V Encontro do Círculo de Estudos Husserlianos - CEH

Husserl e as Ciências

Faça sua inscrição
De 27 a 29 de abril Todos os dias das 18h30 às 21h30

Sobre o Evento

V ENCONTRO DO CEH 2026

Informações importantes aos participantes:

As inscrições estão ENCERRADAS!

O evento que se incia hoje data em que relembramos o falecimento do Pai da Fenomenologia

Para assistir a transmissão do evento o participante deve acessar o Canal do CEH no YouTube no endereço abaixo:

https://www.youtube.com/@circulodeestudoshusserlianos

Por razões de segurança, apenas membros do CEH, ANPEPP, ANPOF, Convidados, conferencistas de eventos anteriores e membros do CEH, GEPFPF e terão acesso da sala do Google Meets desde e somente se utilizarem o e-mail institucional.

Os participantes ao realizarem a inscrição aceitam o direito de uso da imagem, visto que todas as conferências são gravadas e transmitidas pelo Canal do CEH no YouTube, para fins exclusivo de registro da memória dos eventos promovidos pelo CEH.

Informações sobre o CEH:

https://sites.google.com/site/circulodeestudoshusserlianos

dgp.cnpq.br/dgp/espelhogrupo/3903764495416843



Palestrantes

  • Nathalie Barbosa de La Cadena
  • Leonardo de Sousa Oliveira Tavares
  • João Marcelo Silva da Rocha
  • Isabela Carolina Carneiro de Oliveira
  • Mário Ariel González Porta
  • Eduardo Luís Cormanich

Programação

O horizonte hermenêutico da Crise de Husserl e os limites metodológicos da fenomenologia

Dr. Mario Ariel González Porta - PUC - SP

O objetivo de esta conferencia é apresentar o horizonte hermenêutico do diagnóstico a respeito da crise das ciências, no texto A Crise das Ciências Europeias e a Fenomenologia Transcendental (1936), de Edmund Husserl. Embora o fenômeno da crise da filosofia seja comumente tratado de forma
homogênea entre os períodos de 1840 e 1930, a distinção e a peculiaridade entre os momentos desse processo devem ser investigadas como duas crises distintas. A crise de 1930 é, assim, o resultado do fracasso de certas variantes do projeto iniciado por volta de 1870, marcado pela convergência entre a crise interna das ciências positivas e a ascensão da filosofia da vida. A peculiaridade da crise de 1930 é diagnosticada por Husserl: o naturalismo reducionista da posição positivista da ciência é a causa raiz da crise cultural europeia, cuja saída encontra-se na fenomenologia transcendental como restauração
do ideal clássico de filosofia como ciência universal. O texto Crise, contudo, responde apenas parcialmente ao problema que ele mesmo levanta e deixa, no curso de seu desenvolvimento, questionamentos acerca dos limites metodológicos da própria fenomenologia.

Às18h30 - Sala Google Meets/Canal YouTube do CEH

Momentos da empatia

Dra. Nathalie Barbosa de La Cadena - UFJF

Montentos da Empatia

Tendo como base o artigo publiado em que a autora analisa o ato de consciência empatia, como proposto por Husserl, em Ideias II. Aplicando a redução fenomenológica de Husserl, evidenciam-se três momentos que constituem a empatia: primeiro, reconhecer o outro Ego; segundo, abrir-se para o outro Ego; terceiro, sentir com o outro Ego. Investigam-se essas universalidades eidéticas [Wesenallgemeinheiten] dentro dos limites da intuição pura (HUA III, 146). Reconhecer o outro Ego é um ato involuntário que acontece na consciência, quando se está diante de um ser humano. Abrir-se para o outro Ego é um ato espiritual derivado da liberdade. Pode-se decidir abrir-se ou não. Se não, a empatia é interrompida, não completa, e se pode reagir afetuosamente ou aflitivamente, ou se pode julgar precipitadamente e decidir deixar de fora ou agir. Se se abre para o outro Ego, pode-se reagir afetuosamente ou aflitivamente sem muita informação. Outra possibilidade é compreender, refletir, julgar, concordar ou discordar, e decidir distanciar-se ou agir de forma compassiva ou conflituosa. Nesse sentido, empatia não implica concordar ou agir compassivamente. Em suma, apresenta-se um mapa mental desse raciocínio e se conclui apontando a necessidade de desenvolver empatia e a importância de ter tempo para empatizar adequadamente.

Às18h30 - Sala Google Meets/Canal YouTube do CEH

A estrutura polissêmica da verdade na Sexta Investigação Lógica

Dr. João Marcelo Silva da Rocha  - IFBA

Mediação: Filósofo Roberty Vieira - Mestrando em Filosofia - UFPE - Membro do CEH

Apresente comunicação tem por objetivoanalisaros sentidos do conceito de verdadeà luz da estrutura intencional que os configura, conforme o exposto por Edmund Husserlna 6ª  Investigação Lógica. Como é amplamente reconhecido, a concepção tradicional da verdade a compreende nos termosde um acordo entre aquilo que se pensa (e se fala), que pode ser denominado de portador da verdade, e a própria coisa acerca da qual se pensa e se fala naquilo que ela efetivamente é, denominada de geradora da verdade.Assim, nessa relação, por um lado, verdadeiro será o pensamentoou juízo que concordarcom a coisa, que corresponderà coisa,ou que estiver devidamente adequadoa elae, por outro, a coisa em sentido amplo é assumida como a medida ou a condição da verdade de qualquer pensamentoou juízoqueenuncia algo sobre ela.Trata-se, pois, da concepção correspondencial da verdade, que encontra uma das suas mais famosas elaboraçõesno pensamento de Tomás deAquino, por meio da máxima veritas est adaequatio rei et intellectus. Husserl está entre aqueles que defendemo sentido correspondencial da verdadeem seu pensamento–recorrendo, inclusive, explicitamente à máxima tomista (cf. 6.IL, §37). Todavia, a incorporação da concepção correspondencial da verdade na fenomenologia husserlianapossuivariaçõesderivadas notadamente da caracterização intencional da consciência.Em sua abordagemda verdade, queé realizada especialmente no §39 do quinto capítulo da6ªInvestigação, Husserl apresenta quatro sentidos que descrevem fenomenologicamente sua compreensão dacorrespondência veritativa. É fundamentalmente à explicitação desses sentidos que essa comunicação se dedica. Para tanto, ela será divida em três partes. Inicialmente,abordaremosa caracterização husserliana da evidência a partir da ideia de adequação, por meio da qual a verdade despontará como correlato objetal da evidência (cf. 6.IL, §38). Em seguida, no momento central da comunicação, discutiremosdetidamente cada umadas quatroacepçõesfenomenológicas de “verdade”. Por fim,examinaremos aarticulação entre tais conceitos. Outrossim, ao longo do percurso expositivo,as especificidades da formulação husserliana com relação à compreensão tradicional da verdadeserão demarcadaseaspectos relacionados à dimensão ontológica da verdade na determinação dos sentidos da verdade inscritosna 6ª Investigaçãoserão destacados.
Às18h30 - Sala Google Meets/Canal YouTube CEH

Fenomenologia e os fundamentos da Psicologia a partir da leitura de Ideias III

Dr. Eduardo Luís Cormanich - UFRR

O presente projeto investiga a relação entre fenomenologia e psicologia a partir da obra Ideias III de Edmund Husserl, com o objetivo de analisar em que medida sua proposta filosófica pode ser interpretada como fundamento de uma psicologia teórica. Inserido no campo da filosofia da psicologia, o estudo parte da hipótese de que a fenomenologia husserliana, ao operar em nível eidético, não apenas critica a psicologia empírica, mas estabelece as condições de possibilidade para a constituição do campo psicológico enquanto ciência. A justificativa da pesquisa apoia-se na relevância teórica da obra de Husserl para a fundamentação das ciências humanas, bem como na lacuna existente no contexto acadêmico de língua portuguesa, onde Ideias III permanece pouco explorada, em parte devido à ausência de tradução integral. Além disso, o estudo contribui para a clarificação conceitual do objeto da psicologia, especialmente no que diz respeito à distinção entre fenômenos psíquicos e processos somáticos, oferecendo subsídios para uma abordagem mais rigorosa da ciência psicológica. A pesquisa possui natureza teórica, com abordagem qualitativa, baseada em análise bibliográfica e conceitual. O corpus principal será Ideias III, consultado em língua inglesa, complementado por textos correlatos de Husserl e por literatura secundária especializada. O método envolve análise hermenêutica do texto, reconstrução conceitual dos argumentos e articulação com interpretações contemporâneas da fenomenologia. Como resultados esperados, pretende-se contribuir para o aprofundamento dos estudos fenomenológicos no Brasil, ampliar o debate sobre os fundamentos da psicologia e produzir ao menos um artigo científico. De modo geral, o projeto busca oferecer uma interpretação sistemática e filosoficamente fundamentada da obra, evidenciando seu potencial para a compreensão teórica do campo psicológico.

Às20h30 - Sala Google Meets/Canal YouTube do CEH

Modalização e variação de possibilidade na fenomenologia de Edmund Husserl

Doutoranda Ms. Isabela Carolina Carneiro

Na atual comunicação será apresentada uma breve análise do conceito de modalização [Modalisierung] na fenomenologia transcendental de Edmund Husserl. Em princípio, almeja-se apresentar em linhas gerais: (i) a função da modalização nos conceitos de evidência [Evidenz], verdade [Wahrheit] e validade [Gültigkeit/Triftigkeit] a partir das Investigações Lógicas (Logische Untersuchungen) de Husserl. A partir disso, defende-se que as modalizações não devem ser compreendidas como determinações lógicas secundárias, mas como estruturas
originárias da experiência intencional. Por conseguinte, faz-se necessário situarmos as modalizações após a “virada transcendental", tendo em vista que, geneticamente, elas estão enraizadas na síntese passiva, na temporalidade, no interesse e motivação do ego. Por essa razão, será delineado o modo como a modalização surge na fenomenologia estática e se amplia na análise genética da constituição.

Às18h30 - Sala Google Meets/Canal YouTube do CEH

Cultura, saber e sobrevivência: Husserl e Ortega y Gasset

Dr. Leonardo de Sousa Oliveira Tavares - ECIT-PB

Mediação: Ana Paula Ramos Santos - Graduanda em Psicologia - UFMA/Membro do CEH e GEPFPF

Cultura, saber e sobrevivência: Husserl e Ortega y Gasset

 

Nas suas análises filosóficas, Edmund Husserl e José Ortega y Gasset atribuem um papel central ao conceito de cultura. No âmbito da fenomenologia transcendental, Husserl aprofunda a descrição do mundo da vida, enfatizando a gênese da cultura científica como um desdobramento das formas culturais analisadas nos chamados artigos da Kaizo. Para evitar equívocos, sobretudo a interpretação de Husserl como um pensador cientificista, é preciso esclarecer que a noção de ciência em questão não se restringe às ciências positivas nem ao conjunto de disciplinas acadêmicas. Trata-se, antes, de uma ciência do vivido, fundamento originário de toda teorização rigorosa. Por sua vez, Ortega y Gasset, a partir de sua perspectiva raciovitalista, compreende a cultura como resultado do esforço histórico e espiritual que sustenta a vida humana. Nesse sentido, a cultura aparece como um empreendimento vital: um conjunto de crenças, convicções, normas e técnicas que tornam possível a existência humana em sua concretude histórica. Diferentemente da ênfase husserliana no saber como instância de constituição de sentido, Ortega destaca a dimensão das crenças como solo pré-reflexivo da vida. Se, em Husserl, a cultura pode ser compreendida como o horizonte histórico de produção e sedimentação de saberes que orientam a experiência, em Ortega ela se configura como o fundamento vital da ação, anterior à tematização teórica. A partir dessa distinção, propomos uma aproximação entre ambos os autores, privilegiando seus diagnósticos da crise da civilização, tal como elaborados em A Crise das Ciências Europeias e a Fenomenologia Transcendental e em A Rebelião das Massas. Complementarmente, serão considerados aspectos relativos à historicidade e à tradição a partir de A Origem da Geometria e de O Homem e os Outros, bem como as concepções de vida do espírito presentes nos artigos husserlianos da Kaizo e em Ideias e Crenças.

 

Às20h15 - Sala Google Meet/Canal do CEH no YouTUbe

Carregando área de inscrição

Organizador

Circulo de Estudos Husserlianos - CEH

O Círculo de Estudos Husserlianos - CEH foi criado em 22 de agosto de 2019 e reúne pesquisadores interessados nos estudos dos fundamentos da Fenomenologia tal como foi elaborada por Edmund Husserl (1859-1938) seu fundador e mentor. Os membros que compõe este círculo residem em diferentes localidades e tem preferencialmente a docência em Psicologia e Filosofias como áreas centrais de suas atividades acadêmicas.

A principal intenção é reunir os membros para estudos, publicações e eventos (presenciais e on line) sobre os temas por ele discutidos, disseminando junto a sociedade e comunidade acadêmica o resultado das atividades realizadas.

Uma de suas principais características, além do estudo exclusivo das husserlianas é seu caráter multidisciplinar visto que os membros que o integram são oriundos de Ciências Sociais, Humanas e da Saúde, mantendo um diálogo profícuo e intersubjetivo para disseminação da fenomenologia husserliana.

O CEH mantém suas atualizações no site;
No instagram, no facebook e no no canal do CEH no sítio abaixo onde estão as conferências que foram gravadas de eventos anteriores:

https://youtube.com/@circulodeestudoshusserlianos?si=H50g5vm9BF8dVcfw