INOVATHON
O Inovathon é uma maratona de engenharia, com a finalidade de incentivar processos criativos entre os colaboradores das empresas parceiras, discentes das universidades e empreendedores da região por meio de uma competição entre as equipes técnicas. Nesta terceira edição, as equipes participantes terão o desafio de indicar soluções práticas a problemas relacionados à engenharia de materiais poliméricos. Também acontecerão palestras sobre inovação, validação de soluções e desenvolvimento de ideias, tendo um foco na temática proposta. As inscrições são gratuitas e abertas ao público em geral para a 3ª edição do Inovathon. O evento acontecerá nos dias 27/11, 04/12, 10/12, 11/12 e 12/12, de forma online.
As equipes vencedoras da competição ganharão:
1º Lugar - 5 mil reais
2º Lugar - 3 mil reais
3º Lugar - 1 mil reais
DESAFIO 1
A empresa proponente deste desafio atua na reciclagem de resíduos sólidos de plásticos. Atualmente, a empresa está desenvolvendo um processo para a separação das poliolefinas de resíduos oriundos do processo de reciclagem de papel e celulose.
A indústria recicladora de papel gera em grande volume de uma mistura física de plásticos após a desagregação e separação das fibras da celulose contidas no papel por meio de um equipamento chamado de hydrapulper. Este equipamento funciona com o mesmo princípio de um liquidificador, com introdução de água para auxiliar a transformação do papel em uma polpa homogênea. No entanto, misturados ao resíduo de papel e papelão há outros materiais, como as poliolefinas oriundas das fitas-adesivas ou outros filmes plásticos misturados ao papelão, assim como, adesivos, grampos metálicos e pedados de outros plásticos. Devido à mistura e ao volume de resíduo gerado, torna-se inviável a triagem prévia desse resíduo. Por esse motivo, centenas de toneladas desse rejeito são depositadas em aterros mensalmente.
Na região meio-oeste catarinense estão instaladas diversas empresas tanto do setor do papel e celulose, como também, estão instaladas diversas empresas do setor de transformados plásticos, portanto, havendo um mercado local para este tipo de resíduo. Cada uma das empresas recicladoras de papel e celulose gera mais de 100 toneladas mensalmente dessa mistura de plásticos após a separação da polpa, que serão aterrados. Assim, a recuperação desses materiais elimina um grande passivo ambiental relacionado à destinação final, contribuindo também para o mercado de plásticos reciclados, podendo ser destinado à produção de sacarias.
Os resíduos com mistura de diferentes plásticos já foram previamente lavados durante o processamento no hydrapulper. O resíduo é formado por aproximadamente 50% de polipropileno, 15% de polietileno de baixa densidade e 10% de polietileno de alta densidade, sendo o restante de outros materiais, adesivo, poliéster, policloreto de vinila, poliestireno expandido, borracha e metais. Depois disso, o processo de recuperação consiste em passar os resíduos por uma esteira de seleção manual. Na etapa são retirados pedaços de metais, borracha e outros plásticos facilmente identificados, restando as poliolefinas e adesivo. Após isto, ocorre a trituração dos resíduos selecionados com um moinho picador numa granulometria na ordem de 10 milímetros. No material triturado está presente ainda o adesivo do tipo metacrilato. Consequentemente, para a extração desse adesivo, o material passa por um processo de extração por solventes num sistema fechado. Finalmente, o resíduo plástico sem adesivo é separado por densidade e seco para destinação final, obtendo-se principalmente as poliolefinas isentas de odor e despigmentada.
Busca-se então, a descontaminação e separação de cada um desses plásticos contidos no rejeito com processos físicos e químicos. A partir disso, faz-se necessário encontrar soluções para um tratamento adequado do solvente com o adesivo dissolvido, bem como, encontrar soluções mais eficientes para as etapas de separação dos materiais componentes desse resíduo.
DESAFIO 2
A empresa proponente deste desafio produz cabos elétricos revestidos, em especial, com HEPR (borracha etileno-propileno rígida) ou XLPE (polietileno com ligações cruzadas). Os dois materiais de revestimento são polímeros termofixos que utilizam silanos como agente de reticulação e possuem superiores propriedades de isolamento elétrico em relação aos materiais convencionais.
Por serem polímeros termofixos, HEPR e XLPE não podem ser reciclados pelos métodos convencionais. Os resíduos destes materiais são oriundos de perdas inerentes ao ajuste dos equipamentos de extrusão e do rejeito de cabos com falhas no controle da qualidade. No entanto, ações na gestão operacional para a redução dos tempos de ajuste de máquina e capacitação para prevenção de falhas já têm sido tomadas, de modo que, as perdas neste sentido operacional estão minimizadas.
Os impactos causados pelos resíduos de HEPR e XLPE são tanto econômicos como também ambientais. Estes materiais apresentam um tempo de degradação indeterminado no ambiente, dificultando o aterramento. Assim, estes resíduos sólidos industriais geram gastos adicionais para sua disposição final na geração de energia com incineração, deixando um passivo ambiental para a empresa. Os resíduos de HEPR e XLPE são separados em pedaços, sem realização de moagem. Nenhum teste com o material foi previamente verificado. São gerados em torno de 3 toneladas ao mês.
O questionamento principal em relação a esta problemática é encontrar uma forma de reutilizar os resíduos de forma que deixe de ser um passivo ambiental para a empresa. Portanto, busca-se soluções metodológicas de reciclagem química ou reutilização desses resíduos sólidos industriais.
Mais informações pelo telefone e whatsapp (49) 3567-8614 ou pelo e-mail contestado.inova@gmail.com