O ciclo eleitoral de 2026 ocorre em um contexto de forte ofensiva da extrema-direita e do ultraneoliberalismo contra os direitos sociais, o papel do Estado e as formas coletivas de organização do trabalho. Essa ofensiva não se expressa apenas em propostas econômicas ou candidaturas específicas, mas também em discursos, narrativas e práticas que buscam deslegitimar a ação sindical, fragmentar vínculos coletivos e enfraquecer a própria democracia.
As redes sociais tornaram-se um dos principais terrenos dessa disputa. Nelas circulam desinformação, ataques sistemáticos aos sindicatos, manipulações emocionais e, cada vez mais, conteúdos produzidos com o uso de inteligência artificial. Nesse ambiente, a simples apresentação de dados ou a reação pontual a ataques têm se mostrado insuficientes.
Diante disso, esse ciclo incentiva a construção conjunta a partir da experiência acumulada pelo próprio mundo sindical e valoriza a dimensão cultural da disputa de ideias e valores como parte do desafio de fortalecer vínculos, ampliar o diálogo e enfrentar narrativas antidemocráticas e antissindicais.