A REPERCUSSÃO DOS HORÁRIOS DAS REFEIÇÕES NA RESPOSTA INSULÍNICA E CONTROLE GLICÊMICO: UMA REVISÃO DE LITERATURA.

  • Autor
  • Azucena Lima Oruezabal
  • Co-autores
  • YSADORA SILVA BARBOSA , ZULEYKA LAGE MOTA BRANDÃO , LUIS FELIPE MENDES DA SILVA , SARAH STEPHANNY DANTAS MENDES , ISABELA LIMAVERDE GOMES
  • Resumo
  • Introdução: A crononutrição é um campo emergente da nutrição que estuda como o momento das refeições interage com o ritmo circadiano do organismo, influenciando diversos desfechos metabólicos. Esse conceito considera não apenas o que se come, mas quando se come, abrangendo dimensões como o horário, a frequência e a regularidade das refeições ao longo do dia (Almoosawi et al., 2019). A sincronização entre os ritmos biológicos internos e os estímulos ambientais, especialmente os relacionados ao ciclo claro-escuro e ao jejum-alimentação, é essencial para a manutenção da homeostase metabólica. Alterações neste equilíbrio, como a ingestão alimentar tardia ou irregular, têm sido associadas a prejuízos na resposta insulínica, aumento da resistência à insulina e maior risco para distúrbios metabólicos, como o diabetes tipo 2. Evidências indicam que indivíduos com cronotipo vespertino, que tendem a consumir alimentos mais tarde e de forma menos regular, apresentam piores indicadores cardiometabólicos, incluindo maior propensão à hiperglicemia e alteração nos níveis de hemoglobina glicada (Almoosawi et al., 2019). Ao mesmo tempo, o diabetes tipo 2 tem se expandido globalmente, impulsionado por fatores como a má qualidade da dieta, sedentarismo e obesidade, mas também por padrões alimentares desajustados ao ritmo circadiano (Tinajero; Malik, 2021). Diante disso, compreender os efeitos da crononutrição sobre a resposta insulínica e o controle glicêmico é essencial para subsidiar estratégias mais eficazes de prevenção e manejo do diabetes, considerando a individualidade dos ritmos biológicos. Objetivos: Realizar uma revisão literária sobre repercussão da crononutrição na resposta insulínica e controle glicêmico. Métodos:Trata-se de uma revisão de literatura desenvolvida a partir de uma pesquisa bibliográfica nas bases de dados PubMed e BVS (Biblioteca Virtual em Saúde), com o objetivo de analisar a repercussão da crononutrição na resposta insulínica e no controle glicêmico. A busca foi realizada no período de março a abril de 2025, considerando estudos originais publicados entre os anos de 2020 e 2025. Para a identificação dos estudos, foram empregados os descritores cadastrados no DeCS: “Chrononutrition”, “Diabetes Mellitus”, “Glycemic Control” e “Metabolism”. A seleção dos artigos foi conduzida com base em uma pergunta norteadora previamente definida e fundamentou-se nos critérios da estratégia PICO, a fim de assegurar a elegibilidade metodológica dos trabalhos incluídos. Foram adotados os seguintes critérios de exclusão: artigos publicados antes de 2020, estudos com gestantes, investigações que envolvessem exclusivamente a suplementação de micronutrientes, bem como intervenções associadas unicamente a práticas fisioterápicas. Após a triagem de artigos nas bases consultadas, procedeu-se à leitura dos títulos e resumos, culminando na seleção de sete estudos para leitura integral. Destes, quatro atenderam integralmente aos critérios estabelecidos e foram incluídos na presente revisão.  Resultados: A análise dos estudos selecionados indica que o horário das refeições exerce influência significativa sobre a resposta insulínica e o controle glicêmico, especialmente em populações com comprometimento metabólico, como indivíduos com diabetes tipo 2 ou pré-diabetes. O estudo de Parr et al. (2024) demonstrou que a alimentação com restrição de tempo (Time-Restricted Eating – TRE), concentrada nas primeiras horas do dia, foi tão eficaz quanto às orientações nutricionais padrão na redução da hemoglobina glicada (HbA1c), com o diferencial de promover maior adesão à intervenção e redução de peso corporal. Isso reforça o papel da organização temporal das refeições como estratégia promissora no manejo do diabetes tipo 2. De forma semelhante, o ensaio clínico conduzido por Bravo-García et al. (2025) evidenciou que a combinação de TRE com exercícios físicos leves após as refeições contribuiu para a melhora aguda na variabilidade glicêmica, sem causar episódios de hipoglicemia, mesmo com menor número de refeições ao longo do dia. Os resultados sugerem que o TRE pode ser eficaz na modulação da resposta pós-prandial da glicose, com segurança e aplicabilidade clínica. Complementarmente, Dawson et al. (2024) observaram que a adoção do TRE, na forma de alimentação antecipada (early-TRE), resultou em melhoras nos marcadores cardiometabólicos, como sensibilidade à insulina e perfil lipídico, sem prejuízo à absorção intestinal de nutrientes. Isso confirma que os benefícios metabólicos da restrição alimentar temporal não estão ligados apenas à ingestão calórica, mas também à sincronia com o ritmo circadiano. Por fim, o estudo de Timmer et al. (2022) mostrou que o horário das refeições interfere na resposta glicêmica, mesmo em indivíduos saudáveis. Refeições realizadas no período noturno apresentaram respostas glicêmicas mais elevadas e prolongadas, em comparação com aquelas feitas pela manhã. Essa diferença reforça a ideia de que a sensibilidade à insulina é mais eficiente nas primeiras horas do dia. Diante desses achados, é possível inferir que estratégias alimentares baseadas no tempo de ingestão – especialmente o eTRE – alinham-se ao funcionamento do relógio biológico, otimizando o metabolismo da glicose. Além disso, o impacto positivo foi observado independentemente de mudanças calóricas ou macronutrientes, o que fortalece a crononutrição como ferramenta clínica viável e potencialmente eficaz. Conclusão/Considerações finais: Dessa forma, as estratégias que alinham o consumo alimentar ao ritmo circadiano, como a TRE e o eTRE, surgem como abordagens viáveis, acessíveis e potencialmente eficazes na promoção do controle glicêmico e na prevenção de desfechos cardiometabólicos adversos, especialmente em populações com diabetes tipo 2. Futuros estudos com maior duração e em diferentes populações podem aprofundar a compreensão desses efeitos e guiar recomendações nutricionais personalizadas baseadas no tempo.

  • Palavras-chave
  • CrononutriçãO, Diabetes Mellitus, Controle Glicêmico, Metabolismo.
  • Modalidade
  • Comunicação oral
  • Área Temática
  • Nutrição em Saúde coletiva
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A XI Jornada de Nutrição Unifametro apresenta-se como um espaço de fortalecimento da formação acadêmica e do desenvolvimento profissional, reunindo conhecimento científico, prática e inovação voltados à atuação do nutricionista.

O evento destaca a evolução da área na promoção da saúde, prevenção de doenças e melhoria da qualidade de vida, evidenciando novas abordagens, recursos tecnológicos e estratégias nutricionais aplicadas aos diferentes contextos de atuação profissional.

A jornada proporciona um ambiente dinâmico de integração e aprendizado, favorecendo o diálogo entre estudantes, docentes e profissionais da Nutrição, ampliando perspectivas e estimulando a troca de experiências e saberes.

Diante dos avanços alcançados no ensino e na prática profissional, a realização do evento reafirma o compromisso da Unifametro com a formação crítica, ética e qualificada.

1. SUBMISSÃO DOS TRABALHOS CIENTÍFICOS

1.1. Consideram-se trabalhos científicos os produtos relativos à elaboração e desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão submetidos em formato de resumos simples e expandidos, apresentados na modalidade de apresentação oral (template de slides, disponível no site do evento), de maneira presencial;

1.2. Os trabalhos poderão ser enviados no formato RESUMO SIMPLES e RESUMO EXPANDIDO;

1.3. Devem ser submetidos dois arquivos, um no formato .pdf com indicação de autoria e outro em formato .doc/.docx sem nenhuma informação dos autores, para que seja garantida a avaliação cega pelos avaliadores.

1.4. No formato RESUMO SIMPLES, serão aceitos para avaliação pesquisas originais; revisões de literatura, estudos de caso e relatos de experiência, desde que seguidas as normas de produção dispostas neste edital;

1.5. No formato RESUMO EXPANDIDO, serão aceitos para avaliação pesquisas originais; estudos de caso; relatos de experiência; e revisões de literatura tipo integrativa, sistemática ou meta-análise, desde que seguidas as normas de produção dispostas neste edital;

1.6. O resumo deverá ser categorizado de acordo com uma das áreas temáticas:

1.6.1. Alimentação Coletiva;

1.6.2. Alimentos e Nutrição (Tecnologia dos alimentos, microbiologia dos

alimentos e áreas afins);

4.6.3. Nutrição em Saúde coletiva;

4.6.4. Nutrição Clínica;

1.6.5. Nutrição Esportiva;

1.7. Cada pesquisador (a) poderá submeter até 04 (quatro) trabalhos como relator, sendo 06 (seis) o limite de autores para um mesmo trabalho. Não há limite para submissão em coautoria;

1.8. Para envio de trabalhos é obrigatório que o autor responsável pela apresentação do trabalho tenha sua inscrição efetivada no site do evento (https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao);

1.9. Os trabalhos científicos deverão ser enviados via DOITY, na área de submissão de resumos científicos no endereço: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao.

As seções devem ser inseridas nos espaços disponibilizados no sistema de submissão, no período de 20 de FEVEREIRO a 10 de ABRIL de 2025.

1.10. Após submissão do trabalho não será permitida a edição dos resumos, adição ou retirada de nomes de autores do trabalho;

1.11. No ato da submissão, o autor responsável deverá apontar, na lista de coautores, o seu orientador, que, obrigatoriamente, deverá ter titulação mínima de especialista;

1.12. O link para o currículo lattes do orientador deve ser indicado em espaço destinado a este fim;

1.13. Em caso de duplicidade no envio do trabalho, permanecerá como válido o trabalho com o maior número de inscrição, ou seja, que foi submetido mais recentemente;

1.14. Não serão aceitos trabalhos submetidos por qualquer outro meio, tampouco após o período de recebimento estabelecido no item 3.8. Assim, recomenda-se o envio do trabalho com antecedência, uma vez que a Comissão Científica não se responsabilizará por inscrições não recebidas em decorrência de eventuais problemas técnicos e congestionamentos;

1.15. Todos os trabalhos serão previamente avaliados, sendo conferido status deferido, indeferido ou deferido com restrição;

1.16. Os trabalhos que forem deferidos com restrição devem ser corrigidos, segundo solicitação dos avaliadores, pelos autores e submetidos novamente para uma nova análise no período de 15 a 17 de abril. Se não enviados até esta data, o trabalho será considerado recusado por não cumprimento das normas do edital. Os trabalhos com status “Deferido com restrição” serão analisados no período para reanálise (15 a 22 de ABRIL de 2025), na qual poderá ser Deferido ou Indeferido.

1.17. A lista prévia de trabalhos aprovados será divulgada no dia 22 de ABRIL de 2025 no site oficial do evento: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao;

1.18. O número de trabalhos aprovados será definido de acordo com os critérios da Comissão Científica e segundo a adequação ao tempo e aos espaços disponíveis para a realização do evento;

1.19. A publicação da lista final dos trabalhos aprovados, com data, horário e local da apresentação, será divulgada no dia 22 de ABRIL de 2025 no site oficial do evento: https://doity.com.br/xi-jornada-de-nutricao;

2. NORMAS PARA CONFECÇÃO DOS RESUMOS SIMPLES

2.1. O trabalho deverá ser redigido em português, respeitando a nomenclatura técnico-científica;

O resumo deverá conter de 500 a 1000 palavras (não incluídos o título, os nomes dos autores, as afiliações, área temática, e-mail, palavras–chave e referências).

2.2. Os resumos serão adicionados na plataforma de submissão de trabalhos, devendo ser anexado cada parte em local correspondente;

2.3. O trabalho deverá seguir os templates disponíveis, respeitando os tópicos:

2.3.1. Título: máximo de 20 palavras.

2.3.2. Identificação dos autores: Nome completo dos autores, E-mail dos autores, nome da instituição, cidade, estado.

2.3.2.1. A ordem de envio dos nomes dos coautores será a mesma emitida no certificado. Os nomes deverão ser numerados e logo abaixo deverão estar as instituições às quais pertencem (Caso não possua vínculo institucional, ignorar o preenchimento).

2.3.3. Identificação da área temática (item 3.5);

2.3.4. Descritores (de 3 a 5 descritores com base no DeCS - Descritores em Ciências da Saúde; disponível em https://decs.bvsalud.org/);

2.3.5. Introdução: Incluir delimitação do tema, problema de pesquisa, justificativa e relevância.

2.3.6. Objetivo: Apresentar propósito do estudo de pesquisa no verbo infinitivo;

2.3.7. Métodos: Tipo de estudo; Local e período; População e amostra; Coleta; Análise dos dados. Número de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (Apenas para trabalho que foram realizados necessariamente com seres humano ou animais). Os tópicos da metodologia podem ser diferentes de acordo com a natureza do trabalho;

2.3.8. Resultados: Incluir análise crítica dos resultados frente ao conhecimento atual, evitando excesso de comparações com a literatura. Quando apropriado, apresentar análise estatística dos dados.

2.3.9. Conclusão: Apresentar as conclusões do trabalho. Deve-se concluir somente o que foi aprovado, com interpretação lógica, não cabendo opiniões próprias ou análises não investigadas. As conclusões de qualquer trabalho científico devem responder aos objetivos propostos do mesmo. Pode apontar a contribuição do trabalho e sugestões para pesquisas futuras;

2.3.10. Referências: Colocar somente as referências utilizadas no desenvolvimento da pesquisa, seguindo as normas: ABNT NBR 6023 (2018). As citações devem seguir as normas ABNT NBR 10520 (2023);

2.4. Não incluir gráficos e figuras no resumo (podem estar presentes na apresentação);

2.5. O uso de abreviaturas será restrito àquelas já identificadas anteriormente por extenso no texto do resumo;

2.6. A qualidade do texto (gramática, ortografia e digitação) e as informações contidas no resumo são de inteira responsabilidade do autor.

3. NORMAS PARA CONFECÇÃO DOS RESUMOS EXPANDIDOS

3.1. O trabalho deverá ser redigido em português, respeitando a nomenclatura técnico-científica, com o intervalo de 5 a 7 páginas (com as referências);

3.2. O trabalho deverá seguir os templates disponíveis, respeitando os tópicos:

3.2.1. Resumo: Com breves informações com introdução, objetivo, métodos, resultados e conclusão. Apresentado em parágrafo único, justificado e com espaço simples. Não deve conter referências bibliográficas (máximo 250 palavras);

3.2.2. Introdução: Incluir delimitação do tema, problema de pesquisa, justificativa e relevância (máximo 1000 palavras). Deve conter as citações no corpo do texto;

3.2.3. Objetivo: Apresentar propósito do estudo de pesquisa no verbo infinitivo;

3.2.4. Métodos: Tipo de estudo; Local e período; População e amostra; Coleta; Análise dos dados. Número de aprovação no Comitê de Ética em Pesquisa (Apenas para trabalho que foram realizados necessariamente com seres humano ou animais). Os tópicos da metodologia podem ser diferentes de acordo com a natureza do trabalho (Original ou revisão de literatura) (máximo 1000 palavras);

3.2.5. Resultados: Incluir análise crítica dos resultados frente ao conhecimento atual, evitando excesso de comparações com a literatura. Quando apropriado, apresentar análise estatística dos dados (máximo 1000 palavras). Deve conter as citações no corpo do texto;

3.2.6. Conclusão: Apresentar as conclusões do trabalho. Deve-se concluir somente o que foi aprovado, com interpretação lógica, não cabendo opiniões próprias ou análises não investigadas. As conclusões de qualquer trabalho científico devem responder aos objetivos propostos do mesmo. Pode apontar a contribuição do trabalho e sugestões para trabalhos futuros (máximo 200 palavras);

3.2.7. Referências: Colocar somente as referências utilizadas no desenvolvimento da pesquisa, seguindo as normas: ABNT NBR 6023 (2018). As citações devem seguir as normas ABNT NBR 10520 (2023);

  • Alimentação Coletiva
  • Alimentos e Nutrição (Tecnologia dos alimentos, microbiologia dos alimentos e áreas afins)
  • Nutrição em Saúde coletiva
  • Nutrição Clínica
  • Nutrição Esportiva

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