Trabalhos do último dia reforçam inovação, biodiversidade e o papel social da agricultura orgânica

Um dos grandes destaques foi o conjunto de estudos voltados à inovação em sistemas produtivos, especialmente com o uso da verdeponia, técnica que combina princípios da hidroponia com insumos orgânicos. Trabalhos sobre o cultivo de pimenta cayenne, quiabo e mudas de alface demonstraram o potencial desse sistema para ampliar a eficiência produtiva com आधार em biomassa vegetal e adubos orgânicos, como a gliricídia e o capim elefante. Também ganharam relevância pesquisas sobre o uso de adubos orgânicos no desenvolvimento de culturas como jambu, couve, milho e feijão-caupi, reforçando alternativas sustentáveis para o manejo da fertilidade do solo.

Encerrando o congresso no dia 19/03, as apresentações de trabalhos científicos trouxeram um panorama diverso e complementar sobre os desafios e avanços da agricultura orgânica, conectando inovação produtiva, biodiversidade, mercado e políticas públicas. Distribuídas entre os Auditórios 1, 2 e 3, as pesquisas evidenciaram um campo cada vez mais interdisciplinar, onde ciência, práticas agroecológicas e dinâmicas sociais caminham juntas.

Um dos grandes destaques foi o conjunto de estudos voltados à inovação em sistemas produtivos, especialmente com o uso da verdeponia, técnica que combina princípios da hidroponia com insumos orgânicos. Trabalhos sobre o cultivo de pimenta cayenne, quiabo e mudas de alface demonstraram o potencial desse sistema para ampliar a eficiência produtiva com आधार em biomassa vegetal e adubos orgânicos, como a gliricídia e o capim elefante. Também ganharam relevância pesquisas sobre o uso de adubos orgânicos no desenvolvimento de culturas como jambu, couve, milho e feijão-caupi, reforçando alternativas sustentáveis para o manejo da fertilidade do solo.

Outro eixo forte das apresentações foi a integração entre biodiversidade e produção agrícola, com destaque para os trabalhos sobre meliponicultura em sistemas agroecológicos e agroflorestais. Estudos abordaram desde o uso de adubos verdes para enriquecimento floral até a diversidade vegetal como estratégia para ampliar a oferta de recursos para abelhas nativas, evidenciando a importância dos polinizadores para a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

As discussões também avançaram sobre o papel da agricultura orgânica no contexto mais amplo da sociedade e da economia. Pesquisas sobre o perfil dos consumidores de produtos orgânicos no Brasil, o crescimento da produção orgânica nos estados e as dinâmicas de comercialização em feiras livres, como no caso de Campinas, mostraram como o setor vem se estruturando e ganhando escala. Ao mesmo tempo, trabalhos sobre feiras agroecológicas, como as da Borborema, destacaram a força das redes territoriais na promoção de sustentabilidade, resistência e geração de renda.

A agricultura familiar e as políticas públicas também estiveram no centro do debate. Estudos abordaram desde as motivações e desafios na conversão para o sistema orgânico, até a construção participativa de instrumentos como linhas de crédito para transição agroecológica e iniciativas como o Projeto Bahia Produtiva e o Paraná Mais Orgânico, evidenciando o papel estratégico dessas políticas na consolidação do setor.

Além disso, trabalhos voltados à qualidade de insumos, uso de bioinsumos e tecnologias agrobiológicas, como extratos pirolenhosos e compostos fermentados, reforçaram a importância de soluções acessíveis e eficientes para os produtores. Também chamaram atenção estudos sobre plantas alimentícias não convencionais (PANC) e sua presença em mercados locais, ampliando o debate sobre diversidade alimentar e valorização de saberes regionais.

Ao longo do dia, os momentos de troca entre pesquisadores e público evidenciaram um interesse crescente por soluções que possam ser replicadas na prática, adaptadas a diferentes realidades produtivas e conectadas às demandas do mercado e da sociedade.

O conjunto dos trabalhos apresentados no último dia reforçou que a agricultura orgânica está em plena evolução, sustentada por uma base científica sólida, pela valorização da biodiversidade e por uma crescente articulação entre produção, consumo e políticas públicas — elementos essenciais para a construção de sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e inclusivos.