A Grafoscopia, conhecida também pelas denominações de grafística (num passado bem longínquo), grafotécnica ou grafotecnia, é a parte da documentoscopia que estuda o grafismo ou escritas verificando a autenticidade, a falsidade ou a autoria gráfica, através do estudo das características que os individualizam.
A princípio, o estudo da escrita era um processo empírico e se tornou mais robusto na França através de pesquisadores como Jacques Raveneau em trabalhos como “Traité des Inscriptions em Faux” (1665), além de Michón e Crépieux-Jamin, principalmente em relação à Grafologia, ressaltando o estudo da personalidade do indivíduo por meio da escrita. Através de suas pesquisas, T. Wilhelm Preyer, químico e fisiologista, demonstrou que a escrita é um ato cerebral. Edmond Solange Pellat, considerado o pai da Grafoscopia, foi quem utilizou este pensamento de Preyer e estabeleceu as leis do grafismo, formulando em seu livro Les Lois de L´écriture as quatro leis que respaldam a Grafoscopia, baseando-se no princípio fundamental de que o grafismo é individual e inconfundível.
O curso de Grafoscopia ou Grafotécnica tem como objetivo apresentar aos alunos as principais tipo de exames realizados na análise de documentos, e de grafismos, entre outros, indicando os principais tipos de adulterações, falsificações, avaliando autenticidade e apresentando as metodologia e equipamento empregados neste tipo de perícia.