II Série de Webinars Educação Plurilíngue e Prática Docente

II Série de Webinars Educação Plurilíngue e Prática Docente

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De 6 outubro a 3 de novembro Todos os dias das 19h30 às 21h00

Sobre o Evento

O evento tem como objetivo proporcionar um espaço de discussão e reflexão sobre a formação e a prática docentes em contexto de educação plurilíngue. Promovido pelo Departamento de Educação (DEPED) e o Grupo de Pesquisa sobre Desenvolvimento Profissional Docente - Transmutare, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus Curitiba.

A II Série de Webinars Educação Plurilíngue e Prática Docente contará com a participação de especialistas nos temas que abordarão os contextos, as vivências e as práticas docentes referentes à Educação Plurilíngue. Serão quatro webinars que ocorrerão nos dias 06/10, 13/10, 27/10 e 03/11/2022, com início às 19:30.

A transmissão será realizada pelo Google Meet, em link a ser enviado, no dia de cada encontro, diretamente ao email de inscrição neste site.

Confira a programação completa e faça a sua inscrição gratuita! A inscrição no evento é válida para participação em todos os webinars.

Haverá certificação para os inscritos que participarem dos webinars com carga horária proporcional à participação do evento, emitida pela UTFPR e enviada por e-mail, após a finalização de todo o evento.

Palestrantes

  • Renata Condi
  • Henrique Rodrigues Leroy
  • Silvana Maria Mamaní
  • Laura Fortes
  • Delia Takua Yju Martines Rocha
  • Fernanda Deah Chichorro Baldin
  • Silvia Andreis Witkoski

Programação

19h30 - Renata Condi Metodologias para a Educação Bilíngue: contribuições de CLIL e de CBI Palestra
Local: Google Meet

Oportunizar o pensamento crítico, a busca por soluções, a construção do conhecimento e ampliar as formas de interagir com o mundo e com o outro são essenciais na formação de um indivíduo que use diferentes línguas de forma competente e respeitosa. Nossa conversa centra-se em propostas de trabalho que se inspiram na integração de conteúdos para o desenvolvimento de competências sociais e acadêmicas em um outro idioma.

19h30 - Henrique Rodrigues Leroy Formação docente ampliada em língua portuguesa adicional e materna: possíveis travessias nas perspectivas translíngues e decoloniais Mesa-redonda
Local: Google Meet

Como visibilizar as identidades e vozes dos sujeitos oprimidos e subalternizados neste mundo que, a todo momento, abre e fecha suas fronteiras? Formulada essa problemática, faz-se cada vez mais urgente a necessidade de escutarmos com o coração e com a mente, isto é, de uma forma corazonante, as vozes do Sul (SOUSA SANTOS, 2009), das terceiras margens, dos subalternizados, dos marginalizados, dos silenciados por epistemologias e ideologias homogeneizadoras com o objetivo de incluir os sujeitos que performam essas vozes, conscientizando-os do mundo opressor onde vivem para se libertarem e se transformarem em seres em constante estado de libertação, podendo assim, visibilizar suas identidades e as epistemes das margens (MIGNOLO apud MOITA LOPES, 2008). Esta fala objetiva a verificar, nas práticas discursivas translíngues (CANAGARAJAH, 2013; GARCÍA & WEI, 2014), inter/transculturais (SANTIAGO, AKKARI & MARQUES, 2013; GUILHERME & DIETZ, 2014; SOUZA, 2017) e decoloniais (MIGNOLO, 2013), como são (in)visibilizadas as identidades performativas (BUTLER, 1990, 1997; PINTO, 2007, 2013) dos educadores-professores-pesquisadores e dos educandos brasileiros e não brasileiros em interações na sala de aula de Língua Portuguesa Materna e Adicional. Tais práticas locais de linguagens poderão ser manifestadas por meio de diversas tarefas realizadas pelos educandos nas salas de aula, como apresentações orais sobre um tema específico e produção de textos escritos autorreflexivos sobre a aprendizagem por meio de Portfólios (LEROY, 2018, 2021a,b,c). Esta fala também está embasada na formação ampla e diversa dos professores de línguas, o que caracteriza a Educação Linguística Ampliada (CAVALCANTI, 2013) e na pesquisa de cunho etnográfico, voltando sua atenção para as práticas de linguagem situadas (LUCENA, 2015), partindo também dos pressupostos de desconstrução, descolonização e desobediência epistemológicas preconizadas pela Linguística Aplicada Transgressiva (PENNYCOOK, 2006).

19h30 - Silvana Maria Mamaní Elaboração de material didático para o ensino de Português Língua de Acolhimento: desafios e possibilidades para o(a) professor(a) em contextos de educação plurilíngue Mesa-redonda
Local: Google Meet

O presente trabalho objetiva discutir aspectos sobre a elaboração de material didático para o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc) para migrantes em contextos de educação plurilíngue, tendo em vista os desafios e possibilidades para a formação (continuada) de professores(as). Trata-se de um relato de experiência sobre o trabalho colaborativo do grupo de pesquisa IndisciPLAr: Português como Língua Adicional em uma perspectiva indisciplinar (UNICAMP-CNPq), que, dentre os resultados, decorreu na publicação da coleção Vamos Juntos(as)! Curso de Português como Língua de Acolhimento (BIZON; DINIZ e CAMARGO, 2020; DINIZ, BIZON e RUANO, 2021). No cenário contemporâneo das migrações de crise (CLOCHARD, 2007; BAENINGER e PERES, 2017), o ensino-aprendizagem do português deveria ser contemplado como um direito dos migrantes por meio de instrumentos legais em que essa ação possa ser responsabilidade do Estado e não apenas uma consequência das iniciativas da sociedade civil (LOPES e DINIZ, 2018). No entanto, o acolhimento de migrantes, especificamente no tocante ao ensino de PLAc, na maioria das vezes, é empreendido por meio de projetos educacionais propostos por agentes vinculados a instituições de ensino superior e/ou organizações da sociedade civil (LOPEZ, 2016; 2018). Partindo do pressuposto de que o ensino-aprendizagem de línguas adicionais é um ativo que pode auxiliar na autonomia e na participação democrática dos sujeitos deslocados (GROSSO, 2010; LOPEZ, 2016; 2018), a partir dos desafios e possibilidades nessa experiência, e com base nos objetivos evidenciados na proposta pedagógica da coleção, considerando a diversidade do público e as demandas na/pela língua, a presente proposta é orientada por uma perspectiva poscolonial (BIZON; DINIZ, 2019; CURSINO, 2021), e se espera mobilizar, dentre outras, discussões sobre o potencial da educação plurilingue (BLOMMAERT e BACKUS, 2013; BROCH, 2014, CUMMINS, 2019) no acolhimento em línguas ( (BIZON; CAMARGO, 2018; ANUNCIAÇÃO, 2018).

19h30 - Laura Fortes Discursos sobre educação plurilíngue: políticas para quem? Mesa-redonda
Local: Google Meet

A diversidade de línguas tem sido reiteradamente invisibilizada no Brasil, o que se atesta pelo campo escasso de documentações político-educacionais dedicadas à temática. Entretanto, em meados de 2020, foi publicizada a proposição das Diretrizes Curriculares Nacionais para a oferta de Educação Plurilíngue, no âmbito do Conselho Nacional de Educação. Apesar de ainda não homologada pelo MEC, a proposta pode ser compreendida como um instrumento de política linguística que vem definir modalidades de ensino “bilíngue” /“plurilíngue”, estabelecendo suas diretrizes curriculares. A partir de uma análise discursiva sobre problemáticas levantadas pelo acontecimento do documento, convidamos a um debate em torno de seus sentidos em (des)encontro, mobilizados por redes de memória de silenciamento do plurilinguismo. Para tanto, consideramos, por um lado, o processo colonial de institucionalização do português como língua nacional e, por outro lado, um monolinguismo do inglês como língua estrangeira que figura hegemonicamente na legislação curricular nacional vigente. A discussão buscará, assim, suscitar reflexões quanto às línguas, às culturas e, principalmente, aos sujeitos afetados, lançando a pergunta: políticas para quem?

19h30 - Delia Takua Yju Martines Rocha Lutas e fortalecimento da língua guarani em meio a burocracia governamental Mesa-redonda
Local: Google Meet

Ao longo dos anos, a comunidades indígenas da Aldeia Tekoha Ocoy vem lutando para conseguir que escola indígena seja diferenciada, que ensine e alfabetize as crianças de acordo com sua realidade, principalmente na sua língua materna Ava guarani. O papel dos professores indígenas é fundamental na alfabetização dessas crianças, por conhecerem a realidade da comunidade, e por serem falantes de sua língua guarani, assim podem atender melhor os alunos e os pais das comunidades. Entretanto, o sistema o mero repetidor das outras escolas do jurua (escolas não indígenas) por que é obrigada a cumprir as normas governamentais.

19h30 - Fernanda Deah Chichorro Baldin Internacionalização, interculturalidade e afeto(s): o PFOL na UTFPR-CT Mesa-redonda
Local: Google Meet

Minha fala tem como objetivo situar ações do Programa Extensionista de Português para/com Falantes de Outras Línguas, do Campus Curitiba da UTFPR, articulando-as aos conceitos de internacionalização, interculturalidade e afeto(s). Proponho um olhar mestiço aplicado aos conceitos e uma internacionalização crítica e inclusiva. Perspectivas do sul mostram identidades por tanto tempo apagadas e que emergem com força constitutiva que confere potência a ações que não ignoram perspectivas coloniais, mas tratam de desestabilizá-las e reivindicar outros jogos de poder. Partindo do dialogismo do Círculo de Bakhtin como força motriz de nosso trabalho, seleciono algumas ações que desde 2013 vimos realizando e que ensejam visões descoloniais e descolonizadoras a partir da universidade, entendendo-a como um lugar de transformação.

19h30 - Silvia Andreis Witkoski A complexidade da inclusão de alunos surdos: relato de experiências. Mesa-redonda
Local: Google Meet

A complexidade da educação inclusiva para surdos no ensino regular precisa ser debatida a fim de que possa entender as adaptações curriculares, linguísticas, ambientais e comportamentais necessárias para se promover uma real inclusão. A compreensão das singularidades dos alunos surdos e dos processos de ensino aprendizagem desse alununado deverá ser promovido através de exemplos reais ocorridos com esse os mesmos.

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Webinar Formação Docente

Departamento de Educação da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Curitiba