Minicursos do VIII Colóquio Regional de Linguística Aplicada | CRLA/UEFS

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Quarta, 3 de dezembro de 2025 Das 10:30 às 12:00

Sobre o Evento

Como parte da programação do VIII Colóquio Regional de Linguística Aplicada, convidamos todas as pessoas inscritas no evento a participarem dos minicursos que ocorrerão no dia 03 de dezembro de 2025, às 10h30.

Os minicursos representam uma oportunidade especial de aprofundar conhecimentos, trocar experiências e vivenciar práticas formativas voltadas para os diálogos que orientam o tema central do evento: “Linguística Aplicada: diálogos para inclusão, diversidade e democratização do conhecimento.”

Cada minicurso foi cuidadosamente pensado para ampliar discussões e promover a integração entre teoria e prática, fortalecendo o compromisso da Linguística Aplicada com a transformação social, a diversidade e a construção coletiva de saberes.

Informações importantes:

  • Todos os participantes inscritos no Colóquio podem se inscrever em um dos minicursos;

  • Cada minicurso oferece 40 vagas;

  • As atividades acontecerão concomitantemente, portanto, cada pessoa poderá se inscrever em apenas um minicurso.

Essa é uma excelente oportunidade para ampliar suas experiências acadêmicas e formativas, dialogando com diferentes perspectivas e práticas na área da Linguística Aplicada.

As informações específicas com temas e descrições de cada um dos minicursos estão descritas abaixo:

MINICURSO 1

Título: Da prática docente à proposição de projetos de pesquisa na formação de professores de Língua Portuguesa
Ministrante: Profa. Ma. Viviane Silva dos Santos

Resumo:
Este minicurso convida os participantes a refletir sobre experiências e contextos de ensino como ponto de partida para a elaboração de projetos de pesquisa. Amparada na Linguística Aplicada, a proposta parte do entendimento de que o ensino de língua envolve dimensões de linguagem, cultura e poder que demandam dos professores uma postura investigativa e crítica diante de seu fazer profissional. A problemática central está na necessidade de fortalecer a pesquisa como parte constitutiva da formação e do desenvolvimento docente, superando a visão do professor como mero aplicador de metodologias. O objetivo é oferecer estratégias iniciais para dialogar, registrar e analisar experiências pedagógicas, auxiliando os participantes na formulação de questões e temas de pesquisa relacionados a práticas de ensino de língua portuguesa. Como fundamentação teórica, serão mobilizadas contribuições de Freire (1996), Alarcão (2005), Pimenta (2005), Moita Lopes (1996) e André (2012), que discutem a reflexão sistemática sobre a prática como caminho para a produção de conhecimento na formação docente pela pesquisa. A metodologia combina breves exposições teóricas e atividades colaborativas, em que os participantes serão convidados a compartilhar vivências pedagógicas e delinear possibilidades de investigação. O público-alvo abrange professores e futuros professores interessados em compreender e aprimorar o próprio trabalho docente a partir de uma perspectiva investigativa. A proposta se justifica pela relevância de promover uma cultura de pesquisa na formação docente, integrando prática, reflexão e produção de saberes na Linguística Aplicada contemporânea. Serão utilizados recursos simples, como projetor, quadro branco e material impresso de apoio.

Palavras-chave: Formação docente; Pesquisa; Língua Portuguesa.

MINICURSO 2

Título: Internacionalizando na Educação Básica
Ministrante: Profa. Ma. Maiana Rose

Resumo:
A internacionalização da Educação Básica é algo relativamente novo. O Ensino Superior já adota há algum tempo; contudo, sem ainda registrar as suas práticas, professores do Ensino Fundamental e Médio estão implementando o processo em suas salas de aulas. O minicurso por ora sugerido tem como objetivo principal esclarecer o que é internacionalizar na educação básica, encontrando ancoragem nos Parâmetros para a Internacionalização na Educação Básica no Brasil (2022) e apresentar estratégias e reflexões para que os professores de língua inglesa possam realizar este processo em suas salas de aulas. Vozes de autoras como Morosini, Stallivieri, Felicetti e Woicolesco (2025), dos autores Luna e Stallivieri (2023) e Bond (2003) endossam o discurso sobre a importância da internacionalização na Educação Básica no nosso país. Além disso, o documento redigido pela UNESCO (2016) que sinaliza a Educação para Cidadania Global teoriza de forma particular o porquê ensinar internacionalizando. O público-alvo deste minicurso é professores/professoras de inglês e alunos/alunas de Letras com Inglês que queiram compreender, através de um diálogo reflexivo, como e por que internacionalizar o ensino da língua na Educação Básica. O minicurso será ministrado através de slides e apresentação de atividades que contemplem a temática. O tema está intimamente ligada à Linguística Aplicada Crítica (LAC), área que “se interessa em discutir e fornecer encaminhamentos para questões de caráter prático concernentes à língua/linguagem e sua manifestação em diferentes contextos, por meio de um pensar problematizador” (Silva, 2023, p.290) e visa contribuir com docentes e discentes que procuram inovar suas aulas de língua inglesa, sempre problematizando e refletindo sobre o caráter de língua franca e sobre o ensino intercultural e decolonial.

Palavras-chave: Ensino de Língua Inglesa; Internacionalização; Educação Básica; Formação continuada de professores.

MINICURSO 3

Título: A dimensão cultural para o ensino da língua inglesa
Ministrante: Prof. Dr. Flávius Almeida dos Anjos (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB)

Resumo:
Para a sua devida formação, o professor de línguas precisa conhecer as diferentes dimensões que caracterizam a essência da educação linguística, o que pode torná-lo mais seguro do seu próprio desempenho. Assim, o professor de línguas precisa, por exemplo, conhecer as dimensões sociolinguística, teórico-prática, interdisciplinar, crítica e cultural. Desse modo, à luz da Linguística Aplicada, busca-se com este curso problematizar a dimensão cultural para o ensino de línguas. Para tanto, toma-se como paradigma questões pragmáticas, culturalmente alicerçadas, que devem fazer parte da formação do professor de línguas. No cerne da reflexão, busca-se debater como as questões culturais influenciam a dimensão sociolinguística e vice-versa. Nesse sentido, será enfatizado como as línguas se comunicam através das culturas, e, por outro lado, como as culturas também se comunicam através das línguas. O debate, desse modo, aquecerá a noção de inseparabilidade entre língua e cultura, considerando a relação simbiótica entre elas, mas ponderará sobre o caso de uma língua global, desterritorializada como é o caso da língua inglesa. Ainda, busca-se com esta reflexão discutir sobre o espaço da cultura na sala de línguas, a relação entre língua, identidade e pensamento, e sobre bases culturais para o ensino de línguas, tais como os modelos sociológico, estético, semântico e pragmático, que podem subsidiar a formação do professor de línguas, e torná-lo mais seguro do seu próprio desempenho.

Palavras-chave: Dimensão; Cultural; Ensino; Línguas.

MINICURSO 4

Título: Entre imagens e palavras: leitura crítica de textos imagéticos no ensino de línguas
Ministrante: Profa. Ma. Denise Pereira da Silva

Resumo:
O presente minicurso propõe um espaço de reflexão e prática sobre o trabalho com textos verbo-visuais no ensino de línguas, em especial aqueles presentes nas provas de Língua Espanhola do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), entre 2010 e 2024. A iniciativa parte da constatação de que as avaliações nacionais, em consonância com a BNCC, têm consolidado a presença de textos multimodais — ou, nos termos do documento, multissemióticos —, exigindo dos estudantes competências de leitura crítica e interpretação inferencial. Diante disso, o minicurso busca discutir como os cursos de formação docente têm abordado tais práticas e de que modo o ensino pode favorecer a leitura crítica de imagens e discursos que circulam na contemporaneidade. Fundamenta-se nas concepções de multiletramentos (New London Group, 1996; Kalantzis & Cope, 2020; Rojo, 2012), de multimodalidade (Kress & van Leeuwen, 2006) e na perspectiva dialógica e crítica do discurso (Bakhtin, 1997; Fairclough, 2001), além da leitura iconológica de Panofsky (1979). As atividades serão desenvolvidas em formato presencial, com duração de 90 minutos, distribuídas em três momentos: escuta e mapeamento das experiências dos participantes; discussão teórica sobre multiletramentos, multimodalidade e leitura crítica; e prática de análise de gêneros imagéticos (tiras, charges, cartuns, propagandas e grafites) retirados de provas do ENEM. O público-alvo compreende licenciandos, egressos e professores de línguas interessados em aprofundar o trabalho com textos verbo-visuais. Espera-se que a atividade contribua para a formação docente crítica, para o aperfeiçoamento das práticas de leitura e para o fortalecimento da Linguística Aplicada como campo de investigação e intervenção pedagógica.

Palavras-chave: Multiletramentos; Multimodalidade; Leitura crítica; Ensino de línguas; ENEM.

MINICURSO 5

Título: TEA-daptando... A produção de material didático para inclusão de alunos com TEA nas aulas de Língua Inglesa em escolas públicas
Ministrante: Profa. Ma. Débora Araújo da Silva Ferraz

Resumo:
Esta proposta visa refletir sobre a formação do professor para o trato com a deficiência e as estratégias para práticas pedagógicas diferenciadas, no que concerne à produção de recursos didáticos para inclusão de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em aulas de Língua Inglesa (LI), buscando abrir uma discussão inicial sobre a necessidade de rever os conceitos de atividades adaptadas, diferenciadas, avaliação e os processos metodológicos nas novas formas de ensinar e de aprender. Sua problemática reside em avaliar os desafios para professores de LI no ensino de segunda língua com adaptações que coloquem os alunos no mesmo caminho de aprendizagem. Para isso, objetiva-se conhecer diferentes métodos e abordagens em LI para elaborar recursos didáticos adaptados para alunos com TEA em diferentes contextos da sala de aula da educação básica. Ampara-se em estudos de Rajagopalan (2003), Sarmento (2009) e nas legislações vigentes, a exemplo do Parecer CNE nº 50/2023. O ensejo é trabalhar com professores, pesquisadores e alunos de graduação ou estudiosos de inclusão. Sua metodologia visa conhecer uma explanação teórica acerca do TEA, suas particularidades e dos métodos de inclusão que proporcionam uma aprendizagem mais significativa em LI. Para isso, será explorado um documento pedagógico que dará base a essa produção – o PEI (Plano Educacional Individualizado). Sua relevância acadêmica se posta em que os participantes dominem a produção de um recurso didático adaptado que facilite o ensino e aprendizagem da LI para crianças e adolescentes com TEA nas escolas básicas da região, e sua relevância social visa engajar alunos em sala de aula para que a aprendizagem se concretize para todos, respeitando os ritmos de cada um, apresentando como o ensino de LI pode ser prazeroso e, ao mesmo tempo, relevante terapeuticamente para esse público.

Palavras-chave: TEA; Ensino de Língua Inglesa; Recursos didáticos.

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Local

Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), 44036-900, Avenida Transnordestina, Novo Horizonte, Feira de Santana, Bahia
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Organizador

VIII Colóquio Regional de Linguística Aplicada