Desigualdades e Políticas da Ciência

Desigualdades e Políticas da Ciência

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De 1 a 2 de novembro Todos os dias das 13h30 às 22h00
Maceió, AL Universidade Federal de Alagoas

Sobre o Evento

A quarta edição do Seminário Gênero, Saúde e Direitos Humanos abordará o tema “Desigualdades e Políticas da Ciência”, colocando em diálogo os estudos sociais sobre ciência e tecnologia, linha de pesquisa já consolidada no cenário das ciências sociais brasileiras; e as etnografias da “deficiência”, foco de desenvolvimento mais recente de pesquisas etnográficas no país.

Comissão Organizadora:

Débora Allebrandt (UFAL)

Nádia Meinerz (UFAL)

Isabel de Rose (UFAL)

Pedro Guedes do Nascimento (UFPB)

Ana Luiza Gomes Profírio (UFAL)

Camilla Iumatti Freitas (UFAL)

Giovana Oliveria (UFAL)

Guadalupe Ferreira (UFAL)

João Marcos Sampaio (UFAL)

Hellen MoniqueCaetano (UFAL)

Contato: mandacaru.ufal@gmail.com

Arte:"Equilíbrio" de Claudia Nên. Acrílico sobre tela 100X80, 2007

Programação

13h00 Mostra visual Exposição
Local: ICS

A Mostra Visual terá início às 13h00 dos dois dias de evento, porém, convidamos às/aos participantes do IV Seminário Gênero, Saúde e Direitos Humanos a chegarem mais cedo para aproveitar melhor as exposições dos trabalhos.

13h30 Grupos de trabalho Apresentação Oral
Local: ICS

Grupos de Trabalho

GT 1 - Deficiência, Doenças Raras e Biossocialidade

Coordenadores: Nádia Meinerz (UFAL) e Gustavo Corrêa (UFS)

Debatedor: Carlos Guilherme Octaviano Valle (UFRN)

Resumo:A mesa reúne a reflexão sobre a atuação da antropologia no campodisability studiesnorte-americanos e sobre as apropriações do método etnográfico nas pesquisas sobre o tema das “deficiências” no Brasil. Considerando o descompasso temporal que perpassa desenvolvimento desse campo nos dois contextos, os expositores são convidados a dialogar sobre os deslocamentos heurísticos no interior da disciplina bem como sobre as dificuldades de separar as esferas da elaboração teórica e da prática política. Nesse sentido, multiplicam-se as instâncias de articulação entre a ação dos grupos organizados, o delineamento de investigações científicas e a construção de políticas públicas.Mais especificamente, a mesa provoca os pesquisadores a refletir sobre a intersecção entre as “deficiências” e outros tipos de desigualdade como a geo-política, sócio-econômica, de gênero, de raça, de sexualidade e de geração

Sessão 1 - Deficiência, Doenças Raras e Biossocialidades (03/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Domesticar o olhar? Reflexões metodológicas sobre a pesquisa com pessoas cegas assistidas por cães-guia.

Maria Kerolayne Rocha

Um silêncio entre a pele e a fala: quando as emoções não alcançam o toque.

Clarice Maia F. de Amorim

Encontros Virtuais: diálogos sobre corpos com hiperidrose.

Agaítalo Vasconcelos

Refletindo sobre práticas classificatórias, políticas de saúde no cotidiano de Serra de Inácio Pereira – PB.

Carolina Ferreira

Estado X A Lepra: Pensando as práticas de segregação, criação de universos paralelos e afetos durante as idas e vindas das colônias.

Nayara Alexandra Rodrigues da Silva

Regina Maria dos Santos

Nádia Elisa Meinerz

GT 2 - Saúde, produção de conhecimentos e itinerários de (r)existência

Coordenadores: Pedro Nascimento (UFPB) e Telma Low Silva Junqueira (UFAL)

Resumo: As pesquisas em saúde têm se tornado um campo profícuo na produção do conhecimento antropológico e interdisciplinar. De modo que, enquanto pesquisadores/as, estamos empenhados/as em problematizar e dialogar acerca dos desafios colocados pelas políticas de saúde em seu projeto de universalização de direitos e as ressignificações locais deste processo por diferentes grupos sociais, especialmente no momento atual marcado por retrocessos e perdas de direitos. Este GT tem por foco, portanto, o compartilhamento de pesquisas, experiências e intervenções políticas e culturais produzidas nessa área, entendendo os temas e campos de interesse abarcados pela rubrica da saúde em uma perspectiva ampla, complexa e situada. Interessa-nos, portanto, dialogar com os diferentes saberes-fazeres produzidos nos espaços/contextos de promoção da saúde para além dos serviços convencionais, levando em conta a articulação entre níveis micro/locais e instâncias macro/nacionais/globais, com destaque para as estratégias críticas, criativas e (r)existentes que visam romper com as lógicas de dominação, opressão e enquadramentos dos corpos, subjetividades e relações.

Ou seja, interessa-nos também pensar os serviços de saúde marcados por moralidades específicas em interação com aqueles sujeitos que deles participam em busca de atenção, acolhimento e cuidado. São muito bem vindas questões que dialoguem sobre relações de trabalho entre profissionais e gestoras/es da saúde, subjetividade inter/intra das pessoas usuárias, organização administrativa e burocrática, redes, programas e políticas públicas intra e intersetoriais, gestão compartilhada e/no uso de medicamentos e equipamentos, relação entre as ciências biomédicas e as ciências sociais, destinação e uso do orçamento público, dilemas metodológicos e éticos enfrentados, relação entre serviços de saúde e comunidades, itinerários terapêuticos, etiologias populares, militância, participação e movimentos sociais, articulação entre saúde popular e saúde oficial etc. Finalmente, pretendemos que esse GT se constitua como um espaço de interlocução sobre os desafios e perspectivas atuais que considerem saúde como um direito humano atravessado também por hierarquias, produção de diferenças e desigualdades de gênero, classe, raça, sexualidade, geração e outros marcadores sociais.

Sessão I - Saúde, Produção de Conhecimentos e Itinerários Terapêuticos (03/10/2018)

Títulos

Autor(a)(s)

“O que adiante conhecer muita gente e no fim das contas estar sempre só?” O desafio da maternidade em tempos de síndrome congênita do Zika vírus.

Raquel Lustosa da Costa Alves

Relato de experiência das (r)existências de um corpo TRANS e (n)o CIS-tema de saúde.

Cauê Assis de Moura

“Medicina tradicional” e experiências cosmopolíticas na visita de Alcindo Wherá

Tupã e Geraldo Karaí Okenda Moreira a Belo Horizonte.

Isabel Santana de Rose

Divergências e coalisões na noção de indivíduo e pessoa em casos de aborto

Camilla Iumatti

Reprodução assistida no Brasil: O direito ao planejamento familiar e os entraves de acesso à tecnologia.

Larissa Matias de Lima Santos

GT 3 - Gênero, Sexualidade e Raça

Coordenadores: Dr. Elias Ferreira Veras (UFAL) e Dra. Idalina Freitas (UNILAB)

O objetivo do GT "Gênero, raça e sexualidade" é proporcionar um espaço de reflexão considerando as dimensões teóricas, analíticas e empíricas das questões postas pelas intersecções entre gênero, raça e sexualidade. O GT acolherá trabalhos que reflitam sobre análises que registrem as influências desses marcadores na configuração das experiências dos sujeitos na sociedade, problematizando desigualdades históricas e seus efeitos na sociedade contemporânea. Serão bem vindas experiências de pesquisa concluídas e/ou em andamento que reflitam as proposições teóricas/metodológicas, estratégias políticas e de transformações sociais no contexto brasileiro, tomando como importantes referências e fontes, os saberes, experiências, culturas e perspectivas que sinalizem para olhares interseccionais.

Sessão 1 –Resistências de Gênero, Raça e Sexualidade na Cidade (03/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Trabalho e experiências femininas na CAFT em Rio Largo, Alagoas (1941-1948).

Ana Greyce Moraes Pereira

Gênero e democracia racial nos anos 1950: Mulher-personagem em Gabriela, cravo e canela de Jorge Amado.

Milena Correia dos Santos

Movimento Homossexual e Negro: Um diálogo interseccional no jornal O Lampião da Esquina (1978-1981).

Ana Maria de Barros Lima

As marcas sociais do passado. Identidades negras na periferia de Maceió: desmistificando a fragilidade feminina (2008 – 2016).

Adrícia Carla Santos Bonfim

Para além da “intolerância religiosa”: Intersecção entre violência religiosa, racial e de gênero no caso terreiro MANZO NGUNZO KAIANGO.

Taísa Domiciano Castanha

“Dançando sob os meus próprios pés”: Arte e militância política entre travestis e mulheres transexuais em Maceió

Guadalupe Ferreira

A (des)ocupação dos espaços públicos: a lente das mulheres de Maceió na segurança urbana.

Cora Guimarães Rocha

Daphne Costa Besen

Sessão 2 – Gênero, Raça, Sexualidade e Interdisciplinaridade (04/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Inclusão da mulher na ciência: trajetórias de invisibilidade e resistência.

Marina Couto da Costa

Gian Carlos Rodrigues do Nascimento

Andrea Pacheco de Mesquita

Sociologia artisticamente engajada (?) A prática performativa feminista.

Lissa Tinôco dos Santos

Produção de material educativo para a educação em saúde e sexualidade.

Anália de Pontes Leite Martins

Gabriela Claudio dos Santos

Talita Lúcio Chaves Vasconcelos

Andreia Silva Ferreira

“Inclusão (I)limitada: Gênero, Sexualidade e Raça no espaço escolar.

Ana Luiza Profírio

Entre “bichas” e “boys”: transexualidade e sexualidade na história de Ágata.

Everton Nunes da Silva

Autoetnografia: um percurso doloroso

Helen Cristina da Silva Araújo

GT 4 - Ciência e Práticas de Governo

Coordenadoras: Débora Allebrandt (UFAL), Ednalva Maciel Neves (UFPB) e Daniela Tonelli Manica (UNICAMP)

Debatedora: Alejandra Rocca (Secretaria de Ciencia y Tecnología/ Universidad Nacional de José C. Paz)

Este grupo de trabalho busca reunir pesquisas que tenham como interface práticas de governo e agenciamentos da ciência e da tecnologia. Esses temas, em suas interações práticas, sentidos e valores associados à noção de direito e ciência permitem evitar armadilhas de reificação de conceitos como poder e tecnologias de governo. Além disso, acreditamos que essa interface permite a interlocução com diferentes experiências de pesquisa que considerem as múltiplas interfaces entre ciência e práticas de governo. Estamos interessados em trabalhos que possam dar visibilidade às tecnologias de governo em campos de pesquisa diversos, tais como: processos de abandono social, modos de regulamentação dos corpos, das populações e das subjetividades, políticas públicas. Consideramos bem-vindos trabalhos que discutam biossocialidades, biomedicalização, práticas de produção de conhecimento em laboratórios, conhecimento científico e não científico, redes de produção de ciência e tecnologia, bem como suas dimensões moral, burocrática e política, envolvidas na produção de subjetividades e nas práticas de intervenção.

Sessão 1 - Tecnologias, monitoramento e gênero (03/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Tecnologias biomédicas, governo de corpos e modos de subjetivação: sobre a circulação de imagens ultrasônicas.

Marcos Castro

“Correr pelo certo para ser caba homem”: dinâmicas da constituição da masculinidade no mundo do crime.

Rangel Ferreira Fideles do Nascimento

Coprodução e importação de tecnologias de controle o monitoramento eletrônico de apenas em Alagoas

João Marcos Francisco Sampaio

Os reflexos da atuação das forças estatais de segurança pública no espaço urbano contemporâneo.

Elaine Pimentel

Martin Ramalho de Freitas Leão Rego

O uso das tecnologias como forma de enfrentamento ao assédio sexual nos espaços públicos: os aplicativos e redes sociais como caminhos para dar visibilidade à violência contra as mulheres.

Angélica Cavalcanti Costa

Maria Luísa de Melo Barroca

Elaine Pimentel

Sessão 2. Políticas de governo e saúde (04/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Direitos reprodutivos e maternidade no cárcere feminino: da proteção legal à realidade do estabelecimento prisional feminino Santa Luzia em Maceió-AL.

Kamilla Borges dos Santos

Elaine Cristina Pimentel Costa

O Estado e o controle de corpos e mentes: encarceramento feminino e saúde mental.

Ana Flávia Costa Silva

Elaine Pimentel

Políticas públicas de oferta de trabalho e assistência educacional no sistema prosional feminino: estudo de caso do estabelecimento prisional feminino Santa Luzia, em Maceió-AL.

Taís Oliveira Pedrosa de Souza

Elaine Cristina Costa Pimentel

Políticas públicas uterinas: a quem serve a criminalização do aborto no Brasil?

Maiara Alice

Medicalização e judicialização: suas relações com o “Centro Psiquiátrico Judiciário Pedro Marinho Suruagy” e os reflexos da biopolítica nesse espaço.

Rodrigo Ferreira dos Santos

Elaine Pimentel

17h30 Programação cultural Apresentação Artística
Programação cultural
Local: ICS

03 de outubro

"Dama de Paus" com Alvandy Frazão

04 de outubro

"Transhow" comCindy Belluci, Suham,Lorena Vortex, Panfy Ferreira eNatasha Wonderfull

Direção: Diná Ferreira

19h00 Descolonizando a etnografia: pontos de (des)encontros Mesa-redonda
Local: Auditório Paulo Décio - ICS

Baseada no questionamento metodológico que os estudos sociais da ciência inspiram, essa mesa redonda busca mapear os pontos de encontro entre diferentes etnografias da ciência, que questionam a interação com o uso e interpretação de imagens produzidas por sofisticadas tecnologias; com o meio ambiente e a permeabilidade de nossos corpos à influências externas; e de tecnologias de governo e políticas reparativas. Todas essas interações buscam desestabilizar metodologicamente a ferramenta de trabalho mais cara aos antropólogos: a etnografia. Há nesse sentido, um entendimento que a etnografia não é uma metodologia neutra e que para que possa adptar-se a novos contextos e interações precisa ser descolonizada. A mesa, é composta por pesquisadores que são referências obrigatórias no campo das STS e sua interface com gênero e etnografia.

Alejandra Roca (Secretaria de Ciencia y Tecnología/Universidad Nacional de José C. Paz)

Daniela Tonelli Manica (UNICAMP)

Ednalva Maciel Neves(UFPB)

Pedro Nascimento (UFPB)

Débora Allebrandt (UFAL)

13h00 Mostra visual Exposição
Local: ICS

A Mostra Visual terá início às 13h00 dos dois dias de evento, porém, convidamos às/aos participantes do IV Seminário Gênero, Saúde e Direitos Humanos a chegarem mais cedo para aproveitar melhor as exposições dos trabalhos.

13h30 Grupos de trabalho Apresentação Oral
Local: ICS

Grupos de Trabalho

GT 1 - Deficiência, Doenças Raras e Biossocialidade

Coordenadores: Nádia Meinerz (UFAL) e Gustavo Corrêa (UFS)

Debatedor: Carlos Guilherme Octaviano Valle (UFRN)

Resumo:A mesa reúne a reflexão sobre a atuação da antropologia no campodisability studiesnorte-americanos e sobre as apropriações do método etnográfico nas pesquisas sobre o tema das “deficiências” no Brasil. Considerando o descompasso temporal que perpassa desenvolvimento desse campo nos dois contextos, os expositores são convidados a dialogar sobre os deslocamentos heurísticos no interior da disciplina bem como sobre as dificuldades de separar as esferas da elaboração teórica e da prática política. Nesse sentido, multiplicam-se as instâncias de articulação entre a ação dos grupos organizados, o delineamento de investigações científicas e a construção de políticas públicas.Mais especificamente, a mesa provoca os pesquisadores a refletir sobre a intersecção entre as “deficiências” e outros tipos de desigualdade como a geo-política, sócio-econômica, de gênero, de raça, de sexualidade e de geração

Sessão 1 - Deficiência, Doenças Raras e Biossocialidades (03/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Domesticar o olhar? Reflexões metodológicas sobre a pesquisa com pessoas cegas assistidas por cães-guia.

Maria Kerolayne Rocha

Um silêncio entre a pele e a fala: quando as emoções não alcançam o toque.

Clarice Maia F. de Amorim

Encontros Virtuais: diálogos sobre corpos com hiperidrose.

Agaítalo Vasconcelos

Refletindo sobre práticas classificatórias, políticas de saúde no cotidiano de Serra de Inácio Pereira – PB.

Carolina Ferreira

Estado X A Lepra: Pensando as práticas de segregação, criação de universos paralelos e afetos durante as idas e vindas das colônias.

Nayara Alexandra Rodrigues da Silva

Regina Maria dos Santos

Nádia Elisa Meinerz

GT 2 - Saúde, produção de conhecimentos e itinerários de (r)existência

Coordenadores: Pedro Nascimento (UFPB) e Telma Low Silva Junqueira (UFAL)

Resumo: As pesquisas em saúde têm se tornado um campo profícuo na produção do conhecimento antropológico e interdisciplinar. De modo que, enquanto pesquisadores/as, estamos empenhados/as em problematizar e dialogar acerca dos desafios colocados pelas políticas de saúde em seu projeto de universalização de direitos e as ressignificações locais deste processo por diferentes grupos sociais, especialmente no momento atual marcado por retrocessos e perdas de direitos. Este GT tem por foco, portanto, o compartilhamento de pesquisas, experiências e intervenções políticas e culturais produzidas nessa área, entendendo os temas e campos de interesse abarcados pela rubrica da saúde em uma perspectiva ampla, complexa e situada. Interessa-nos, portanto, dialogar com os diferentes saberes-fazeres produzidos nos espaços/contextos de promoção da saúde para além dos serviços convencionais, levando em conta a articulação entre níveis micro/locais e instâncias macro/nacionais/globais, com destaque para as estratégias críticas, criativas e (r)existentes que visam romper com as lógicas de dominação, opressão e enquadramentos dos corpos, subjetividades e relações.

Ou seja, interessa-nos também pensar os serviços de saúde marcados por moralidades específicas em interação com aqueles sujeitos que deles participam em busca de atenção, acolhimento e cuidado. São muito bem vindas questões que dialoguem sobre relações de trabalho entre profissionais e gestoras/es da saúde, subjetividade inter/intra das pessoas usuárias, organização administrativa e burocrática, redes, programas e políticas públicas intra e intersetoriais, gestão compartilhada e/no uso de medicamentos e equipamentos, relação entre as ciências biomédicas e as ciências sociais, destinação e uso do orçamento público, dilemas metodológicos e éticos enfrentados, relação entre serviços de saúde e comunidades, itinerários terapêuticos, etiologias populares, militância, participação e movimentos sociais, articulação entre saúde popular e saúde oficial etc. Finalmente, pretendemos que esse GT se constitua como um espaço de interlocução sobre os desafios e perspectivas atuais que considerem saúde como um direito humano atravessado também por hierarquias, produção de diferenças e desigualdades de gênero, classe, raça, sexualidade, geração e outros marcadores sociais.

Sessão I - Saúde, Produção de Conhecimentos e Itinerários Terapêuticos (03/10/2018)

Títulos

Autor(a)(s)

“O que adiante conhecer muita gente e no fim das contas estar sempre só?” O desafio da maternidade em tempos de síndrome congênita do Zika vírus.

Raquel Lustosa da Costa Alves

Relato de experiência das (r)existências de um corpo TRANS e (n)o CIS-tema de saúde.

Cauê Assis de Moura

“Medicina tradicional” e experiências cosmopolíticas na visita de Alcindo Wherá

Tupã e Geraldo Karaí Okenda Moreira a Belo Horizonte.

Isabel Santana de Rose

Divergências e coalisões na noção de indivíduo e pessoa em casos de aborto

Camilla Iumatti

Reprodução assistida no Brasil: O direito ao planejamento familiar e os entraves de acesso à tecnologia.

Larissa Matias de Lima Santos

GT 3 - Gênero, Sexualidade e Raça

Coordenadores: Dr. Elias Ferreira Veras (UFAL) e Dra. Idalina Freitas (UNILAB)

O objetivo do GT "Gênero, raça e sexualidade" é proporcionar um espaço de reflexão considerando as dimensões teóricas, analíticas e empíricas das questões postas pelas intersecções entre gênero, raça e sexualidade. O GT acolherá trabalhos que reflitam sobre análises que registrem as influências desses marcadores na configuração das experiências dos sujeitos na sociedade, problematizando desigualdades históricas e seus efeitos na sociedade contemporânea. Serão bem vindas experiências de pesquisa concluídas e/ou em andamento que reflitam as proposições teóricas/metodológicas, estratégias políticas e de transformações sociais no contexto brasileiro, tomando como importantes referências e fontes, os saberes, experiências, culturas e perspectivas que sinalizem para olhares interseccionais.

Sessão 1 –Resistências de Gênero, Raça e Sexualidade na Cidade (03/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Trabalho e experiências femininas na CAFT em Rio Largo, Alagoas (1941-1948).

Ana Greyce Moraes Pereira

Gênero e democracia racial nos anos 1950: Mulher-personagem em Gabriela, cravo e canela de Jorge Amado.

Milena Correia dos Santos

Movimento Homossexual e Negro: Um diálogo interseccional no jornal O Lampião da Esquina (1978-1981).

Ana Maria de Barros Lima

As marcas sociais do passado. Identidades negras na periferia de Maceió: desmistificando a fragilidade feminina (2008 – 2016).

Adrícia Carla Santos Bonfim

Para além da “intolerância religiosa”: Intersecção entre violência religiosa, racial e de gênero no caso terreiro MANZO NGUNZO KAIANGO.

Taísa Domiciano Castanha

“Dançando sob os meus próprios pés”: Arte e militância política entre travestis e mulheres transexuais em Maceió

Guadalupe Ferreira

A (des)ocupação dos espaços públicos: a lente das mulheres de Maceió na segurança urbana.

Cora Guimarães Rocha

Daphne Costa Besen

Sessão 2 – Gênero, Raça, Sexualidade e Interdisciplinaridade (04/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Inclusão da mulher na ciência: trajetórias de invisibilidade e resistência.

Marina Couto da Costa

Gian Carlos Rodrigues do Nascimento

Andrea Pacheco de Mesquita

Sociologia artisticamente engajada (?) A prática performativa feminista.

Lissa Tinôco dos Santos

Produção de material educativo para a educação em saúde e sexualidade.

Anália de Pontes Leite Martins

Gabriela Claudio dos Santos

Talita Lúcio Chaves Vasconcelos

Andreia Silva Ferreira

“Inclusão (I)limitada: Gênero, Sexualidade e Raça no espaço escolar.

Ana Luiza Profírio

Entre “bichas” e “boys”: transexualidade e sexualidade na história de Ágata.

Everton Nunes da Silva

Autoetnografia: um percurso doloroso

Helen Cristina da Silva Araújo

GT 4 - Ciência e Práticas de Governo

Coordenadoras: Débora Allebrandt (UFAL), Ednalva Maciel Neves (UFPB) e Daniela Tonelli Manica (UNICAMP)

Debatedora: Alejandra Rocca (Secretaria de Ciencia y Tecnología/ Universidad Nacional de José C. Paz)

Este grupo de trabalho busca reunir pesquisas que tenham como interface práticas de governo e agenciamentos da ciência e da tecnologia. Esses temas, em suas interações práticas, sentidos e valores associados à noção de direito e ciência permitem evitar armadilhas de reificação de conceitos como poder e tecnologias de governo. Além disso, acreditamos que essa interface permite a interlocução com diferentes experiências de pesquisa que considerem as múltiplas interfaces entre ciência e práticas de governo. Estamos interessados em trabalhos que possam dar visibilidade às tecnologias de governo em campos de pesquisa diversos, tais como: processos de abandono social, modos de regulamentação dos corpos, das populações e das subjetividades, políticas públicas. Consideramos bem-vindos trabalhos que discutam biossocialidades, biomedicalização, práticas de produção de conhecimento em laboratórios, conhecimento científico e não científico, redes de produção de ciência e tecnologia, bem como suas dimensões moral, burocrática e política, envolvidas na produção de subjetividades e nas práticas de intervenção.

Sessão 1 - Tecnologias, monitoramento e gênero (03/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Tecnologias biomédicas, governo de corpos e modos de subjetivação: sobre a circulação de imagens ultrasônicas.

Marcos Castro

“Correr pelo certo para ser caba homem”: dinâmicas da constituição da masculinidade no mundo do crime.

Rangel Ferreira Fideles do Nascimento

Coprodução e importação de tecnologias de controle o monitoramento eletrônico de apenas em Alagoas

João Marcos Francisco Sampaio

Os reflexos da atuação das forças estatais de segurança pública no espaço urbano contemporâneo.

Elaine Pimentel

Martin Ramalho de Freitas Leão Rego

O uso das tecnologias como forma de enfrentamento ao assédio sexual nos espaços públicos: os aplicativos e redes sociais como caminhos para dar visibilidade à violência contra as mulheres.

Angélica Cavalcanti Costa

Maria Luísa de Melo Barroca

Elaine Pimentel

Sessão 2. Políticas de governo e saúde (04/10/2018)

Título

Autor(a)(s)

Direitos reprodutivos e maternidade no cárcere feminino: da proteção legal à realidade do estabelecimento prisional feminino Santa Luzia em Maceió-AL.

Kamilla Borges dos Santos

Elaine Cristina Pimentel Costa

O Estado e o controle de corpos e mentes: encarceramento feminino e saúde mental.

Ana Flávia Costa Silva

Elaine Pimentel

Políticas públicas de oferta de trabalho e assistência educacional no sistema prosional feminino: estudo de caso do estabelecimento prisional feminino Santa Luzia, em Maceió-AL.

Taís Oliveira Pedrosa de Souza

Elaine Cristina Costa Pimentel

Políticas públicas uterinas: a quem serve a criminalização do aborto no Brasil?

Maiara Alice

Medicalização e judicialização: suas relações com o “Centro Psiquiátrico Judiciário Pedro Marinho Suruagy” e os reflexos da biopolítica nesse espaço.

Rodrigo Ferreira dos Santos

Elaine Pimentel

17h30 Programação cultural Apresentação Artística
Programação cultural
Local: ICS

03 de outubro

"Dama de Paus" com Alvandy Frazão

04 de outubro

"Transhow" comCindy Belluci, Suham,Lorena Vortex, Panfy Ferreira eNatasha Wonderfull

Direção: Diná Ferreira

19h00 Teorias e políticas da "deficiência" Mesa-redonda
Local: Auditório Paulo Décio - ICS

Consiste na aproximação entre as produções brasileiras, de caráter fortemente etnográfico e que já dialogam os Disability Studies, e os desafios teóricos e políticos identificados pelos convidados nos contextos inglês e estadunidense. Não se trata, portanto, de importar referências anglófonas que possam fundamentar uma autonomização dos estudos sociais da “deficiência”, mas sim fomentar deslocamentos a partir da interpelação sobre a desigualdade (política, sócio-econômica, de gênero e raça) em ambas as perspectivas da análise. A discussão conjunta de questões teóricas e políticas é favorecida pela atuação notória dos convidados tanto no universo acadêmico como pesquisadores quanto como atores sociais na construção do movimento social organizado e como lideranças políticas nos fóruns internacionais de discussão sobre saúde, desenvolvimento e direitos humanos.

Pamela Block (Stony Brook University)

Carlos Guilherme Octaviano do Valle (UFRN)

Luis Gustavo Correia (UFS)

Nádia Meinerz (UFAL)

Neiza Fumes (UFAL)

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Local

Universidade Federal de Alagoas - Instituto de Ciências Sociais - ICS/UFAL, Maceió, Alagoas,

Organizador

Mandacaru - Núcleo de Pesquisa em Gênero, Saúde e Direitos Humanos

O Mandacarú - Núcleo de Pesquisa em Gênero, Saúde e Direitos Humanos foi
criado em 2010, pelos professores Pedro Guedes do Nascimento e Nádia Meinerz, com
o objetivo de fomentar a pesquisa antropológica no estado de Alagoas e ao mesmo
tempo de aproximar pesquisadores/antropólogos interessados nessa interface, nas
regiões nordeste e centro-oeste do país. Enquanto grupo de pesquisa veiculado ao
CNPQ, o Mandacaru desenvolve ações de pesquisa em três diferentes linhas: a) Corpo,
Saúde e Geração; b) Família e Sexualidade; c) Estudos de Ciência e Tecnologia. Ao
longo dos anos, com o suporte das reuniões científicas realizadas em Maceió, foi se
construindo como rede de pesquisadores que articula docentes e discentes de várias
universidades, principalmente na UFPB, UFPE, UFRN e UNB.