RODA DE CONVERSA SOBRE SERVIÇOS DE PSICOLOGIA E AS PRÁTICAS BILÍNGUES PARA PESSOAS SURDAS

Durante séculos as pessoas surdas foram marginalizadas, excluídas e até sacrificadas pela sociedade. Consoante a isso, as Psicologias e sua práxis, à época, foram também instrumentos de exclusão dessas pessoas, e isso destaca uma dívida existente dessa ciência e sua categoria profissional para com a Comunidade Surda. Mesmo, atualmente, as psicologias tendo como um dos seus princípios éticos fundamentais o cumprimento das Declarações Universais dos Direitos Humanos, ainda se apresenta omissa quando se trata de ações, normativas, notas técnicas e produções científicas que norteiem práticas bilíngues (Libras - Língua Portuguesa) para pessoas surdas.

Os estudos surdos, diferente das teorias ouvintistas, colonizadoras e biomédicas que focam na surdez enquanto deficiência e não no sujeito, apresentam um conceito mais apropriado à autoidentificação dessas pessoas, a partir das identidades surdas, representadas por uma comunidade possuidora não apenas de um língua legalmente reconhecida pela Lei Federal 10.436/2002 como meio de comunicação oficial da comunidade mas, também, de um cultural própria.

A primeira bacharela surda em psicologia no Brasil formou-se na década de 70, exerceu a profissão enquanto métodos oralistas ainda eram imposições nacionais na educação básica de pessoas surdas. Somente no ano 2002 a Lei de Libras foi sancionada, todavia, poucos avanços foram consolidados, mesmo quase 20 anos após sua sanção.

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