I SAARAS- I Seminário de Educação e Aprendizagens Antirracistas do Seridó: Por uma Educação Decolonizadora

I SAARAS- I Seminário de Educação e Aprendizagens Antirracistas do Seridó: Por uma Educação Decolonizadora

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De 4 a 5 de novembro Todos os dias das 07h00 às 21h00

Sobre o Evento

No período do Brasil colonial, Zumbi dos Palmares lutava contra a escravidão que os africanos sofriam. Ele morreu enquanto defendia os direitos do seu povo e em sua homenagem foi criado o dia 20 de Novembro. No entanto, esse dia não nos faz lembrar apenas de Zumbi, mas também a luta, poder e resistência dos povos africanos, Afro-brasileiros e suas contribuições para a formação étnica e cultural da população brasileira.

O SAARAS - I Seminário de Educação e Aprendizagens Antirracistas do Seridó: Por Uma Educação Descolonizadora, visando impulsionar reflexões e o reconhecimento cultural e social afro-brasileiro no mês da consciência negra, é um evento que proporcionará o compartilhamento sobre as aprendizagens e conhecimentos acerca das temáticas afrodescendentes no Seridó, apresentando discussões sobre, identidade e literatura negra, religiosidades afro-brasileiras, capoeira e o genocídio de crianças e jovens negros no Brasil.

Objetivos Gerais


-Proporcionar o compartilhamento das aprendizagens e conhecimentos acerca das temáticas afrodescendentes no Seridó.

-Impulsionar reflexões e o reconhecimento cultural e social afrobrasileiro por meio da significação do dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Palestrantes

  • Ronaldo Laurentino de Sales Júnior
  • Jórissa Danilla Nascimento Aguiar
  • Danilo Santos da Silva
  • Maria de Fátima Garcia
  • Juliana de Araújo Gomes
  • Luiz Felipe Honorato da Silva
  • Valter Canuto
  • Leda Mayara Alves da Silva
  • Edkalb de Medeiros Garcia e Mariz
  • Rafael Araújo da Silva
  • Alessandra Nascimento Silva
  • Luana Vanessa Soares Pinto de Souza
  • Mariana Fonseca Cavalcanti

Programação

12h30 Credenciamento Credenciamento
Local: Hall do Auditório principal

Credenciamento dos inscritos

15h00 - Jórissa Danilla Nascimento Aguiar GT 1 - Feminismos negros e as lutas interseccionais Simpósio Temático
GT 1 - Feminismos negros e as lutas interseccionais
Local: BLOCO A - Sala de aula - A07

Coordenação: Danilla Aguiar (UFRN/Ceres/Caicó)

jdanillaaguiar@hotmail.com

O grupo de trabalho abriga discussões sobre a e intersecção de formas de subalternidade que se caracterizam pela combinação de opressões e exploração diversas, enfatizando a lutas feministas e antirracistas. Sem perder a dimensão da luta de classes, buscamos pesquisas concluídas ou em andamento que problematizem a mulher colonizada, a mulher do “terceiro mundo” – negra, indígena – como o ápice da subalternidade, a personificação de cruzamento entre chagas sociais como a colonização, o racismo combinados com aspectos como o gênero e a classe. Também buscamos contribuições dos movimentos contestatórios – desde a luta pelos direitos dos trabalhadores, dos direitos humanos, LBBTQ+ e de diferentes minorias – que representem uma importante frente de luta pela democratização da sociedade, com perspectivas continentais. Trabalhos que contemplem a emancipação negra feminina advinda de literaturas infantis e juvenis, ou adulta de origem africana, afro-brasileira ou indígena, cujas experiências se deram em escolas em quaisquer níveis de ensino serão bem-vindos.

15h00 - Maria de Fátima Garcia GT 2 – Currículo, Racismo e Formação de Consciência: o lugar social dos negros e negras desde a educação básica até o ensino superior Simpósio Temático
GT 2 – Currículo, Racismo e Formação de Consciência: o lugar social dos  negros e negras desde a educação básica até o ensino superior
Local: BLOCO A - Sala de Aula - A06

Coordenação: Maria de Fátima Garcia (UFRN/CERES/Caicó)

maria_defatima@yahoo.com.br

Este Grupo de Trabalho se propõe a receber trabalhos que abordem questões que o racismo esconde cotidianamente no ambiente escolar. O Currículo forma e, às vezes, conforma, as mentalidades ao longo das várias gerações. O currículo escolarizado não admite a neutralidade em suas práticas, ao contrário, abarca as dimensões políticas e sociais e, em Educação, é o campo primeiro a ser objeto de disputa das várias ideologias em conflito na sociedade em dado momento histórico. Nos contextos de crise sobre ele recai a penalização do retrocesso que avassala a sociedade quando o obscurantismo se revela. Temáticas curriculares podem, por meio dos conteúdos prescritos nos planos de ensino, constituir identidades fortalecidas ou subalternizadas. As várias áreas do conhecimento - Geografia, Português, Línguas, História, Matemática, Ciências - dentre outros campos do saber, ao serem transpostas didaticamente em disciplinas que compõem os currículos, desde os anos iniciais do ensino fundamental até a graduação, impactam diretamente na forma de ver o mundo e dele participar. O Racismo, enquanto forma de poder atua contra as pessoas negras e perpassa o cotidiano escolar, seja por meio de práticas, posturas, imagens, mídias, violências físicas ou simbólicas. Mas, também o racismo se manifesta e agride por meio da homofobia, machismo, gordofobia, a fealdade (pessoas consideradas “feias”), contra as pessoas de origem periférica, dentre outras formas de dominação. Como a escola tem abordado essas questões no dia-a-dia? Este Grupo de Trabalho pretende reunir professores, estudantes, e todos aqueles e aquelas interessadas nessa temática.

18h00 PROGRAMAÇÃO CULTURAL: MACULELÊ, Afirmação da Identidade Negra  Apresentação Artística
PROGRAMAÇÃO CULTURAL: MACULELÊ, Afirmação da Identidade Negra 
Local: Hall do auditório do CERES

MACULELÊ, Afirmação da Identidade Negra (Alunos da Escola Municipal Professor Matheus Viana)

Capoeira Grupo Ginga Neném -


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19h30 - Danilo Santos da Silva Genocídio da população Negra: O extermínio de crianças e jovens negros no Brasil Palestra
Genocídio da população Negra: O extermínio de crianças e jovens negros no Brasil
Local: Auditório do Ceres

Palestrante: Danilo Silva (UFPB)

Moderador: Rafael Araújo da Silva

07h30 - Edkalb de Medeiros Garcia e Mariz, Rafael Araújo da Silva Diálogo: As Políticas de Ações Afirmativas na Educação e a Educaçao de Jovens e Adultos Mesa-redonda
Diálogo: As Políticas de Ações Afirmativas na  Educação e a Educaçao de Jovens e Adultos
Local: Auditório do Ceres

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09h30 - Juliana de Araújo Gomes, Ronaldo Laurentino de Sales Júnior, Valter Canuto Mesa: Perspectivas decolonizadoras na religião e na educação Mesa-redonda
Mesa: Perspectivas decolonizadoras na religião e na educação
Local: Auditório do Ceres

Religiosidades afro-brasileiras, representação e currículo (Ronaldo Sales/UFCG, Juliana)

13h30 - Luiz Felipe Honorato da Silva GT 3 – Literatura e Grupos Historicamente Subalternizados: A Contação de Histórias como Prática Promotora da Igualdade Racial Simpósio Temático
GT 3 – Literatura e Grupos Historicamente Subalternizados: A Contação de  Histórias  como Prática Promotora da Igualdade Racial
Local: Sala de Aula - A 04

Coordenação: Luiz Felipe Honorato da Silva

luizhoratosilva@gmail.com

Esta proposta de grupo de trabalho objetiva reunir artigos que, de forma plural, refletem e ampliam o campo de análise em torno da literatura negra, e ou indígena, ou ainda de outras etnias subalternizadas. Experiências desenvolvidas a partir de práticas de contação de histórias, leitura e empoderamento negro, a presença das mulheres na literatura africana e afro-brasileira, a literatura Queer e outras tantas formas de expressão da subjetividade das etnias e culturas inviabilizadas. O que a escola tem trazido para os seus alunos lerem? Quais transformações vêm ocorrendo no campo das subjetividades quando ox leitores se encontram e se identificam com os personagens que vivem nos livros? Estas são algumas perguntas que podem ser refletidas e dialogadas neste Grupo de Trabalho.

13h30 - Juliana de Araújo Gomes GT 4 - Religiões de Matriz Africana, Movimentos Sociais e Educação Simpósio Temático
GT 4 - Religiões de Matriz Africana, Movimentos Sociais e Educação
Local: Sala de Aula A6

Coordenação: Juliana Araújo Gomes (Pedagoga/Grupo de Pesquisa Social da UFRN) Gomesju27@gmail.com

Particularmente na América Latina, incluindo decisivamente o Brasil, vivemos um cenário de ascensão no poder do Estado de setores conservadores de caráter homofóbico, autoritário, patriarcal e racista, baseado em doutrinas neoliberais e atos simbólicos de natureza religiosa. Neste contexto, expressões religiosas não-hegemônicas tem sido alvos primeiros de mecanismos de desqualificação e subalternização. O presente espaço de debate pretende receber trabalhos que tenham como objeto de análise aspectos das religiosidades e espiritualidade de tradição africana, que se afirmam contra o eurocentrismo heteronormativo e a colonialidade da religião. Buscamos ainda experiências de movimentos sociais populares que podem contribuir para forjar forças progressistas e caracterizar formas pluralistas de convivência. Este GT visa problematizar a relação da Educação, Movimentos Sociais e Religiões de Matriz Africana nas escolas.

15h00 - Alessandra Nascimento Silva, Luana Vanessa Soares Pinto de Souza, Mariana Fonseca Cavalcanti Eu num li, eu não assisti, eu vivo o negro drama Oficina
Eu num li, eu não assisti, eu vivo o negro drama
Local: Sala de Aula A 08

Na presente oficina,"Eu num li, eu não assisti, eu vivo o negro drama", pretende-se discutir conceitos como território e racismo em atividade coletiva com adolescentes que cumprem medida socioeducativa em meio aberto.

15h00 - Luiz Felipe Honorato da Silva A contação de história como prática promotora de igualdade racial Oficina
A contação de história como prática promotora de igualdade racial
Local: Sala de Aula A 04

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A atividade de contar histórias é bem mais antiga do que se pensa, de acordo com Moreira (2016), “o ser humano conta histórias desde o início do desenvolvimento das habilidades de comunicação e da fala.”. Dessa forma, deve-se entender a importância desta prática a fim de subsidiar o processo de ensino e aprendizagem e fomentar o desenvolvimento das crianças nos espaços escolares e não escolares.

Ainda sobre esta temática, Moreira (2016) destaca que a prática de contar histórias promove o desenvolvimento do pensamento crítico e oferece às crianças a oportunidade de refletir sobre alguns conflitos.

A Oficina de Contação de Histórias como Prática Promotora da Igualdade Racial, irá apresentar algumas possibilidades de atividades, recursos e organizações de ambientes comprometidos com o combate às relações de dominações etnicorraciais.

Além disso, iremos dialogar sobre os aspectos políticos, jurídicos e conceituais desta temática.

15h30 Bonecas Abayomi Oficina
Bonecas Abayomi
Local: Sala de Aula - A09 - BLOCO A

Na presente oficina será trabalhada as bonecas abayomi, que possuem uma história marcante e bastante interessante. Um nome comum na África que chegou ao Brasil no período da escravidão, onde essas bonecas vinham para acalentar as crianças durante as duras travessias nos navios negreiros. Iremos desenvolver na prática o passo a passo de como fazer as bonecas e entender mais a fundo o seu significado. Uma proposta interessante para todos os públicos, entendendo um contexto histórico e aprendendo na prática.

17h00 Estética Negra: autoaceitação e resistência Oficina
Estética Negra: autoaceitação e resistência
Local: BLOCO A - Sala de Aula - A 07

A oficina trata da valorização da estética negra enquanto resistência aos padrões europeus e luta antirracista. Daremos ênfase à questão da transição capilar, um momento de autoaceitação em que a pessoa decide descontinuar o uso de produtos químicos alisantes para, então, reconhecer seu próprio cabelo, seja ele ondulado, cacheado ou crespo. Portanto, serão discutidos tópicos como o risco do uso de produtos químicos para a saúde, tipos de fitagem/finalização, dayafter, bigchop (grande corte), estrutura capilar 2abc, 3abc, 4abc, dentre outros assuntos do mundo das transitetes capilares.

19h00 Programação Cultural: Gritaram-me Negra! Apresentação Artística
Local: Auditório do Ceres

(Estudantes de Pedagogia - Ceres/UFRN)

19h30 - Jórissa Danilla Nascimento Aguiar, Leda Mayara Alves da Silva, Maria de Fátima Garcia Feminismos Negros e Interseccionalidade Palestra
Local: Auditório do Ceres

Feminismos Negros e Interseccionalidade

Profa Dra. Maria de Fátima Garcia (UFRN/CERES/Caicó)

Profa. Dra. Jórissa Danilla Aguiar (UFRN/CERES/Caicó)

Inscrições

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Local

CERES | Centro de Ensino Superior do Seridó - UFRN, 59300-000, Rua Joaquim Gregório, S/N, Penedo, Caicó, Rio Grande do Norte
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Departamento de educação do Ceres

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