II CONIFE e III CONIFID

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De 16 a 18 de setembro Todos os dias das 09h00 às 20h30

Sobre o Evento

Este evento possui transmissão ao vivo.

O Grupo de Pesquisa (CNPq) "Ficção Científica, Gêneros Pós-Modernos e Representações Artísticas na Era Digital" – FICÇA, em cooperação com o Programa de Pós-graduação em Letras – PGLetras da UFMA e em parceria com a Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estatual do Piauí (UESPI), Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade de Brasilia (UNB) e Universidade Federal de Catalão (UFCAT) convida todos a participarem do II Congresso Internacional de Literatura Especulativa (CONIFE) e III Congresso Internacional de Ficção, Identidade e Discurso (CONIFID), na modalidade HÍBRIDA.

INSCRIÇÕES

Para participar no evento como ouvinte ou para apresentar um artigo é preciso estar inscrito no evento. Fique atento aos lotes, prazos e condições de inscrição:

INSCRIÇÕES

VALORES

Participação como ouvinte

(com direito a certificado e um minicurso)

VALORES

Participação com apresentação de trabalho

Estudante PIBIC ENSINO MÉDIO

Estudante de Graduação

Estudante de Pós-graduação

Pós-graduados/ Professores/

Pesquisadores

1º Lote

16/02 a 01/03

R$ 20,00

20,00

R$ 30,00

50,00

R$ 60,00

2º Lote

01/03 a 31/03

R$ 30,00

30,00

R$ 45,00

60,00

R$ 75,00

3º Lote

01/04 a 15/05

R$ 40,00

40,00

R$ 65,00

80,00

R$ 90,0

4º Lote

18/05 a 20/06

R$ 50,00 R$ 40,00

R$ 75,00

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R$ 80,00 (Casadinha)

R$ 90,00 R$ 100,00


OBS: O participante que submeter o trabalho, seja em Comunicação Oral ou Simpósio, deve efetuar o pagamento da inscrição APÓS RECEBIMENTO DA CARTA ACEITE. O evento não se responsabilizará com possíveis devoluções do dinheiro caso o participante tenha seu trabalho recusado.

Programação

08h30 MINICURSO 1: Neurodivergência - Conceitos, desafios e prática docente Minicurso
Local: Centro de Ciências Humanas - CCH

MINICURSO 1: Neurodivergência - Conceitos, desafios e prática docente

18h30 MINICURSO 2: (Re)visitações aos contos de fadas - subjetividades e perspectivas contemporâneas Minicurso
Local:

RESUMO: Os contos de fadas, narrativas milenares, fazem parte do imaginário popular desde antes da sua consagração para o público no século XVII, com a publicação das obras da francesa Madame d'Aulnoy (1652-1705). Tendo sofrido influência dos contos populares e dos contos folclóricos, as histórias como conhecemos hoje – Cinderela (1697), Branca de Neve (1812) — passaram por diversas modificações e representaram para a burguesia e para a nobreza uma forma de transmitir seus ideais de comportamento, o que chamavam de civilité. À vista disso, noções relacionadas à imagem das mulheres também não ficaram para trás, o controle sobre o corpo feminino e sobre a sua função na sociedade era mascarado com casamento, amor à primeira vista e a domesticidade. A exemplo disso, as histórias foram usadas em contextos históricos de muito terror e genocídio, como alusão, podemos citar os nazistas que utilizaram os contos de fadas para legitimar o racismo, o sexismo e o autoritarismo. As narrativas serviram para persuadir os leitores a se conformarem com modelos dominantes em relação às mulheres e ao processo de socialização presente na República de Weimar e na Segunda Guerra Mundial. Nesse contexto, o objetivo deste minicurso é discutir as diferentes representações, subjetividades e perspectivas das personagens femininas nos contos de fadas, sua importância social e as relações de poder e resistência experimentadas na leitura destes contos em diferentes contextos sociais e culturais, evidenciadas na vasta produção atual, tanto acadêmica quanto literária em torno dos contos de fadas, que reconhece e contesta estereótipos e alusões à conformidade de gênero das personagens femininas.

Palavras-chave: Contos de Fadas; Figura Feminina; Reescritas; Perspectivas Contemporâneas.

18h30 MINICURSO 3: Literatura japonesa de autoria feminina - de Era Heian à contemporaneidade Minicurso
Local:

RESUMO: Este minicurso propõe um percurso pela literatura japonesa de autoria feminina, da Era Heian (794–1185) à contemporaneidade, destacando permanências e transformações de temas, formas narrativas e perspectivas construídas por escritoras ao longo de mais de mil anos de história. A produção literária feminina ocupa um lugar singular na tradição japonesa, tendo se desenvolvido de forma significativa durante a Era Heian, quando a difusão do hiragana favoreceu a escrita de obras marcadas pela subjetividade, pela experiência cotidiana e pela interioridade. Nesse contexto, textos como O Conto de Genji e O Livro do Travesseiro consolidaram modelos narrativos e estéticos que permanecem como referências fundamentais da literatura japonesa. O minicurso busca compreender como diferentes autoras, inseridas em distintos contextos históricos, dialogam por meio de questões como amor, memória, identidade, afetos e condição feminina, ao mesmo tempo em que reelaboram essas temáticas em resposta às transformações sociais, políticas e culturais do Japão. Trata-se de observar continuidades e rupturas na representação das experiências femininas e nas formas de construção da subjetividade. Na contemporaneidade, serão discutidas obras de Banana Yoshimoto e Sayaka Murata, cujas narrativas oferecem perspectivas distintas sobre a experiência feminina. Enquanto Yoshimoto aborda temas como luto, solidão, memória e reconstrução da vida por meio dos afetos, Murata problematiza expectativas relacionadas ao trabalho, ao casamento e aos modos considerados socialmente aceitáveis de existir, evidenciando tensões entre indivíduo e sociedade. Assim, o minicurso pretende oferecer uma visão histórica da literatura japonesa de autoria feminina, evidenciando sua diversidade temática e estética e refletindo sobre como diferentes escritoras, em épocas distintas, elaboraram questões relacionadas à subjetividade, à identidade e às múltiplas formas de experiência feminina, revelando a continuidade e a renovação de uma tradição literária que permanece em constante transformação.

Palavras-chave: Literatura japonesa; Literatura de autoria feminina; Era Heian; Contemporaneidade; Subjetividade.

18h30 MINICURSO 4: Desvendando a fantasia literária - conceitos e teorias possíveis Minicurso
Local:

RESUMO: O presente minicurso tem por objetivo promover discussões acerca da temática da fantasia, fomentando reflexões sobre os estudos do gênero fantasista a partir das contribuições do escritor e filólogo J. R. R. Tolkien em seu ensaio intitulado Sobre os Contos de Fadas (2017). Nele, o autor estabelece uma distinção entre o mundo primário, correspondente à realidade em que os seres humanos vivem, regida por suas próprias leis e lógicas, e o mundo secundário, caracterizado pela presença do maravilhoso, da magia e de seres fantásticos. Além de Tolkien, o minicurso aborda as contribuições de Farah Mendlesohn (2008), que propõe uma classificação da literatura de fantasia em quatro categorias: Fantasia de Portal, Fantasia Imersiva, Fantasia Intrusiva e Fantasia Limial. A partir desses referenciais teóricos, serão discutidas diferentes perspectivas da literatura fantasista e suas manifestações tanto na tradição literária ocidental quanto na oriental. Nesse contexto, as animações japonesas (animes) constituem um importante objeto de análise, uma vez que frequentemente incorporam elementos característicos da fantasia, como a magia, o encantamento e a construção de mundos secundários. Entre esses exemplos, destaca-se o gênero isekai, cujas narrativas se caracterizam pelo deslocamento do protagonista para outro mundo, estabelecendo aproximações com aspectos recorrentes da literatura de fantasia ocidental. Por fim, o minicurso também apresenta as contribuições de Brian Attebery (1992, 2014) aos estudos da ficção de fantasia. Segundo o pesquisador, essa forma narrativa conserva temas e estruturas semelhantes às dos mitos, o que torna a fantasia uma espécie de “continuação” das narrativas mitológicas. Nesse contexto, a obra ficcional de Tolkien destaca-se como uma obra mitopoética, ou seja, uma obra na qual há a criação de uma narrativa mitológica. Partindo dessa perspectiva, Chris Brawley (2014) estabelece a fantasia como um terreno propício para a subversão da perspectiva antropocêntrica para um paradigma econcêntrico, no qual o não-humano possui valor intrínseco, independentemente das possíveis vantagens que pode oferecer ao homem. Ao observar a narrativa tolkieniana, especialmente em O Senhor dos Anéis (2015), é possível perceber a reverência dada aos elementos naturais, dentre os quais as florestas possuem destaque. Nesse contexto, a Floresta de Fangorn contitui-se como um objeto de análise enquanto ambiente no qual a natureza tem sua voz externada por meio dos ents, criaturas arbóreas antropomórficas.

Palavras-chave: Fantasia. Mitopoese. J.R.R. Tolkien. Ecocrítica.

Inscrições

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Local

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO - UFMA, 65080-805, Avenida dos Portugueses, Vila Bacanga, São Luís, Maranhão
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Organizador

Grupo de Estudos FICÇA