O diagnóstico e a prescrição de enfermagem como núcleos do processo ensino-aprendizagem
Isabel Cruz, Universidade Federal Fluminense
O médico diagnostica e trata doenças humanas. Ninguém tem dúvidas quanto a isto. Mas ainda há muitas dúvidas e desconhecimento sobre o que a enfermeira deve diagnosticar em sua clientela e sobre quais tratamentos ou terapias de enfermagem implementar. E quais diagnósticos e intervenções foram propostos, adotados, testados e aprovados.
Não dá mais para ignorar a existência da NANDA, do CIPE, do NIC/NOC, entre outras siglas de projetos dirigidos à definição dos diagnósticos de enfermagem (NANDA), das prescrições (NIC) e dos resultados de enfermagem (NOC). Em 2001, o International Council of Nursing lançará a primeira taxonomia dos fenômenos de enfermagem. Todos os livros textos de enfermagem reorganizaram o conhecimento profissional, segundo os diagnósticos. Urge, portanto, uma definição de conduta dos professores de graduação, responsáveis pela transmissão do conhecimento elementar da profissão.
O método de trabalho da enfermeira ( histórico, diagnóstico, prescrição e evolução) não deve ser confundido com “metodologia Wanda Horta” ou aspectos burocráticos da assistência. É, antes de mais nada, a objetivação do raciocínio crítico do profissional, habilidade a ser desenvolvida basicamente durante a graduação. Para tanto, entre outras medidas, sugerimos: