III Semana Nacional de Teologia, Filosofia e Estudos de Religião - III Colóquio Filosófico

III Semana Nacional de Teologia, Filosofia e Estudos de Religião - III Colóquio Filosófico

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De 22 a 26 de novembro Todos os dias das 08h00 às 22h00
Evento online O link do evento ainda não foi informado

Sobre o Evento

Desde os mais incipientes registros da história, o ser humano revelou-se inclinado a diferentes crenças, ritos e liturgias que atestam a influência religiosa sobre seu modo de agir. Em diversos períodos históricos é possível constatar o papel preponderante das religiões na construção da identidade e do comportamento humanos. Ademais, a composição dos valores basilares de sua eticidade está diretamente relacionada com sua inerente vocação à coletividade, a qual o convoca a agir pelo bem comum. Nesse sentido, o binômio Religião e Cidadania comporta uma força que deve impulsionar a humanidade na busca pelo bem comum, fundamentada em valores favoráveis à diversidade que é própria da coletividade humana.

Entretanto, é preciso reconhecer que este cenário ideal, por inúmeras vezes, tem sido comprometido pelo individualismo típico da sociedade do século XXI, o qual afeta as mais variadas dimensões humanas, inclusive sua religiosidade e eticidade. De um lado, é cada vez mais evidente a propagação de “religiosidades verticalizadas”, cuja preocupação é a relação sujeito-divindade, caracterizada pela indiferença em face aos diversos problemas sociais enfrentados na atualidade, uma vez que seu foco está na realidade transcendente. Por outro lado, é perceptível a influência que o fundamentalismo religioso tem exercido sobre sociedade hodierna, à qual deseja impor o seu modo de enxergar a vida como o único legítimo, execrando qualquer contrariedade a seu modo de pensar o fenômeno sócio-religioso.

Nesse sentido, o binômio Religião e Cidadania revela interfaces importantes que merecem ampla discussão, tais como a justiça social, a eticidade, o fundamentalismo religioso, o respeito às minorias, a desigualdade social e tantos outros. Muitos desses cenários foram agravados pela Pandemia da Covid-19, que escancarou as desigualdades sociais tanto no nível nacional, quanto internacional. Diante de tais desafios, a Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN), em parceria com a Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), realiza a III SEMANA NACIONAL DE TEOLOGIA, FILOSOFIA E ESTUDOS DE RELIGIÃO – III COLÓQUIO FILOSÓFICO: FILOSOFIA E RELIGIÃO com o tema Religião e Cidadania: Tecer diálogos e construir novos horizontes, que acontecerá de 22 a 26 de novembro de 2021.

Palestrantes

  • Prof. Dr. Francisco de Aquino Junior
  • Dr. Ricardo Lengruber
  • Me. Liniker Xavier
  • Prof. Dr. Gilbraz de Souza Aragão
  • Prof. Dr. Telmir de Souza Soares
  • Prof. Me. Robson Ribeiro
  • Pro. Dr. Aila Luzia Pinheiro de Andrade
  • Prof. Me. Augusto Lívio Nogueira de Morais
  • Prof. Dr. Manoel Jarbas Vasconcelos Carvalho
  • Prof. Dr. João Bosco Brito do Nascimento
  • Prof. Me. Márcio Bezerra
  • Prof. Me. Maciel Rodrigues da Silva
  • Prof. Me. Wescley Paulo Pereira de Melo
  • Prof. Me. Marcílio Oliveira da Silva
  • Prof. Dra. Maria Veralúcia Pessoa Porto
  • Prof. Me. Carlos Bezerra de Lima Junior
  • Prof. Antônio Wauleson Pereira

Programação

19h00 - Prof. Dr. Francisco de Aquino Junior Fratelli tutti: 'uma forma de vida com sabor evangélico' Conferência
Fratelli tutti: "uma forma de vida com sabor evangélico"
Local: Canal do Youtube: Faculdade Católica do RN

Tema: Fratelli tutti: "uma forma de vida com sabor evangélico"

Conferencista | Dr. Francisco de Aquino Junior (FCF/UNICAP)

Apresentador/Mediador | Me. Márcio Bezerra (FCRN)

Mediador do Chat |

19h30 - Dr. Ricardo Lengruber Estado e Religião: diálogo e profetismo Conferência
Estado e Religião: diálogo e profetismo
Local: Canal do Youtube: Faculdade Católica do RN

Tema Estado e Religião: Diálogo e profetismo

Conferencista | Prof. Dr. Ricardo Lengruber

Apresentador/Mediador | Philipe Villeneuve Oliveira Rego

19h00 - Prof. Me. Robson Ribeiro A Moral social do Papa Francisco e o cuidado com os mais frágeis. Minicurso
A Moral social do Papa Francisco e o cuidado com os mais frágeis.
Local: Google Meet

A Moral social do Papa Francisco e o cuidado com os mais frágeis.

Me. Robson Ribeiro [1] (ITF)

A sociedade hodierna, influenciada pelo individualismo e a lógica da sociedade do descartável, passa por grandes problemas, entre os quais gravita o descaso com o ser humano. O Papa Francisco, desde o início de seu pontificado, tem se mostrado preocupado com a fragilidade humana na sociedade do descarte. Neste minicurso destacaremos alguns pronunciamentos do Papa que evidenciam sua preocupação com os mais necessitados e revelam o anseio pontifício por uma Igreja menos hierarquizada e mais humana, fundamentada no princípio da Misericórdia. Seu pensamento ético e posicionamento diante dos problemas político-sociais nos convocam a refletir a situação individual e coletiva do ser humano em face aos desafios por uma sociedade justa. Nesse sentido, buscaremos observar a investida de Francisco em destacar uma sociedade igualitária e a promoção da dignidade humana. Buscaremos analisar a ética teológica e seus desdobramentos no caminho da defesa dos menos favorecidos. Apresentaremos aspectos de uma conduta humana pautada na paz, na justiça e no respeito dos direitos dos seres humanos. Assim, embasados na moral social do Papa Francisco, apresentaremos a necessidade urgente de uma cultura do encontro, que se insurja na contramão da cultura do descarte e da transformação do ser humano em mero objeto de consumo.

[1] Graduado em História (2011). Graduado em Filosofia (2021). Pós-Graduado Lato sensu em Direito Matrimonial Canônico (2012). Pós-Graduado Lato sensu em Doutrina Social da Igreja pela Faculdade João Paulo II - FAJOPA (2021). Mestre em Teologia Moral pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia - FAJE, em Belo Horizonte (2017). Professor de Teologia do Instituto Teológico Francisco (ITF), em Petrópolis (RJ) onde leciona as disciplinas: Teologia Moral Fundamental, Ética da Sexualidade, Bioética e Ética Social. Professor de Teologia do Seminário Diocesano de Nossa Senhora do Rosário, em Caratinga (MG). Professor de Ensino Religioso do Colégio Santa Catarina, pertencente a Rede Santa Catarina. Tem experiência na área de Ética Teológica, Ética Filosófica, Filosofia Política e Ensino Religioso. Atua nos estudos que proporcionam o debate ético nas relações do mundo hodierno, estudo das instituições, seus ideais e práticas, a organização do Estado, as relações humanas, o poder do indivíduo, a liberdade e questões relacionadas à justiça e ao direto. Pesquisa a ética da responsabilidade, seus desdobramentos na crise ético-moral atual, que coloca em debate às questões antropológicas como: a cultura, a sociedade, as tradições, as crenças, as formas de conduta e os valores da modernidade. Estuda ainda a ética social do papa Francisco e sua proposta para uma "Igreja em saída".

19h00 - Pro. Dr. Aila Luzia Pinheiro de Andrade Povo de Deus: Sujeito ativo na vida da Igreja Sinodal Minicurso
Povo de Deus: Sujeito ativo na vida da Igreja Sinodal
Local: Google Meet

Povo de Deus: sujeito ativo na vida da Igreja Sinodal

Dr. Aíla Luzia Pinheiro De Andrade [1] (UNICAP/FCRN)

O Papa Francisco atribuiu o tema da sinodalidade à XVI Assembleia Ordinária. Certamente um tema complexo, porque trata sobre comunhão, participação e missão. Mas estes são apenas aspectos da sinodalidade, enquanto que a “Igreja é constitutivamente sinodal”. A sinodalidade era a forma e o estilo da Igreja primitiva, e a próxima Assembleia, fiel à Tradição, e ao Concílio (etapa mais recente da Tradição) quer resgatar aquele modelo de ser Igreja, não negando a função dos pastores, ou do Papa, mas tendo estes como princípio da unidade do povo, sujeito ativo na vida da Igreja.

[1] Possui graduação em Licenciatura em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (1998), graduação em Bacharelado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (2000), mestrado (2003) e doutorado (2008) em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. Tem experiência na área de Teologia, com ênfase em Carta Aos Hebreus, atuando principalmente nos seguintes temas: Messianismo, Philon de Alexandria, Flávio Josefo, Judaísmo, Targum, Midrash, Talmud.

19h00 - Prof. Me. Augusto Lívio Nogueira de Morais Fundamentalismo religioso e política: relações, distorções e desafios Minicurso
Fundamentalismo religioso e política: relações, distorções e desafios
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Fundamentalismo religioso e política: relações, distorções e desafios

Me. Augusto Lívio Nogueira De Morais [1] (FCRN)

O atual contexto brasileiro nos apresenta uma aproximação entre o discurso político e o discurso religioso. Este minicurso se propõe a discutir as formas como tem se dado essa aproximação, os perigos relacionados com o fundamentalismo religioso presente no discurso político e as possíveis influências mútuas entre religião e política.

[1] Mestre em Teologia com concentração em Literatura Bíblica e Teológica - interpretações, pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN), com especialização em Teologia Bíblica pela mesma faculdade. Bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), com especialização em Auditoria e Controladoria pela Faculdade do Vale do Jaguaribe (FVJ). Atualmente atua lecionando Teologia nas áreas de Sagrada Escritura e Teologia Dogmática. Mestre em Teologia com concentração em Literatura Bíblica e Teológica.

19h00 - Prof. Antônio Wauleson Pereira O profeta Amós e a crítica às políticas opressivas em Israel Minicurso
O profeta Amós e a crítica às políticas opressivas em Israel
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O profeta Amós e a crítica às políticas opressivas em Israel

Antônio Wauleson Pereira [1]

O minicurso apresentará o contexto sócio-histórico-político de Israel do Norte no período do profeta Amós e suas reações em face ao contexto de opressão perpetrada pelas classes poderosas, em especial a monarquia. Neste cenário, revela-se determinante a relação de sua profecia com a experiência de um Deus libertador que faz opção pelos oprimidos e convoca à construção de uma sociedade justa. Assumindo o lado dos pobres e dos oprimidos da história, o profeta denuncia e escancara as políticas opressivas do rei Jeroboão II, e em nome de Deus, questiona a dura realidade em que se encontram os camponeses empobrecidos e esmagados pelo poder político da época.

[1] Graduado em Licenciatura em Química pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN); Atuação profissional durante os anos de 2013 a 2015, na Escola Estadual Professora Maria Angelina Gomes, como docente da disciplina de química; Graduado Bacharelado em Teologia pela Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN); Mestrando em Teologia pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP).

15h00 - Prof. Dr. Manoel Jarbas Vasconcelos Carvalho A religião civil em Jean-Jacques Rousseau Minicurso
A religião civil em Jean-Jacques Rousseau
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A religião civil em Jean-Jacques Rousseau

Prof. Dr. Manoel Jarbas Vasconcelos Carvalho [1] (UERN)

A presente exposição tem como objetivo investigar a relação entre religião e política no pensamento de Rousseau avaliando os seus limites e possibilidades. A religião civil pensada por Rousseau no Contrato social pode unir de forma satisfatória a crença religiosa aos preceitos políticos do Estado? É possível garantir a autonomia dos indivíduos frente às leis promulgadas pelo Soberano? É a partir destes dois problemas que iremos nos debruçar. No pensamento de Rousseau a religião e a política se ligam uma a outra segundo modalidades complexas. Entre as tensões e problemas que essas modalidades engendram, quatro são particularmente aparentes: a soberania é de origem humana e não divina; o cristianismo do Evangelho corrompe o espírito social; o cristão se liga às coisas do céu e não se interessa pelas coisas da vida; para ser virtuoso não é necessário ser cristão. Estas constatações nos levam a crer que somente um povo pode dar a si próprio sua autonomia – o que constitui sua dimensão política - e nenhum agente externo pode fazer isto por ele, como a religião, por exemplo. Não obstante, a religião e a política não podem ser separadas da organização do corpo social. O genebrino avalia, no Contrato Social, que a unidade, a estabilidade, a duração da comunidade solicitam uma ligação religiosa que se una ao estabelecimento político de costumes cidadãos. A ideia de Rousseau é dar autonomia para a política em apelando a decisão livre do povo de se dar leis, sem excluir, contudo, a religião que lhe serve de base. O objetivo de Rousseau, a propósito da religião civil, é fixar o lugar da religião no interior do Estado. Para ele, somente a política pode permitir uma conciliação entre si própria e a religião; ao procurar distingui-las, Rousseau fará da política uma arma contra os excessos do cristianismo, opondo-se, em particular, contra à sua tendência a tornar-se superstição. Para evitar que isto ocorra, é necessário que se estabeleça no Estado um culto racional. Isto posto, é importante distinguir na religião o “verdadeiro” e o “falso” e observar os seus efeitos morais e temporais. Na religião civil, afirma Rousseau em seu Contrato social, as leis impõem dogmas e não respeitar seus compromissos é mentir diante delas. Na obra citada, a religião civil aparecerá como uma retomada do direito; a intenção de Rousseau é normativa e ele reconhece que a religião civil é a religião legítima do Estado republicano.

[1] Pós-Doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Doutor em Educação com ênfase em Filosofia da Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Mestre em Ética e Filosofia Política e Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Graduado em Pedagogia pelo Centro Universitário Internacional (UNINTER). Doutorando em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Professor Auxiliar do Departamento de Filosofia da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Interessa-se pela Filosofia Moderna nos campos da Teoria do Conhecimento, Filosofia da Educação, Ética e Filosofia Política, especialmente, por autores como Rousseau, Descartes, Hobbes, Locke e Kant. Associado a SIEDS (Société Internationale dÉtude du Dix-huitième Siècle) e a ABES XVIII (Associação Brasileira de Estudos do Século XVIII). Editor-Chefe da Revista Dialectus (Revista de Filosofia - Qualis B1).

15h00 - Prof. Dr. João Bosco Brito do Nascimento A formação filosófica do homem ocidental Minicurso
A formação filosófica do homem ocidental
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A formação filosófica do homem ocidental

Prof. Dr. João Bosco Brito Do Nascimento [1] (DFI/UERN)

Ementa

[1] Doutor em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE, na linha de pesquisa Filosofia e Sociologia da Educação, no eixo temático Marxismo, Teoria Crítica e Filosofia da Educação - FILOS, da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará - FACED/UFC (2019). Mestre em Filosofia pela Universidade Federal da Paraíba - UFPB (1998). Especialista em Filosofia Política pela Universidade Estadual do Ceará - UECE (1989). Graduado em Filosofia (Licenciatura Plena) pela Universidade Estadual do Ceará - UECE (1983). Lecionou no Centro de Humanidades, no Centro de Ciências da Saúde e no Centro de Ciências Tecnológicas da Universidade de Fortaleza - UNIFOR (1986-1988). Atualmente, é Professor decano, efetivo (adjunto IV), do Departamento de Filosofia - DFI da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais - FAFIC da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN. Vice-coordenador do Núcleo Docente Estruturante - NDE/DFI/UERN. Membro do Grupo de Estudos Marxistas - GEM/UFC/CNPq. Líder do Grupo de Pesquisa Epistemologia e Ciências Humanas - UERN/CNPq. Membro do Núcleo de Estudos, Ensino e Investigações em Filosofia - NEFIL/UERN/CNPq. Orienta o Projeto de Iniciação científica: O Capital enquanto Relação Social de Produção - Estudos Introdutórios - PIBIC/UERN/CNPq. Coordena o Projeto de Estudos e Práxis Marxistas - PEPM/PROEX/UERN. Tem experiência nas áreas de Filosofia e Educação, com ênfase em Filosofia Social e Política, Marxismo e Educação, Filosofia da História e Crítica da Economia Política. Atuando, principalmente, nos seguintes temas: Contratualismo e liberalismo, Hegel, K. Marx / F. Engels, jovem Marx, marxismo, emancipação humana, filosofia da educação, violência, sociedade e educação.

15h00 - Prof. Me. Carlos Bezerra de Lima Junior Filosofia, mística e poesia alemãs: Mestre Eckhart e Angelus Silesius em conexão Minicurso
Filosofia, mística e poesia alemãs: Mestre Eckhart e Angelus Silesius em conexão
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Filosofia, mística e poesia alemãs: Mestre Eckhart e Angelus Silesius em conexão

Prof. Dr. Antônio Carlos Bezerra [1]

Ementa

[1] Possui graduação em Filosofia pela UFPB e mestrado em Filosofia na mesma instituição. É docente da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte e da educação básica, no Rio Grande do Norte. Tem experiência na área de ensino de filosofia e sociologia, com ênfase em Introdução à Filosofia e História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: ética, filosofia medieval, neoplatonismo, e filosofia da religião.

15h00 - Prof. Me. Márcio Bezerra ST 1 - Bíblia e Hermenêutica Apresentação Oral
ST 1 - Bíblia e Hermenêutica
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ST 1 - Bíblia e Hermenêutica

Prof. Me. Márcio Bezerra [1] (FCRN)

A Bíblia é o conjunto de livros que carrega as experiências fundantes da fé cristã. Sua compreensão e interpretação são fundamentais para que a mensagem que ela transmite continue significativa e orientadora para as diversas tradições cristãs. Essa Sessão Temática quer ser um espaço para partilha de trabalhos no campo da pesquisa bíblica nas suas diversas áreas: análises exegéticas, estudos aplicados de hermenêutica bíblica e de análise dos diversos métodos de estudo da Sagrada Escritura, interpretações atualizadas e aplicadas a realidade atual numa perspectiva pastoral.

[1] Possui Bacharelado em Filosofia pela Faculdade Católica de Fortaleza (FCF), Bacharelado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), e Mestrado em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE). É membro pesquisador do Grupo de Pesquisa “A Bíblia em Leitura Cristã” (FAJE). Atualmente é professor titular de Sagrada Escritura na Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN), onde coordena Curso de Teologia. Atua na área da Teologia Bíblica, com ênfase nas teologias veterotestamentária, em especial a deuteronomista.

15h00 - Prof. Me. Maciel Rodrigues da Silva ST 2 - Religião, fé, política e profetismo Apresentação Oral
ST 2 - Religião, fé, política e profetismo
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ST 2 - Religião, fé, política e profetismo

Prof. Me. Maciel Rodrigues Da Silva [1] (FCRN)

Própria da natureza humana, a religião é uma das mais multiformes expressões de “re-ligamento” do ser humano consigo mesmo, com os outros e o transcendente. Embora as religiões estivessem e, por vezes, ainda estão ligadas ao poder e à manutenção do status quo, não se pode negar que possuem uma importante tarefa de transformação social e cultural baseada, quase sempre, nas hermenêuticas dos seus textos sagrados “canonizados” pelas práxis de fé como resposta àquela proposta de “re-ligamento”. Sendo assim, esta Sessão Temática recebe trabalhos que abordam as interfaces entre Religião, Fé, Política e Profetismo em sua pluralidade de temas emergentes da atualidade: gêneros, feminismos, ecologia, racismos, imigração, políticas públicas etc., com ênfase nas práticas emancipatórias e proféticas que delas decorrem, em virtude da construção de uma nova sociedade.

[1] Professor da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte (FCRN) do curso de Bacharelado em Teologia. Professor da Rede Estadual de Ensino; Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Especialista em Pedagogia Catequética pela Pontifícia Universidade Católica (PUC/GO). Especialista em Literatura e Ensino pelo Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Licenciado em Filosofia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras (FAFIC). Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica de Fortaleza / Pontifícia Universidad Javeriana de Bogotá. Membro do G.E em Espiritualidades Contemporâneas, Pluralidade Religiosa e Diálogo da Universidade Católica de Pernambuco.

15h00 - Prof. Me. Wescley Paulo Pereira de Melo ST 4 - A pastoralidade como práxis cristã Apresentação Oral
ST 4 - A pastoralidade como práxis cristã
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ST 4 - A pastoralidade como práxis cristã

Prof. Me. Wescley Paulo Pereira De Melo [1] (FCRN)

O agir como consciência e prática da fé expressa-se de maneiras diversas. Uma dessas manifestações é a pastoral. No século XVIII iniciou-se uma reflexão específica sobre o ser pastoral. No século XIX aconteceu uma melhor sistematização do pensar-agir em torno da pastoral. Contudo, é no Concílio Ecumênico Vaticano II que a pastoralidade ganha maior centralidade na reflexão eclesial. Uma íntima consonância com os ensinamentos de Jesus Cristo revelado como o bom (belo) Pastor, conforme os evangelhos de Lc 15,1-7 e Jo 10,11-18. O agir pastoral é precedido do ser pastoral, torna-se uma questão de essência. Os termos pastor, pastoral, pastoralidade, missão, evangelização, práxis etc., revelam muito mais o ser cristão do que uma mera ação vazia. O constante desafio de "tornar presente o Reino de Deus" (EG 176) como perspectiva transformadora na "fé que opera pela caridade" (Gl 5,6). No dom comum recebemos o sacerdócio, a realeza e a profecia como autêntico Povo de Deus. Na graça do Espírito Santo somos tornados pastores (cf. LG 9, 14b; PO 5a). A nossa missão de continuar o pastoreio do Senhor dentro (Ad intra) e fora (Ad extra) como protagonistas eclesiais. A reflexão-ação nos motivou a apresentar a proposta de Sessão Temática: A pastoralidade como práxis cristã. Um limiar luminoso para uma autênticidade do ser pastoral.

[1] Graduado em História pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (2010). Bacharel em Teologia pela Faculdade Diocesana de Mossoró (2014). Especialização em Teologia Bíblica pela Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM). Mestre em Teologia pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP), bolsista Capes, CNPq. Atualmente é professor na Faculdade Católica do Rio Grande do Norte. A experiência na área de História, filosofia, sociologia, ensino religioso no ensino básico e Teologia no ensino superior; ênfase em História do Brasil e da Igreja, Liturgia, Sacramentos, Teologia Pastoral, Missiologia e Pneumatologia.

15h00 - Prof. Me. Marcílio Oliveira da Silva ST 5 - Tema livre Apresentação Oral
ST 5 - Tema livre
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ST 5 - Tema livre

Prof. Me. Marcílio Oliveira Da Silva [1] (FCRN)

O diálogo entre os diversos campos do conhecimento é indispensável para o desenvolvimento do saber humano. Desse modo, essa Sessão Temática tem como objetivo abrir um espaço para que trabalhos com temas diversos possam ser socializados e debatidos em vista da promoção do conhecimento acadêmico.

[1] Possui mestrado em Teologia pela Universidade Católica de Pernambuco (2018) e graduação em Teologia pela Faculdade Diocesana de Mossoró (2016). É licenciado em Filosofia pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (2012). Atualmente é professor da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte. Tem experiência na área de Filosofia (com ênfase em História da Filosofia), Cristologia, com ênfase na Judeidade de Jesus. Atua principalmente nos seguintes temas: Cristianismo, Judeidade, e Relato do mar.

15h00 - Prof. Dra. Maria Veralúcia Pessoa Porto ST 3 - Michel Foucault e o indivíduo como protagonista da sua própria história Apresentação Oral
ST 3 - Michel Foucault e o indivíduo como protagonista da sua própria história
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ST 3 - Michel Foucault e o indivíduo como protagonista da sua própria história

Prof. Dra. Maria Veralúcia Pessoa Porto [1] (UERN)

Ementa: Na sociedade capitalista o indivíduo se apresenta com dificuldades de se constituir. É preciso, então, que se investigue as condições dos macros e micros poderes como condição de constituição da subjetivade. Foucault nos apresenta, acerca da sociedade capitalista, algumas fundamentações baseadas no pensamento de Karl Marx. Na microfísica do poder, no texto em que Foucault escreve sobre as prisões, quando lhe é perguntado sobre se ele retoma o pensamento de Marx, ele responde, que sim, que constantemente se refera a Marx, que é impossível pensar a sociedade capitalista sem Marx. Assim, sobre Marx, afirma Foucault em Microfísica do Poder: É impossível fazer história atualmente sem utilizar uma sequência infindável de conceitos ligados direta ou indiretamente ao pensamento de Marx e sem se colocar num horizonte descrito e definido por Marx (1979, p. 142). Contudo, na sociedade capitalista, se nos apresenta Foucault o “Poder” com P em maiúsculo, aquele regido nas instituições, mas, por outro lado, têm-se, a liberdade como possibilidade das relações de poder e de enfrentamento a esse Poder. Neste sentido, com objetivo de promover uma reflexão sobre a liberdade ou, melhor, sobre o indivíduo como protagonista da sua própria história, remontaremos a temas foucaultianos como: lutas, estratégias, resistências. Tais temas não somente contribuem para o enfrentamento ao Poder como operam como dispositivos entranhados em todos os espaços da vida social na sociedade capitalista que possibilitam esse processo de protagonismo do sujeito. O sujeito só pode se constituir na medida em que, em meio à sua condição histórica e social, possa vir a criar mecanismos de luta pela sua existência uma vez que não há como o indivíduo realizar seus processos de subjetivação sem, antes de tudo, ser o protagonista da sua própria história.

[1] Possui Doutorado em Filosofia Prática do Programa Interinstitucional da UFPB - UFRN - UFPE, com Estágio Doutoral na Université Catholique de Louvain (UCL - LLN) e Mestrado Acadêmico em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (2000). Atualmente é professora Adjunta II da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia, atuando principalmente nos seguintes temas: educação, ética, política e, mais especificamente, com o pensamento de Platão e Michel Foucault.

19h00 - Me. Liniker Xavier, Prof. Dr. Gilbraz de Souza Aragão, Prof. Dr. Telmir de Souza Soares Religião e Cidadania: Caminhos emancipatórios para uma justiça social Mesa-redonda
Religião e Cidadania: Caminhos emancipatórios para uma justiça social
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Religião e Cidadania: Caminhos emancipatórios para uma justiça social

Me. Liniker Xavier [1] (UNICAP)

Dr. Gilbraz Aragão [2] (UNICAP)

Dr. Telmir De Souza [3] (UERN)

Apresentador/Mediador | Me. Augusto Lívio Nogueira de Morais (FCRN)

[1] Doutorando em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). Mestre em Teologia pela Unicap (2018). Possui graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Faculdade Joaquim Nabuco (2013) e cursa um MBA Executivo com Ênfase em Marketing e Mídias Digitais na Fundação Getúlio Vargas. É membro pesquisador em dois grupos de pesquisas, ambos da Universidade Católica de Pernambuco: Cristianismo e Interpretações, e Estudos Transdisciplinares em História Social. Atua na linha de pesquisa das Tradições e Experiências Religiosas, Cultura e Sociedade. Foi assessor de comunicação da OAB-PE e assessor parlamentar na Câmara Municipal do Recife (PE).

[2] Trabalha na Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP) desde 1991, sendo hoje Professor Titular e Pesquisador nos Programas de Pós-graduação em Ciências da Religião e em Teologia. É também Colaborador no Programa de Pós em Ciências das Religiões da UFPB. Doutor em Teologia, pela PUC-RJ (2004) e Mestre pela Pontifícia Faculdade de Teologia de São Paulo (1994), Graduado em Filosofia e Teologia. Colaborou com a administração da UNICAP, coordenando graduações por seis anos (o Bacharelado de Teologia e, depois, a Licenciatura EaD de Ciências da Religião), como também coordenando por cinco anos o seu Programa de Pós-graduação em Ciências da Religião. Contribuiu com o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (INEP/MEC), de 2010-18, e foi Membro Titular, de 2014-18, do Comitê Nacional de Respeito à Diversidade Religiosa do Ministério dos Direitos Humanos. Foi Vice-presidente, de 2010-16, e Presidente, de 2016-18, da ANPTECRE (Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Teologia e Ciências da Religião). Participou da Equipe de Assessoria da Comissão Episcopal de CEBs e Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de 2012-18. É Membro da Comissão para Ecumenismo e Diálogo da Arquidiocese de Olinda e Recife, a partir de 2011, e Assessor da Comissão Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB NE2, a partir de 2019. É Membro da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião do Brasil (SOTER), desde 1994, e participa da Assessoria ao Fórum Diálogos - Associação para Promoção da Diversidade Religiosa em Pernambuco, desde 2012. É Pesquisador na Área de Diálogo Inter-religioso do Observatório Nacional de Justiça Socioambiental dos Jesuítas, desde 2016, e da Clínica Interdisciplinar de Direitos Humanos e do Núcleo de Pesquisa em Arqueologia e História da UNICAP, desde 2020. É Coordenador do Grupo de Pesquisa interuniversitário sobre Espiritualidades, Pluralidade e Diálogo (CNPQ), desde 2009, e do Observatório Transdisciplinar das Religiões no Recife, a partir de 2005. Mantém pesquisa sobre teologia cristã e diálogo inter-religioso, transdisciplinaridade e estudos de religião.

[3] Doutor em Filosofia Prática pela Universidade Federal da Paraíba (2014), com Estágio Doutoral na Université Catholique de Louvain em Louvain-La-Neuve. Mestre em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (2003), Graduado em Filosofia pela Universidade Estadual do Ceará (1996) e Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico de Fortaleza - STF da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil. Atualmente é Professor Adjunto IV da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN, lotado no Departamento de Filosofia. Realiza pesquisa na área de Filosofia Política, com ênfase nos seguintes temas: Rousseau, Participação Política, Democracia, Contratualismo, ação coletiva, ação cidadã e Natureza.

Organizador

Teologia Católica do RN

Curso de Teologia da Faculdade Católica do RN