VI ENNEABI - 2021 - EXPRESSÕES DE RESISTÊNCIA NAS LUTAS DECOLONIAIS

VI ENNEABI - 2021 - EXPRESSÕES DE RESISTÊNCIA NAS LUTAS DECOLONIAIS

ENCONTRO NACIONAL DOS NEABs, NEABIs e Grupos Correlatos da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica

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De 25 a 27 de outubro Todos os dias das 00h00 às 23h59
Evento online O link do evento ainda não foi informado

Sobre o Evento

O VI ENNEABI teve sua execução iniciamente prevista para 2020. Com a realidade atual de distânciamento social, o Encontro será realizado nesse ano de 2021 de forma totalmente remota.

Mesas, Apresentações e Grupos de Trabalho! E o mais importante, a possibilidade de construção e reflexão coletiva em torno dos Desafios da Educação Antirracista nas Instituições da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica

Palestrantes

  • Dagoberto José Fonseca
  • Tâmara Lúcia dos Santos Santana
  • Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva
  • Carolina Iara
  • Paulo Neves

Programação

19h00 Abertura e Boas Vindas Abertura
Local: Sala Virtual Principal

Abertura do VI ENNEABI e Apresentação das Ações do Dia 1

19h30 Grupo Afroxé Apresentação Artística
Grupo Afroxé
Local: Sala Virtual Principal

As expressões artísticas negras e afrobrasileiras constituem o legado do patrimônio cultural ao nosso país. A prática de celebrações culturais étnicas são fundamentais para a valorização promoção, salvaguarda e difusão destes patrimônios culturais.

20h00 - Dagoberto José Fonseca, Tâmara Lúcia dos Santos Santana Troca de saberes: balanços e perspectivas na atuação de NEABI´s, NEABs e grupos correlatos Mesa Temática
Local: Sala Virtual Principal

Mesa composta por:

Tâmara Lúcia dos Santos Santana (IFAL) e Dagoberto José Fonseca (UNESP)

Transmissão dia 25/10/2021

09h30 Abertura do dia Abertura
Local: Sala Virtual Principal

Abertura e Apresentação das Atividades do Dia

Canal do youtube

09h40 Batuque de Umbigada Guaiá de Capivari Apresentação Artística
Batuque de Umbigada Guaiá de Capivari
Local: Sala Virtual Principal

O Batuque de Umbigada, também denominado Tambu ou caiumba, é uma dança ritual de tradição bantu, trazida ao Brasil por populações negras escravizadas vindas de Angola e dos Congos. Com o significado de “encontro celebrativo ancestral”, a caiumba traz em si elementos que merecem destaque: a elaboração das canções, conhecidas por “modas”, a técnica de afinação dos instrumentos tradicionais e o próprio significado da umbigada entre os corpos dançantes são matizes culturais simbólicas que remontam à ancestralidade, à fertilidade, ao culto às tradições e à luta contra o preconceito racial.

Atualmente, o Batuque de Umbigada ainda resiste principalmente nos municípios de Capivari, Piracicaba e Tietê, onde os batuqueiros se reúnem para fortalecimento, reexistência e continuidade da tradição. Assim, mesmo sendo uma manifestação afro pouco valorizada e por vezes silenciada ao longo do tempo, as vozes dos batuqueiros ainda ecoam e as apresentações do Batuque de Umbigada são momentos de enunciação em que os discursos produzidos reconstroem continuamente nuances históricas, artísticas e simbólicas, constituindo-se como “ambientes de memória”, em que interagem elementos como letras, música e dança.

10h20 - Carolina Iara, Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva Lutas políticas e proposição de ações afirmativas Mesa Temática
Local: Sala Virtual Principal

Mesa Composta por:

Mediação: Caroline Jango


Carolina Iara (Covereadora Bancada Feminista PSOL) e Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva (UFSCAR)

Transmissão online

12h00 Encerramento Encerramento
Local: Sala Virtual Principal

Encerramento e Encaminhamento para os Grupos de Trabalho - Período da Tarde

09h30 Abertura das Ações do Dia Abertura
Local: Sala Virtual Principal

Encaminhamento das ações do 3° Dia

09h40 Baque Mulher Apresentação Artística
Baque Mulher
Local: Sala Virtual Principal

O Baque Mulher é um Movimento de Empoderamento Feminino formado por mulheres e sediado na cidade de Recife/PE. Foi idealizado e fundado por Mestra Joana Cavalcante em 2008, como um grupo de Maracatu. Mas devido à sua ampla atuação, principalmente no combate à violência contra as mulheres, tornou-se um Movimento Social. Mestra Joana Cavalcante é a primeira Mestra de uma Nação de Maracatu de Baque Virado, a Nação do Maracatu Encanto do Pina. As linguagens tradicionais utilizadas no Baque Mulher, desde sua fundação, são as mesmas da Nação do Maracatu Encanto do Pina, devido às relações históricas e culturais comuns às duas manifestações. Além da liderança, o Maracatu Encanto do Pina compartilha com o Maracatu Baque Mulher, as mesmas aspirações ideológicas: a defesa do empoderamento feminino; o acolhimento às crianças e adolescentes; a atuação
comunitária; a solidariedade entre as mulheres e o combate à todas as opressões.

10h20 - Paulo Neves Refletindo sobre as ações afirmativas: bancas de identificação fenotípica nas universidades e institutos Mesa Temática
Local: Sala Virtual Principal

Mesa com:

Prof. Dr. Paulo Neves (UFABC)

Transmissão online

11h30 Plenária de Encerramento Reunião
Local: Sala Virtual Principal

Apontamentos e Encaminhamentos Finais

14h30 Grupo de Trabalho 1 - Racismo, território e ancestralidade  Debate
Local: Sala Virtual Principal

GT 1: Racismo, território e ancestralidade

Espaço para discussão sobre territorialidade, pertencimento e sobre as lutas pela existência física, cultural e simbólica dos povos originários, quilombolas e populações negras, urbanas e do campo, visando a construção de estratégias de enfrentamento, resistência e defesa do direito à vida, à terra e ao território.

Transmissão online

14h30 Grupo de Trabalho 2 - Educação Antirracista Debate
Local: Sala Virtual Principal

Este Grupo de Trabalho tem o intuito de se configurar como um espaço de troca e reflexões acerca das estratégias, caminhos e desafios que tem se colocado aos NEABs, NEABIs e grupos correlatos no sentido de implementação das Leis 10.639/03 e 11.645/08. Buscar-se-á pautar a discussão na identificação, exposição e discussão de práticas educacionais antirracistas.

Transmissão online

14h30 Grupo de Trabalho 3 - Interseccionalidade: raça, classe, gênero e pessoas com deficiências Debate
Local: Sala Virtual Principal

GT 3: Interseccionalidade: raça, classe, gênero e pessoas com deficiências

Consiste em um momento/espaço de reflexão e troca de ideias sobre o racismo na sua inter-relação com outras formas de violência e opressão, como o sexismo, o elitismo classista, a homotransfobia, o capacitismo e o colonialismo.

Transmissão online

14h30 Grupo de Trabalho 4 - Políticas de ações afirmativas: balanço e perspetivas sobre as cotas raciais Debate
Local: Sala Virtual Principal

GT:4: Políticas de ações afirmativas: balanço e perspetivas sobre as cotas raciais

Mediador:

Descrição: Consiste em um momento de reflexão sobre as políticas de ações afirmativas no âmbito das instituições de ensino, com olhar dedicado para a Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica. Avaliações, desafios e perspectivas futuras.

Transmissão online

14h30 Grupo de Trabalho 5 - Impactos da pandemia de COVID-19 para as populações negra e indígena Debate
Local: Sala Virtual Principal

GT 5: Impactos da pandemia de COVID-19 para as populações negra e indígena

A derrubada de um veto que proteja as populações negras, indígenas e quilombolas e outros condenadas desta terra brasílis emerge a preocupação que nos é acompanha por toda nossa história recente desde a chegada do povo preto no Brasil. Quando setenta e cinco por cento das vacinas anticovid, produzidas pelo mundo, foram usadas pelos países ricos, e os países pobres recebem cerca de 0,5%, demonstra também a estúpida divisão não igualitária em nosso planeta. Neste sentido percebe-se que os impactos da pandemia são extremamente mais cruéis com as populações indígenas, quilombolas e demais segmentos pobres que cujo o único legado do Brasil é o abandono e a necropolítica como forma de exclusão social.

Transmissão do dia 26/10/2021 (tarde)

14h30 Grupo de Trabalho 6 - Coletivos Estudantis Debate
Local: Sala Virtual Principal

Espaço destinado para trocas entre estudantes em torno das potencialidades e dos desafios de mobilização nas instituições.

Transmissão do dia 26/10/2021 (tarde)

16h00 OZ Guarani Apresentação Artística
OZ Guarani
Local:

Fundado em 2014 o grupo de RAP indígena OZ GUARANI é formado por jovens guerreiros Guarani M'byá residentes da Terra Indígena Jaraguá em São Paulo, que interpretam canções de resistência e de fortalecimento da luta indígena por seus direitos, através do RAP e HIP HOP, idealizando um projeto de reflexão e cultura, conhecimento e resistência pela da música.

Os xondaro kuery, palavra que significa guerreiros na língua Guarani, que formam o OZ GUARANI trazem nas rimas a representação da luta em ritmo e poesia, tomam para si a missão de divulgar as necessidades do seu povo, relatam os problemas diários sofridos na comunidade além de narrar o histórico conflito pela demarcação das terras e a resistência indígena.

Em 2017 uma equipe se reuniu em uma ação colaborativa de produtores musicais, para aprimorar o trabalho do grupo. Cada produtor criou novas bases e cedeu sua criação ao grupo. Essa iniciativa se deu a fim de iniciar um projeto de gravar um CD sem usar as batidas que são disponibilizadas na internet. Foi então que talentosos e conhecidos profissionais foram convidados para essa ação: DJ Tudo criou as batidas da canção Pemomba Eme e consecutivamente, DJ Jeff Bass da canção Guerreiro, Thiago Pinheiro da canção Conflitos do Passado, Malak Beatz da canção Contra PEC, Ismael Lima da canção O Índio É Forte e Gaspar Z'África Brasil a canção Xondaro Ruvixá.

As faixas das músicas retratam a política brasileira anti-indigenista, como por exemplo na música CONTRA A PEC, que atenta à PEC 215 (Proposta de Emenda à Constituição) que muda a Constituição e determina que a demarcação de terras indígenas passará a ser feita por lei de iniciativa do Executivo, e não mais por decreto, como acontece hoje:

"… salve salve xondaro mc jamais vou esquecer da minha raiz, da minha cultura…

… olhar pra nós jamais, nós só queremos paz, um pedacinho de terra pra nós tá bom demais é por isso que o Brasil pra nós nunca existiu, Pedro Álvares Cabral nada descobriu, Pedro Álvares Cabral nada descobriu…"

A faixa CONFLITOS DO PASSADO também chama atenção a luta indígena:

"… há mais de 500 anos o índio vem sofrendo com desrespeito e muito preconceito, lutamos por direitos…

…queremos a Terra pra sobreviver, a cultura e o costume queremos só manter…"

A musicalidade do grupo é uma imersão na cultura Guarani sonorizada e entrelaçada entre os idiomas do português e a língua nativa Guarani. As bases permeiam as batidas do contemporâneo HIP HOP ao primitivo e tradicional M'borai (música sagrada Guarani), numa manifestação musical popular.

A atual formação do grupo é:

Xondaro MC [Jefersom]
Mano Glowers [Mirindju]

Grandes jovens guerreiros e jovens guerreiras já participaram do grupo, Vlad MC, que hoje reside em outra aldeia, participou da primeira formação desde o surgimento do grupo participando na criação de algumas das faixas, e, em 2016 e 2017, a xondária Gizeli Vital contemplou o grupo com sua linda voz, porém também se afastou após mudar moradia para outro estado.

Todas as canções são de autoria própria.

Aguyjevete pra quem luta!!

Organizador

Huyra Estevao