incluir delimitação do tema, problema de pesquisa, justificativa e relevância.

2.3.6. Objetivo: Apresentar propósito do estudo de pesquisa no verbo infinitivo;

2.3.7. Métodos: Tipo de estudo; Local e período; População e amostra; Coleta; Análise dos dados. Número de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (Apenas para trabalho que foram realizados necessariamente com seres humano ou animais). Os tópicos da metodologia podem ser diferentes de acordo com a natureza do trabalho;

2.3.8. Resultados: Incluir análise crítica dos resultados frente ao conhecimento atual, evitando excesso de comparações com a literatura. Quando apropriado, apresentar análise estatística dos dados.

2.3.9. Conclusão: Apresentar as conclusões do trabalho. Deve-se concluir somente o que foi aprovado, com interpretação lógica, não cabendo opiniões próprias ou análises não investigadas. As conclusões de qualquer trabalho científico devem responder aos objetivos propostos do mesmo. Pode apontar a contribuição do trabalho e sugestões para pesquisas futuras;

2.3.10. Referências: Colocar somente as referências utilizadas no desenvolvimento da pesquisa, seguindo as normas: ABNT NBR 6023 (2018). As citações devem seguir as normas ABNT NBR 10520 (2023);

2.4. Não incluir gráficos e figuras no resumo (podem estar presentes na apresentação);

2.5. O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo;

2.6. A qualidade do texto (gramática, ortografia e digitação) e as informações contidas no resumo são de inteira responsabilidade do autor.

3. NORMAS PARA CONFECÇÃO DOS RESUMOS EXPANDIDOS

3.1. O trabalho deverá ser redigido em português, respeitando a nomenclatura técnico-científica, com o intervalo de 5 a 7 páginas (com as referências);

3.2. O trabalho deverá seguir os templates disponíveis, respeitando os tópicos:

3.2.1. Resumo: Com breves informações com introdução, objetivo, métodos, resultados e conclusão. Apresentado em parágrafo único, justificado e com espaço simples. Não deve conter referências bibliográficas (máximo 250 palavras);

3.2.2. Introdução: Incluir delimitação do tema, problema de pesquisa, justificativa e relevância (máximo 1000 palavras). Deve conter as citações no corpo do texto;

3.2.3. Objetivo: Apresentar propósito do estudo de pesquisa no verbo infinitivo;

3.2.4. Métodos: Tipo de estudo; Local e período; População e amostra; Coleta; Análise dos dados. Número de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (Apenas para trabalho que foram realizados necessariamente com seres humano ou animais). Os tópicos da metodologia podem ser diferentes de acordo com a natureza do trabalho (Original ou revisão de literatura) (máximo 1000 palavras);

3.2.5. Resultados: Incluir análise crítica dos resultados frente ao conhecimento atual, evitando excesso de comparações com a literatura. Quando apropriado, apresentar análise estatística dos dados (máximo 1000 palavras). Deve conter as citações no corpo do texto;

3.2.6. Conclusão: Apresentar as conclusões do trabalho. Deve-se concluir somente o que foi aprovado, com interpretação lógica, não cabendo opiniões próprias ou análises não investigadas. As conclusões de qualquer trabalho científico devem responder aos objetivos propostos do mesmo. Pode apontar a contribuição do trabalho e sugestões para trabalhos futuros (máximo 200 palavras);

3.2.7. Referências: Colocar somente as referências utilizadas no desenvolvimento da pesquisa, seguindo as normas: ABNT NBR 6023 (2018). As citações devem seguir as normas ABNT NBR 10520 (2023);

  • Alimentação Coletiva
  • Alimentos e Nutrição (Tecnologia dos alimentos, microbiologia dos alimentos e áreas afins)
  • Nutrição em Saúde coletiva
  • Nutrição Clínica
  • Nutrição Esportiva

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