VII Congresso Nacional da Abecs

Faça sua inscrição
De 10 a 13 de novembro Todos os dias das 09h00 às 22h00

Sobre o Evento

O VII Congresso Nacional da Associação Brasileira de Ensino de Ciências Sociais (Conabecs) tem como finalidade apoiar a produção e a divulgação de conhecimentos sobre o ensino de Ciências Sociais, contribuindo para a qualificação docente, para o maior estreitamento entre ensino e pesquisa, e fortalecimento da cooperação entre a Educação Básica e a Educação Superior. O evento reunirá professores da rede pública, docentes universitários, estudantes de Ensino Médio, licenciandos, pós-graduandos e demais profissionais da educação.

Com o tema “Ensino de Ciências Sociais, mídias digitais e conservadorismos: desafios do tempo presente”, o Congresso discutirá os impactos do conservadorismo no cotidiano escolar, os desafios interseccionais para a implementação das Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008 e os usos das mídias digitais na transmissão de conhecimentos das ciências sociais em sala de aula e fora dela. Pretende, assim, promover um espaço de diálogo e respeito à pluralidade, estimulando práticas educativas democráticas diante dos desafios culturais e tecnológicos que afetam a escola, o trabalho docente e os espaços públicos, especialmente às redes sociais.

De caráter nacional e de médio porte, o evento tem reunido cerca de 400 participantes, público esperado para esta edição. Sua programação foi estruturada a partir de chamada pública para proposições de Grupos de Trabalho (GTs), valorizando a diversidade racial, de gênero, regional e profissional. A agenda contemplará conferências, mesas-redondas, rodas de conversa, oficinas pedagógicas, visitas técnicas, lançamentos de livros e premiações de boas práticas docentes. O congresso contará ainda com a participação de palestrantes e membros de comitês científicos de todas as regiões do Brasil e do exterior, em sua maioria doutores e docentes atuantes na Educação Básica, Educação Profissional e Tecnológica, Licenciaturas e na pós-graduação.

Dessa forma, o VII Conabecs pretende fortalecer o ensino de Sociologia nas redes de ensino escolares, contribuir para a formação inicial e continuada de professores e ampliar a cooperação entre instituições e sistemas educacionais. Em síntese, será um espaço privilegiado para consolidar uma rede de formação continuada comprometida com a qualidade, a diversidade e a democracia na educação brasileira.

Comissão Organizadora:

  • Marcelo Cigales (UnB) - Coodenador Geral
  • Amurabi Pereira Oliveira (UFSC)
  • Bruno Borges (SEE-DF)
  • Cristiano Bodart (UFAL)
  • Diego Sodre (IFB)
  • Elias Gomes (UFMG)
  • Erlando Rêses (UnB)
  • Haydée Glória Caruso (UnB)
  • Jaqueline Pereira de Oliveira (UFG)
  • Josefa Alexandrina (ABECS)
  • Luciney Araújo Leitão (CA-UFAC)
  • Mariana Toledo (IFG)
  • Marili Peres Junqueira (UFU)
  • Rafaela Reis (UFJF)
  • Sayonara Leal (UnB)
  • Soraya Fleischer (UnB)
  • Tatiane Rocha Vieira (SEE-DF)
  • Thiago Esteves (CEFET-RJ)
  • Welitânia Maranhão (UnB)

Comitê Científico Nacional

  • Ana Paula Corti (IFSP)
  • Alexandre Barbosa Fraga (UERJ)
  • Andreia dos Santos (PUC-Minas)
  • Antonio Alberto Brunetta (UFSC/CNE)
  • Bernardo Caprara (UFRGS)
  • César Alessandro Sagrillo Figueiredo (UFNT)
  • Daniel Gustavo Mocelin (UFRGS)
  • Fabiano Brito dos Santos (IFBA)
  • Fernanda Menezes Alcantara (UFJF/GV)
  • Gekbede Dantas Targino (IFPB)
  • Joaze Bernardino Costa (UnB)
  • Liliane Costa de Oliveira (Seduc-AM)
  • Luis Fernando Santos Côrrea da Silva (UFFS)
  • Luis Flávio Reis Godinho (UFRB)
  • Manoel Moreira de Sousa Neto (UVA)
  • Marcelo da Silva Araújo (IFPB)
  • Mario Bispo dos Santos
  • Selton Evaristo de Almeida Chagas (IFMT)
  • Rarielle Rodrigues Lima (UFMA)
  • Rogéria da Silva Martins (UFJF)
  • Thiago Ingrassia Pereira (UFFS)
  • Wivian Weller (UnB)


Programação

12h00 Credenciamento Credenciamento
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Credenciamento

13h30 Apresentação cultural Apresentação Artística
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Apresentação cultural

13h30 Cerimônia Abertura Abertura
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Cerimônia Abertura

15h30 Intervalo Intervalo
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Intervalo

16h00 Conferência de Abertura: O que o ensino das Ciências Sociais tem a aprender com a educação indígena Conferência
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A conferência “O que o ensino das Ciências Sociais tem a aprender com a educação indígena”, ministrada pelo professor Gersem Baniwa (PPAS/UnB) e mediada por Welitânia Oliveira (UnB), propõe um diálogo entre os saberes acadêmicos e as epistemologias indígenas. Partindo de sua trajetória como intelectual e liderança do povo Baniwa, o palestrante discute como a educação indígena, fundamentada na coletividade, na reciprocidade e na relação com o território, oferece lições éticas e pedagógicas para o ensino das Ciências Sociais. A palestra ressalta que a verdadeira interculturalidade exige reconhecer a pluralidade de modos de conhecer e viver, descolonizando currículos e práticas docentes.

Em sintonia com as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, Gersem Baniwa enfatiza que incluir conteúdos afro-brasileiros e indígenas na educação básica é um compromisso formativo que transforma a própria produção de conhecimento nas Ciências Sociais. Para os estudantes de pós-graduação, a conferência representa uma oportunidade de repensar a pesquisa e a docência a partir de perspectivas decoloniais e pluriepistêmicas, fortalecendo o papel da universidade na promoção da diversidade e da justiça social.

Gersem José dos Santos Luciano (Gersem Baniwa) é professor da UnB, doutor em Antropologia Social, ex-Coordenador-Geral de Educação Escolar Indígena do MEC e autor de obras de referência como Educação Escolar Indígena no Século XXI. Sua participação no VII CONABECS reafirma o compromisso do congresso com a formação docente crítica, inclusiva e intercultural.

Palestrante: Gersem Baniwa (UnB). Mediação: Welitânia Maranhão (UnB).


18h00 Mesa de Abertura: Novos conservadorismos e o ensino de Ciências Sociais Mesa-redonda
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A Mesa Redonda de Abertura “Novos conservadorismos e o ensino de Ciências Sociais” propõe uma reflexão crítica sobre os impactos do avanço conservador no ambiente educacional brasileiro, com ênfase nas implicações para o ensino de Sociologia e para a formação docente. Em um cenário marcado por disputas morais, tentativas de censura, disseminação de desinformação e questionamentos à autonomia pedagógica, a mesa busca analisar como tais processos incidem sobre o cotidiano escolar, os currículos, as práticas docentes e a liberdade de cátedra. Ao reunir pesquisas empíricas e análises ancoradas na experiência da escola pública, a atividade pretende contribuir para o debate sobre estratégias de resistência e para a reafirmação do papel das Ciências Sociais na defesa da democracia, dos direitos humanos e da pluralidade no espaço escolar.

Expositoras(es): Débora Messenberg (PPGSOL/UnB) e João Paulo Cabrera (PPGE/USP).

Mediação: Chirley Mikeline Torres (PPGSOL/SEE-DF).

09h00 GT01: História do Ensino de Ciências Sociais Apresentação de Trabalhos
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

O Grupo de Trabalho (GT) “História do Ensino das Ciências Sociais” tem se afirmado como um espaço de debate e de socialização entre pesquisadores(as) voltadas(as) à compreensão da história do ensino das Ciências Sociais em diferentes níveis e modalidades educacionais. As discussões visam abranger temas como: a análise de processos históricos de inclusão e exclusão da Sociologia em distintos contextos curriculares; as relações históricas entre o ensino das Ciências Sociais e as instituições escolares e universitárias; a atuação de agentes sociais relevantes na consolidação desse ensino e na produção de materiais pedagógicos; a história dos currículos e das concepções didáticas das Ciências Sociais; a produção, circulação e recepção de revistas, livros e manuais voltados ao ensino das Ciências Sociais; história da formação de professores de Sociologia e a formação do próprio campo de pesquisa sobre a história do ensino das Ciências Sociais. Além disso, o GT acolhe reflexões de caráter metodológico que contribuam para o avanço dos estudos nessa especialidade.

Coordenadores:

  • Roberta dos Reis Neuhold (IFRS)
  • Cristiano das Neves Bodart (PPGS/RENOEN/UFAL)
  • Erlando da Silva Rêses (PPGE/UnB)
  • Ana Martina Baron Engerroff (UDESC)
  • Welkson Pires (PPGS/UFAL)
09h00 GT02: Antropologia e Ensino de Ciências Sociais Apresentação de Trabalhos
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Este Grupo de Discussão se ancora na trajetória do Grupo de Pesquisa em Antropologia na Educação Básica (GPAEB) — responsável por GTs/GDs em edições da ABECS, ABA/RBA e RAM, além da coletânea Antropologia na Educação Básica (vols. 1–4) — para consolidar um espaço aberto e colaborativo de debate e produção acadêmica. O GD acolhe estudantes, docentes e pesquisadores(as) interessados(as) em pensar e compartilhar práticas de ensino de Antropologia na educação básica, incluindo experiências com etnografia em sala de aula, sequências didáticas, recursos e materiais didáticos (impresso e digital), avaliação da aprendizagem e ações de extensão. Propõe, ainda, discutir propostas curriculares à luz das interseccionalidades (raça, gênero, sexualidade, classe, território, povos e comunidades tradicionais, deficiência), fortalecendo o diálogo com ERER, educação indígena e a BNCC, quando pertinente. Serão bem-vindos trabalhos com dados empíricos e referenciais teóricos que analisem políticas, livros didáticos, práticas pedagógicas e processos formativos, evidenciando resultados, desafios e inovações do campo. O objetivo é articular ensino, pesquisa e extensão para qualificar o lugar da Antropologia na escola e ampliar a rede de quem ensina, aprende e produz conhecimento antropológico no cotidiano escolar.

Coordenadores:

  • Breno Rodrigo de Oliveira Alencar (IFPA)
  • Gekbede Dantas Targino (IFPB)
  • Marcelo da Silva Araújo (IFPB)
  • Andréa Lúcia da Silva de Paiva (UFF)
  • Tatiana Bukowitz (Colégio Pedro II)
09h00 GT03: Metodologia do ensino de Ciências Sociais Apresentação de Trabalhos
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

O presente Grupo de Discussão (GD) propõe um debate sobre os princípios epistemológicos, metodológicos e didáticos presentes no ensino das Ciências Sociais tanto na Educação Básica quanto no ensino Superior, levando em consideração as dinâmicas sócio políticas que impactam a forma como esse conhecimento é produzido, reproduzido e transformado dentro das instituições de ensino e pesquisa. Partindo do princípio que as metodologias de ensino estabelecem uma relação entre a epistemologia própria das ciências com os fins sociais e pedagógicos do ensino, articulando o processo de construção do conhecimento com a atividade prática do mundo (Libâneo, 2006), acreditamos ser de suma importância o debate acerca dos objetivos formativos e das práticas pedagógicas e como estes são atravessados por escolhas teóricas, políticas e socioculturais, que determinam o que e como ensinar. Nesse sentido, o GD busca agregar debates, relatos de experiências e pesquisas que envolvam: i. as concepções epistemológicas que norteiam as metodologias de ensino na educação básica; ii. os desafios que se impõem à transposição didática, pensando no que e em como ensinar Ciências Sociais, tanto na Educação Básica, quanto no Ensino Superior; iii. os recursos e materiais didáticos, considerando os desafios e possibilidades impostos pelo uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs); iv. a relação entre currículo e metodologias de ensino, com atenção ao impacto da Reforma do Ensino Médio (REM) sobre o modo como as Ciências Sociais vêm sendo ensinadas; v. o uso de Metodologias Ativas na Educação Básica e no Ensino Superior; vi. o papel da formação docente — inicial e continuada — na constituição das práticas metodológicas e de suas concepções pedagógicas e sociopolíticas. A expectativa do GD é reunir pesquisadores e professores do Ensino Superior e da Educação Básica, buscando articular pesquisas científicas, análises de caráter mais teóricas, bem como relatos de experiências e práticas pedagógicas. Desse modo, buscamos contribuir com o debate acerca das condições concretas do Ensino das Ciências Sociais no Brasil, problematizando a distância entre a produção acadêmica e as práticas do chão da escola. Considerando que a ABECS é uma associação científica com reconhecida relevância tanto em termos de militância política, quanto de produção acadêmica, o GD se alinha a essas perspectivas ao trazer a reflexão acerca das problemáticas que envolvem o desenvolvimento das metodologias de ensino das Ciências Sociais, desde a formação inicial do professor de Sociologia, até sua atuação no dia-a-dia da escola. Nesse sentido, busca, a partir dos debates propostos, fortalecer a rede de pesquisadores e professores que lutam em prol da defesa de um ensino qualificado e estruturado das Ciências Sociais no Brasil.

Coordenadores:

  • Fernanda Feijó (UFAL)
  • Henrique Fernandes Alves Neto (IFPR)
  • Radamés de Mesquita Rogério (UESPI)
  • Lígia Wilhelms Eras (IFSC)
09h00 GT04: Identidades profissionais, formação e práticas docentes no Ensino de Sociologia Apresentação de Trabalhos
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Esse GT tem como objetivo central apresentar e debater pesquisas iniciais, em andamento ou finalizadas, relacionadas à identidade profissional, formação inicial e continuada de professores de Sociologia/Ciências Sociais, como também as ações de autoformação coletiva. Os trabalhos acolhidos devem ter como perspectivas centrais: a constituição de identidades profissionais docentes de Sociologia/ Ciências Sociais; os diferentes saberes envolvidos na formação docente; as práticas e o papel dos distintos programas de ensino, pesquisa e extensão voltados para a formação de professores e os currículos dos cursos de formação docente em Sociologia/Ciências Sociais em diálogo com sua atuação nos espaços de educação formal e não formal. Nosso foco está em debater e refletir sobre a identidade e profissionalização docentes, as representações sociais da docência no ensino básico e superior, e a articulação entre universidade e escola. Serão bem-vindos trabalhos que abordem as experiências, potencialidades e desafios dos programas de formação e atuação docente, como o PIBID e a Residência Pedagógica. Esta abordagem se justifica pela crescente necessidade de aprofundar a reflexão sobre os processos que constituem a docência em Sociologia e Ciências Sociais no Brasil. Diante dos desafios contemporâneos da educação básica e superior, torna-se fundamental criar um espaço qualificado para o intercâmbio de pesquisas que investiguem a complexa articulação entre a formação acadêmica, a construção da identidade profissional e as práticas pedagógicas. A análise crítica dos programas de formação, dos currículos e da relação entre universidade e escola é essencial para o fortalecimento da área e o aprimoramento da atuação docente. O objetivo central deste GT é promover a apresentação e o debate qualificado de pesquisas, que podem estar em estágio inicial, em andamento ou finalizadas, que versem sobre a formação inicial e continuada e a identidade profissional de professores de Sociologia/Ciências Sociais. Buscamos, especificamente: a) Analisar a constituição das identidades profissionais e as representações so ciais da docência; b) Discutir os saberes, as práticas e os currículos que moldam a formação e a atuação profissional; c) Avaliar o papel e o impacto de políticas e programas de formação docente, como o PIBID e a Residência Pedagógica, na articulação entre universidade e escola. Serão acolhidos trabalhos que se enquadrem nas seguintes perspectivas centrais: a) Constituição de identidades docentes: pesquisas que explorem as trajetórias, os dilemas e os processos de construção da identidade profissional do professor de Sociologia/Ciências Sociais; b) Saberes e currículos na formação docente: análises sobre os diferentes saberes (disciplinares, pedagógicos, experienciais) mobilizados na formação e estudos críticos sobre os currículos dos cursos de licenciatura; c) Programas e práticas de formação: trabalhos que abordam as experiências, potencialidades e desafios de programas de ensino, pesquisa e extensão (como PIBID e Residência Pedagógica) e sua influência na prática docente.

Coordenadores:

  • Sara Esther Dias Zarucki Tabac (UNIFAL -MG)
  • Vinícius Carvalho Lima (IFRJ)
  • Gustavo Cravo de Azevedo (UFRJ)
  • Josefa Alexandrina da Silva (GEPUD/Unifesp)
  • Luciano Magnus de Araújo (UNIFAP)
09h00 GT05: Juventudes e Ensino de Ciências Sociais Apresentação de Trabalhos
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A proposta deste Grupo de Discussão visa envolver professores da rede de ensino brasileira que desenvolvam projetos de ensino, extensão, pesquisa e práticas pedagógicas, os quais serão acolhidos para apresentar resultados de trabalhos acadêmicos, relatos de experiências e práticas de gestão educacional que tematizem as juventudes em suas pluralidades, relacionadas ao ensino de Ciências Sociais na Educação Básica e na Educação Superior. Serão igualmente relevantes para este GD os debates sobre juventude e cultura, trabalho, cidadania, políticas públicas, escolarização, participação, educação política, movimentos sociais, mídia, tecnologias, campo/cidade, saúde/meio ambiente, esporte e lazer, sociabilidade, tecnologias da informação e comunicação, gerações, escolha profissional, projeto de vida, arte, economia, alimentação saudável e sustentável, assistência social, marcadores sociais da diferença (raça, gênero, sexualidade, classe, origem territorial, pessoas com deficiência, religião) e interseccionalidade.

Coordenação:

  • Elias Gomes (UFMG)
  • Geovânia da Silva Toscano (UFPB)
  • Adeilton Dias Alves (IFRN)
  • Maria de Assunção Lima de Paulo (UFCG)
  • Leandro Alves Ferreira (PROFSOCIO/SEE-MG)
12h00 Almoço Almoço
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Almoço

13h30 MR01: Os manuais de Sociologia como fontes de pesquisa na História do ensino das Ciências Sociais Mesa-redonda
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A mesa irá discutir a relevância dos manuais de Sociologia como fontes privilegiadas para a pesquisa sobre a história do ensino das Ciências Sociais. Compreendidos como mais do que simples instrumentos pedagógicos, os manuais serão analisados em seu papel na construção de saberes escolares, na definição de currículos e na difusão de tradições teóricas e perspectivas ideológicas. Serão tratadas questões metodológicas, como os desafios na análise dessas fontes, a importância de contextualizá-las historicamente e de compreender os agentes envolvidos em sua produção, circulação e uso, como autores(as), editoras, políticas públicas e docentes. Serão apresentados estudos que visam evidenciar como esses materiais revelam disputas sobre os significados da Sociologia, expressam projetos de sociedade e permitem rastrear mudanças na forma

como conceitos sociológicos foram ensinados. A mesa também irá discutir os limites e potencialidades desses documentos, ressaltando a importância de articulá-los com outras fontes, como legislações, programas curriculares e registros escolares. Por fim, será destacado como os manuais poderão contribuir para compreender a história da disciplina e os debates atuais sobre o ensino e a institucionalização da Sociologia.

Expositores:

  • Ana Martina Baron Engerroff
  • Cristiano das Neves Bodart
  • Welkson Pires
  • Mediação: Erlando da Silva Rêses
13h30 MR02: Ensino e Aprendizagem da Antropologia na Educação Básica: memórias, inovações e pesquisa em rede Mesa-redonda
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A mesa-redonda examina o lugar da Antropologia no ensino de Ciências Sociais no Brasil articulando três eixos complementares: (i) tecnologias aplicadas ao ensino, (ii) experiências de iniciação científica na educação básica e profissional, e (iii) a história do ensino de Antropologia na educação brasileira. Serão apresentados dados empíricos e referenciais teóricos derivados de pesquisas e intervenções didático-pedagógicas vinculadas ao Grupo de Pesquisa em Antropologia na Educação Básica: sequências didáticas mediadas por recursos digitais (podcasts, audiovisual, plataformas e práticas etnográficas guiadas), projetos de iniciação científica com estudantes do ensino médio integrado (etnografia do cotidiano escolar, diário de campo, rubricas e avaliações formativas) e sistematizações históricas sobre a presença da Antropologia nos currículos, em livros e políticas (BNCC, PNLD, fóruns e eventos da área). As exposições priorizam resultados mensuráveis (indicadores de participação, aprendizagem e engajamento; análises de conteúdo; mapeamentos de experiências) e discutem desafios recorrentes: escassez e dispersão de materiais didáticos específicos, assimetrias regionais, transversalidade da Antropologia sob hegemonia da Sociologia, condições de trabalho docente e a necessidade de modelos de avaliação alinhados à investigação etnográfica. À luz de marcos da antropologia da educação, da interculturalidade e das interseccionalidades (raça, gênero, classe, território, povos e comunidades tradicionais, deficiência), a mesa propõe caminhos para consolidar repertórios e tecnologias educacionais apropriadas ao contexto da escola pública, fortalecer a formação docente, ampliar redes entre educação básica e superior e historicizar o campo, conectando memória, inovação e pesquisa colaborativa. Resultado esperado: oferecer um panorama sintético e propositivo do estado da arte, com protocolos replicáveis de ensino etnográfico, usos pedagógicos de mídias e diretrizes para sustentabilidade curricular da Antropologia na educação básica.


Expositoras:

  • Andréa Lúcia da Silva de Paiva (UFF)
  • Irene do Planalto Chemin Pimentel (UNICAMP)
  • Kirla Korina Anderson Ferreira (IFPA)

Mediação: Tatiana Bukowitz (Colégio Pedro II)

13h30 MR03: (Re)Pensando as metodologias de ensino das Ciências Sociais na educação básica Mesa-redonda
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A proposta da mesa-redonda é promover um debate crítico sobre as metodologias de ensino das Ciências Sociais voltadas para a Educação Básica, destacando seu vínculo com as metodologias de pesquisa próprias da área, com foco na articulação entre fundamentos epistemológicos, práticas pedagógicas e recursos didáticos, buscando a reflexão sobre o fomento à alfabetização científica dos estudantes. Partimos da compreensão de que o estranhamento e a desnaturalização, destacados nas Orientações Curriculares para o Ensino Médio (Brasil, 2006), constituem uma epistemologia ampla, que abarca a diversidade de conhecimento das Ciências Humanas, orientando a recusa às explicações imediatas e naturalizadas sobre fenômenos sociais. Nessa perspectiva, diferentes contribuições têm dialogado de modo a enriquecer o campo do Ensino de Sociologia. A noção de Imaginação Sociológica e de Artesania Intelectual, assim como a Sociologia do Cotidiano, evidenciam a importância de conectar a análise sociológica aos problemas vividos no dia a dia, evidenciando a relevância da disciplina. Nessa mesma direção, a proposta de percepção relacional dos fenômenos sociais , inspirada em Norbert Elias, amplia as possibilidades de abordagem ao insistir na compreensão processual e interdependente da realidade social. Ainda, perspectivas como a de “Aprender a Pensar Sociologicamente” podem ser incorporadas a esse conjunto, apontando para a necessidade do desenvolvimento de um olhar crítico, criativo e reflexivo sobre a sociedade. Tais princípios não devem ser vistos como excludentes, mas como dimensões dialógicas e complementares, que articulam epistemologia e metodologia tanto no ensino quanto na pesquisa. Essa articulação permite refletir sobre o Ensino de Ciências Sociais não apenas como transmissão de conteúdos, mas como prática investigativa, que aproxima os estudantes da lógica científica da disciplina e promove sua alfabetização científica. A mesa-redonda se organizará em quatro eixos interdependentes de discussão: 1. Epistemologias em diálogo: análise das principais formulações que fundamentam o ensino de Sociologia e como elas dialogam; 2. Metodologias e prática social: debate sobre como princípios epistemológicos e metodologias de pesquisa orientam as escolhas metodológicas no ensino, contribuindo para a formação crítica e científica, em consonância com Libâneo; 3. Domínio do objeto e recursos didáticos: debate sobre a mediação entre objetos de conhecimento, prática pedagógica e a utilização de instrumentos técnicos capazes de traduzir a complexidade da realidade social para o espaço escolar; 4. Tecnologias digitais e inovação pedagógica: problematização do uso das TDICs e outros recursos contemporâneos como mediadores entre epistemologia, prática de pesquisa e prática de ensino. Ao reunir essas perspectivas, a mesa visa estimular a reflexão sobre como construir metodologias de ensino que sejam epistemologicamente consistentes e pedagogicamente relevantes, contribuindo para uma prática docente que possa fortalecer o vínculo entre ensino, pesquisa e alfabetização científica no cotidiano escolar. Desse modo, a Mesa busca enriquecer o debate sobre metodologias de ensino em Ciências Sociais na Educação Básica, promovendo a articulação entre epistemologia, prática pedagógica e recursos didáticos, em diálogo com a pluralidade de propostas existentes no campo.

Expositores:

  • Henrique Fernandes Alves Neto (IFPR)
  • Lígia Wilhelms Eras (IFSC)
  • Radamés de Mesquita Rogério (UESPI)

Mediação: Fernanda Feijó (UFAL)

13h30 MR04: Identidades profissionais dos professores de Sociologia sob a perspectiva Mesa-redonda
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A proposta desta Mesa Redonda é discutir os desafios e práticas do ensino de Sociologia na educação básica no Brasil. Os apresentadores estarão fundamentando suas exposições nos dados da pesquisa “A construção das identidades docentes em Sociologia frente aos desafios pandêmicos e curriculares no Brasil” realizada com 185 professores de Sociologia de 101 municípios brasileiros. A mesa será organizada a partir de dois eixos principais: a) Desafios contemporâneos do ensino de Sociologia, destacando os impactos da Reforma do Ensino Médio, a desvalorização da disciplina e os obstáculos enfrentados pelos docentes, como a falta de infraestrutura, a ausência de formação pedagógica específica e as tentativas de censura a temas considerados polêmicos, bem como reconhecer a diversidade da atuação docente e as desigualdades enfrentadas em um país do tamanho e com os desafios do Brasil; b) Abordagens e estratégias docentes para a Sociologia escolar, com ênfase na forma como professores trabalham temas como gênero, sexualidade e relações étnico-raciais nas escolas, lidando com resistências conservadoras e criando práticas pedagógicas inovadoras para promover o pensamento crítico. Diante de um contexto de crescentes ataques às Ciências Humanas e da fragilização das políticas educacionais, esta mesa busca aprofundar a análise sobre as identidades docentes e as formas de resistência dos professores de Sociologia no Brasil, contribuindo para a reflexão sobre o futuro do ensino da disciplina na educação básica.

Expositores:

  • Vinícius Carvalho Lima (IFRJ)
  • Sara Esther Dias Zarucki Tabac (UNIFAL- MG)

Mediação: Gustavo Cravo de Azevedo (UFRJ).

13h30 Oficina Didático-Pedagógica: Quando as juventudes e a política se encontram Oficina
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A oficina propõe um mergulho nas relações entre juventudes, democracia e políticas públicas, articulando o ensino de Ciências Sociais à experiência concreta de visita técnica ao Congresso Nacional. Por meio do diálogo sobre representação e participação política, discutiremos como a Sociologia da Juventude contribui para compreender e reinventar as compreensões sobre as formas de engajamento das novas gerações.

Oficineiros: Elias Gomes (UFMG) e Geovânia da Silva Toscano (UFCG).

15h00 Intervalo e Lançamento de livros, Materiais Didáticos e Pedagógicos Intervalo
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Intervalo e Lançamento de livros, Materiais Didáticos e Pedagógicos

16h30 RC01: Metodologias e objetos nas pesquisas de história do ensino das Ciências Sociais Roda de Conversa
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A Roda de Conversa intitulada “Metodologias e objetos nas pesquisas de história do ensino das Ciências Sociais”, irá proporcionar um espaço colaborativo para a troca de experiências entre pesquisadoras(es) interessadas(os) na temática. O objetivo é estimular a reflexão coletiva sobre os caminhos metodológicos e a diversidade de objetos mobilizados nos estudos que investigam a história do ensino das Ciências Sociais em diferentes contextos. Durante a atividade, os(as) participantes terão a oportunidade de apresentar breves apontamentos sobre suas pesquisas, destacando desafios, escolhas teóricas e estratégias de análise adotadas. A dinâmica visa favorecer o diálogo horizontal, possibilitando a construção de redes de colaboração e o compartilhamento de referências e práticas de investigação. Ao final, serão sistematizadas as principais contribuições do grupo, oferecendo subsídios para o fortalecimento desse campo de estudos e para a ampliação do repertório metodológico dos(as) pesquisadores(as).

Coordenação: Roberta dos Reis Neuhold.

16h30 Oficina Didático Pedagógica: Racismo Imobiliário Oficina
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A disciplina de Sociologia, no contexto do ensino básico, demanda um processo de transposição didática sistemático e rigoroso. Tal necessidade decorre, em grande medida, de sua frágil inserção no imaginário coletivo da comunidade escolar, o que compromete sua legitimidade institucional. Soma-se a isso a instabilidade de sua presença nos currículos — marcada por sucessivas inclusões e exclusões quanto à obrigatoriedade —, circunstância que fragilizou as metodologias de ensino, a formação docente e a produção de materiais didáticos adequados. Nesse cenário, recursos pedagógicos inovadores, como os jogos didáticos, configuram-se como alternativas relevantes para potencializar a apropriação de conceitos, teorias e categorias fundamentais da Sociologia. Tais ferramentas exploram a ludicidade, a articulação entre competitividade e cooperação, a interação comunicativa entre pares, bem como valores, símbolos e práticas socioculturais e éticas, promovendo aprendizagens significativas por meio de experiências coletivas e participativas. É nesse horizonte que se insere a proposta da oficina, a qual se fundamenta na utilização do jogo “Racismo Imobiliário”, desenvolvido pelo ministrante em parceria com discentes do curso de Licenciatura em Ciências Sociais da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Inspirado no jogo comercial Banco Imobiliário, da empresa Estrela, o recurso foi reelaborado com o propósito central de problematizar o fenômeno do racismo estrutural em sua dimensão socioespacial. O jogo de referência baseia-se na lógica de acumulação de capital e de aquisição de propriedades, em que a vitória depende da falência dos demais jogadores. Na versão adaptada, “Racismo Imobiliário”, seis participantes são divididos aleatoriamente em dois grupos: três jogadores brancos e três negros. Ao longo da partida, são introduzidas condições de desigualdade estruturadas a partir de dados estatísticos (IBGE, IPEA), incluindo diferenciais salariais e restrições impostas por instituições no acesso à justiça, ao mercado de trabalho e às políticas sociais, entre outros aspectos. Dessa forma, o jogo busca estimular a reflexão crítica sobre o racismo estrutural, o racismo fundiário, o racismo institucional, bem como sobre as desigualdades sociais no espaço urbano e a importância da ação coletiva (movimentos sociais) — temáticas e conceitos centrais tanto para a formação cidadã quanto para o desenvolvimento curricular da disciplina de Sociologia.

Oficineiro: Radamés de Mesquita Rogério (UESPI).

16h30 Cine-Debate: Cinema, identidade e a prática docente no ensino de Sociologia Debate
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Esta oficina destina-se a professores de Sociologia em formação ou em atividade, interessados em articular o uso de recursos audiovisuais com uma reflexão sobre sua própria prática e identidade profissional. A proposta consiste em trabalhar com "imagens em movimento" como um meio para introduzir conceitos sociológicos no Ensino Médio e, ao mesmo tempo, como um espelho para os desafios e a constituição da identidade docente. Partindo da premissa de que a prática pedagógica é central na formação identitária, a oficina busca oferecer subsídios para que os professores utilizem filmes não apenas para despertar a "imaginação sociológica" nos alunos, mas também para refletir sobre suas próprias trajetórias socioprofissionais. Serão abordados os desafios curriculares recentes e como eles impactam o fazer docente e a autonomia da disciplina. A oficina propõe uma reflexão teórico-prática sobre a identidade profissional do professor de Sociologia a partir do uso de filmes em sala de aula. O objetivo é capacitar os participantes a utilizarem o cinema como um recurso didático potente para estimular o estranhamento e a desnaturalização nos estudantes, ao mesmo tempo em que se investiga como essa prática se relaciona com a constituição da identidade docente. A oficina será estruturada em etapas que combinam o debate sobre as trajetórias e desafios dos professores, a análise de trechos de filmes, uma parte técnico prática para a edição e uso dos materiais, e a elaboração de planos de aula que articulem os conteúdos sociológicos com os dilemas da profissão. Espera-se, com isso, contribuir para o aprimoramento da formação continuada, de acordo com as demandas e necessidades específicas da área. Como sabemos, o ensino de Sociologia no Brasil enfrenta desafios históricos, como a baixa carga horária e a dificuldade de garantir condições dignas de trabalho, que impactam diretamente a prática e a constituição da identidade profissional dos professores. Em um cenário de disputas curriculares, agravado pela Reforma do Ensino Médio e pela BNCC, torna-se fundamental propor um olhar para a prática para repensá-la. Nesse contexto, o uso de filmes surge como um recurso didático valioso, capaz de engajar os alunos e facilitar a compreensão de conceitos complexos. Contudo, esta oficina propõe ir além. Acreditamos que a escolha do filme, a forma de mediação e o debate em sala de aula são atos que refletem e constroem a identidade do professor. Ao investigar as práticas e desafios docentes, podemos conhecer os fatores que predominam na formação dos professores de Sociologia. Portanto, justifica-se esta oficina como um espaço de formação continuada que articula uma ferramenta pedagógica (o cinema) a uma reflexão necessária sobre quem são, o que fazem e quais os desafios dos professores de Sociologia hoje.

Expositores: Vinícius Carvalho Lima (IFRJ) e Luciano Magnus de Araújo (UNIFAP).


16h30 Visita Técnica: Jovens por dentro do Congresso Nacional: diálogo e visita técnica Visita técnica
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

A visita ao Congresso Nacional visa vivenciar por dentro o Parlamento brasileiro, sua estrutura de funcionamento, as possibilidades de programas como o Parlamento Jovem Brasileiro (PJB), e encontrar naquele lugar um lócus de parceria com as escolas para propiciar a formação das juventudes sobre os temas da política, poder, partidos, participação, democracia, cidadania, entre outros.

Coordenação:

  • Adeilton Dias Alves (IFRN)
  • Maria de Assunção Lima de Paulo (UFCG)
  • Leandro Alves Ferreira (PROFSOCIO/SEE-MG)
18h30 Conferência: Educação Básica e o Desafio do Espelho Invertido: antropologia, ensino e aprendizagens Conferência
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

Duas obras literárias, uma escrita por Jorge Luiz Borges e outra por José Saramago estabelecem um diálogo fecundo com um terceiro texto de autoria do antropólogo Maurice Godelier. Constitui-se assim, o triângulo que dá consistência à metáfora do espelho invertido para discutir as relações entre um “Eu” e um “Outro”, tradição do debate antropológico. Contudo, considera-se aqui, que o outro sou eu, um eu desconhecido que me (nos) habita e que desafia minhas/nossas práticas como antropólogo(s) e/ou como educador(res). Nesse embate pretende-se traçar um paralelo entre ensino e aprendizagens a partir de alguns princípios antropológicos e refletir como teoria e prática se apresentam no cotidiano das práticas educativas, nomeadamente no ensino básico, de modo a desafiar nossas imagens refletidas (ou não) no espelho.

Conferencista: Neusa M M Gusmão (UNICAMP).

09h00 GT06: Ludicidade no ensino de Ciências Sociais: reflexões teóricas e experiências metodológicas Apresentação de Trabalhos
Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

    Este grupo pretende reunir pesquisadores e professores interessados em refletir e compartilhar experiências de ensino, pesquisa e extensão envolvendo atividades lúdicas usadas em situações de recontextualização pedagógica. Tal proposição justifica-se pelo debate contemporâneo sobre práticas ludificadas e outros aspectos de ludificação do cotidiano, processo que ganhou força a partir da popularização dos jogos eletrônicos. Os jogos, eletrônicos ou analógicos, constituem, hoje, parte de um conjunto amplo de produtos culturais inseridos em um repertório pedagógico do qual fazem parte filmes, literatura de ficção, peças musicais, entre outros. Dado seu caráter de atividade não-coercitiva, “ato de submissão voluntária”, nos termos de Johan Huizinga, os jogos potencializam-se como metodologias ativas de ensino-aprendizado, estimulando o envolvimento pessoal de estudantes. Como formas narrativas abertas, os jogos permitem flexibilidade de ação e escolhas por parte dos envolvidos, ampliando possibilidades de reações a problemas propostos, gerando um ambiente de liberdade psicológica e de manifestação da criatividade e imaginação. Dentro dessa perspectiva, as olimpíadas escolares constituem uma das dimensões importantes da promoção da ludicidade e popularização da ciência. As Ciências Humanas têm poucas iniciativas dessa natureza. Algumas experiências regionais já aconteceram, entre elas a Olimpíada de Sociologia do Estado do Rio de Janeiro, promovida pela UFRJ e pela ABECS, com apoio de dezenas de instituições; o Fórum Maranhense de Sociologia; a Olimpíada de Ciências Humanas do Estado do Ceará; e, em 2026, a primeira edição da Olimpíada Brasileira de Sociologia. Comum em diversas disciplinas da Educação Básica, o uso de jogos de tabuleiro ainda é incipiente no ensino de Sociologia. Trata-se, entretanto, de um fenômeno em crescimento (ver a produção recente e crescente de produtos educacionais lúdicos desenvolvidos em programas de pós-graduação lato e stricto sensu). Assim, considerando a emergência do debate e, sobretudo, das práticas pedagógicas em torno desta evidência, este grupo pretende criar espaços reflexivos e formativos para a análise das múltiplas dimensões da ludicidade no ensino de Ciências Sociais. A partir dessas premissas, este grupo pretende abrigar reflexões que abranjam o campo de debates sobre as possibilidades de uso de recursos lúdicos para o ensino das Ciências Sociais, notadamente na Educação Básica. Tal recorte traz consigo inúmeras possibilidades. As experiências das Olimpíadas de Sociologia serão tomadas como referência fundamental, particularmente no que diz respeito ao uso de atividades lúdicas. De modo geral, serão bem-vindos trabalhos que reflitam sobre experiências concretas de uso de jogos de tabuleiro como metodologia ativas no ensino de Sociologia: experiências de sala de aula, oficinas, projetos, etc. Além disso, relatos de experiência de design de jogos voltados para o ensino de Ciências Sociais, quer sejam elaborados no âmbito de projetos acadêmicos, quer sejam aqueles produzidos no contexto da sala de aula, constituem contribuições preciosas ao debate. Análises sociológicas de jogos como produtos culturais também serão bem recebidos: entendidos como narrativas sobre a vida social, esses jogos encerram representações e compreensões da realidade. Finalmente, também serão aceitas reflexões teóricas sobre a relação entre ludicidade, educação e cultura.

    Coordenação:

    • Julia Polessa Maçaira (UFRJ)
    • André Luiz Videira de Figueiredo (UFRRJ)
    • Pedro Cassiano Farias de Oliveira (Colégio Pedro II)
    • Igor Henrique Santana Mafra (SEDUC-AM)
    09h00 GT07: Juventudes, emoções e o trabalho docente em Ciências Sociais Apresentação de Trabalhos
    Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

    O objetivo das atividades do Grupo de Discussão (GD) presencial é refletir sobre a relação de três categorias que atravessam a formação e a atuação docente em Ciências Sociais: trabalho, juventudes e emoções. Sendo assim, o foco do Grupo de Discussão (GD) presencial será no envio, apresentação e debate dos trabalhos submetidos ao evento que versam sobre as categorias acima ou trazem atravessamentos a respeito, visando promover trocas de ideias, experiências e resultados de pesquisa, ensino e extensão entre as/os participantes. A justificativa ocorre pela necessidade em problematizar as narrativas e experiências dos sujeitos envolvidos em seus papéis sociais de discente ou docente no contexto do ensino de Ciências Sociais, desde os espaços de formação inicial, até a atuação como professores de Sociologia ou Ciências Sociais em diferentes instituições de ensino. Visamos identificar as diversas problemáticas que colocam desafios emocionais, identitários, de empregabilidade e de saúde aos licenciandos e docentes, sobretudo no contexto do Novo Ensino Médio e do crescimento neoconservador no Brasil. Considerando as juventudes e as emoções como construções socioculturais, o grupo busca discutir a licenciatura e o trabalho docente em Ciências Sociais ao problematizar as narrativas presentes nas experiências, revelando um exercício constante de estranhamento e interpretação da vida social.

    Coordenação:

    • Raquel Brum Fernandes (UFF/UENF)
    • Julio Cezar Gaudêncio (UFAL)
    • Marcela Andrade Rufato (UNIFAL)
    • Yuri Pinto Ferreira (SEDUC-AM)
    • Geovana Tabachi Silva (UFF/UFES)
    09h00 GT08: O ensino de Sociologia e a diversidade regional no Brasil Apresentação de Trabalhos
    Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

    O ensino de Sociologia no Brasil se realiza em meio a profundas desigualdades regionais e a uma marcante diversidade cultural. Em diferentes territórios, experiências históricas, modos de vida, identidades coletivas e repertórios simbólicos produzem formas distintas de ensinar e aprender Sociologia na Educação Básica. Este Grupo de Discussão (GD) propõe um debate sobre como as especificidades regionais, de caráter cultural, social e educacional, relacionam-se com práticas pedagógicas, metodologias de ensino, conteúdos mobilizados e sentidos atribuídos à disciplina nas escolas. Reunindo docentes pesquisadores(as) de distintas regiões do país na sua coordenação, o objetivo do GD é dar visibilidade às múltiplas maneiras pelas quais o ensino de Sociologia vem se articulando com saberes locais, demandas sociais e contextos político-culturais variados, bem como conhecer, socializar e mobilizar a diversidade de perspectivas teóricas e epistemológicas que vêm orientando práticas de sociologia escolar. A proposta busca contribuir para a afirmação de uma perspectiva situada sobre o ensino e a aprendizagem de conhecimentos sociológicos, atenta tanto às desigualdades quanto às potências educativas presentes em diferentes contextos. Trata-se de reconhecer a diversidade regional como dimensão constitutiva, criativa e inventiva para o ensino de Sociologia. Nesse sentido, serão bem-vindos no GD trabalhos que versem sobre a formação docente, as estruturas curriculares, as práticas didático-pedagógicas, metodologias de ensino, avaliação e outras questões referentes ao ensino de Sociologia, considerando as diferenças e desigualdades que se relacionam com a diversidade regional.

    Coordenação:

    • Bernardo Mattes Caprara (UFRGS)
    • Lindaura Simone Andrade dos Santos (Seduc-SP)
    • Lucas Antunes Machado (UFBA)
    • Márcia Vanessa Malcher dos Santos (UFPA)
    • Maria Helena Costa Carvalho de Araújo Lima (UFCG/ProfSocio)
    09h00 GT09: Modalidades diferenciadas, projetos de vida e o Ensino das Ciências Sociais Apresentação de Trabalhos
    Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

    Este GT tem como propósito inventariar o fazer sociológico em diferentes configurações do Ensino Médio, reunindo trabalhos que apresentem experiências ou propostas de professores em diferentes contextos educativos. A intenção é dar visibilidade a essas trajetórias e construir um panorama nacional das práticas de ensino em Ciências Sociais, destacando as possibilidades de permanência dos conteúdos antropológicos, sociológicos e políticos nesse nível de ensino. A educação básica no Brasil abrange múltiplos contextos e modalidades, entre elas: Educação de Jovens e Adultos (EJA), educação profissional técnica, educação indígena, quilombola, em prisões, para pessoas em situação de itinerância e educação do campo. Além dessas, experiências de educação social e informal também configuram espaços significativos para a inserção das Ciências Sociais no processo formativo. Cada uma dessas modalidades exige abordagens pedagógicas próprias, capazes de considerar suas especificidades socioculturais. Nesse cenário, destaca-se ainda o componente Projeto de Vida, que abre espaço para a articulação de teorias e conceitos da Sociologia, Antropologia e Ciência Política, contribuindo para ampliar a presença das Ciências Sociais na formação escolar. À luz do documento das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica (DCNEB/2013), que reconhece formalmente a diversidade de modalidades de ensino (como educação indígena, quilombola, em situação de privação de liberdade, escolarização de migrantes internacionais, entre outras), tornou-se possível redimensionar os olhares sobre a prática docente em Sociologia. Estudos anteriores já evidenciam como esse quadro institucional favoreceu novas promoções curriculares no ensino da disciplina (MARTINS; FRAGA, 2008). Contudo, observa-se que na atual Base Nacional Comum Curricular (BNCC) esse caráter normativo da diversidade aparece de maneira atenuada, o que reforça a necessidade de sustentar as orientações previstas nas DCNEB/2013, consideradas mais abrangentes e consistentes para a atuação em contextos diferenciados. Tais modalidades de ensino convocam práticas educativas voltadas a grupos multiculturais, que demandam ações pedagógicas ancoradas em suas especificidades históricas, sociais e culturais. Partindo dessa preocupação, este GT se propõe a compreender como os aportes teóricos e conceituais das Ciências Sociais se expressam nas narrativas e práticas sociológicas nesses diferentes espaços educativos. Busca-se, sobretudo, analisar a complexidade que envolve tais modalidades e discutir de que modo o ensino de Sociologia na educação básica se configura diante dessas demandas. No campo do ensino das Ciências Sociais, torna-se fundamental destacar as demandas dos grupos socialmente diferenciados e refletir sobre sua institucionalização, reconhecendo que o exercício educativo enfrenta o grande desafio de se articular à defesa da cidadania e dos direitos humanos. Garantir a educação como direito universal exige reconhecer e respeitar a diversidade multicultural, criando práticas pedagógicas que atendam às especificidades socioculturais dos diferentes grupos sociais. Buscar-se-á discussões para o uso da narrativa sociológica em espaços como as eletivas e componentes curriculares como Projeto de Vida para problematizar essas dimensões. Do ponto de vista teórico, as Ciências Sociais oferecem marcos sólidos de reflexão e práticas pedagógicas capazes de sustentar esse compromisso. Trata-se de um acúmulo de saberes com grande capilaridade e intensidade, presente tanto nas escolas quanto nas ações de atores do cenário educativo, consolidando a relevância da disciplina na formação cidadã e crítica dos estudantes, assim como para o aprofundamento das políticas públicas de inclusão escolar no Brasil.

    Coordenação:

    • Rogéria Martins (UFJF/PROFSOCIO)
    • Luiz Belmiro (IFPR/PROFSOCIO)
    • Leonardo Campoy (UPE/FUNDAJ)
    09h00 GT10: Políticas Educacionais e o Ensino de Ciências Sociais Apresentação de Trabalhos
    Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

    O GT10 Políticas Educacionais e o Ensino de Ciências Sociais irá congregar e aprofundar o debate sobre os efeitos das políticas educacionais contemporâneas no ensino de Sociologia, em seus diversos níveis e modalidades de ensino, bem como, na formação de professores, articulando análises sobre reformas curriculares, condições de trabalho docente e disputas em torno do sentido formativo das Ciências Sociais na educação básica, superior e na pós-graduação. O grupo reunirá atividades que abordam os impactos das políticas públicas, como as reformas educacionais e as diretrizes para a formação docente, discutindo suas implicações para a presença da Sociologia no currículo, a organização do trabalho e a formação inicial e continuada de professores, e, de outro, os processos de cerceamento do ensino de Sociologia expressos na militarização das escolas, na plataformização do ensino, nas práticas de assédio e controle do trabalho docente e na ampliação da privatização da educação pública. Ao integrar análises teóricas, pesquisas empíricas e relatos de experiências do chão da escola, o GT busca evidenciar como essas dinâmicas afetam a autonomia pedagógica, a liberdade de cátedra e a formação crítica dos estudantes, bem como fomentar a reflexão coletiva, a troca de experiências e a construção de estratégias de resistência e defesa da escola pública e do caráter crítico, científico e democrático das Ciências Sociais.

    Coordenação:

    • Thiago de Jesus Esteves (CEFET-RJ)
    • Rafaela Reis Azevedo de Oliveira (UFJF)
    • Márcio Kleber Morais Pessoa (UERN)
    • Manoel Moreira de Sousa Neto (UVA)
    • Edimara Domingues de Oliveira (SEED-PR)
    12h00 Almoço Almoço
    Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

    Almoço

    13h30 MR05: Dimensões e avaliação da primeira Olimpíada Brasileira de Sociologia Abertura
    Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

    A mesa-redonda intitulada “Dimensões e avaliação da primeira Olimpíada Brasileira de Sociologia” terá como foco o compartilhamento de relatos e reflexões de diferentes atores envolvidos nesse evento pioneiro. A proposta central é realizar um debate, através dos relatos dos participantes, de distintas frentes de atuação — membros da comissão organizadora, professores orientadores de equipes e avaliadores das fases — de modo a construir um panorama plural e crítico sobre os processos de organização, participação e avaliação da Olimpíada. Ao reunir perspectivas diversas, busca-se ressaltar a complexidade da elaboração de uma olimpíada científica voltada para a Sociologia, evidenciando tanto os desafios enfrentados quanto as potencialidades pedagógicas e institucionais abertas pela iniciativa. Os principais eixos temáticos propostos para debate incluem: o histórico da concepção, organização, gerenciamento e realização do evento; a trajetória singular de participação de cada convidado; uma análise das repercussões da Olimpíada para o ensino de Sociologia; e a discussão sobre o papel dos jogos de tabuleiro no desenvolvimento da ludicidade. Esse último eixo destaca como as dinâmicas lúdicas incorporadas à Olimpíada podem potencializar aprendizagens, favorecer a aproximação entre os conteúdos da Sociologia na Educação Básica, priorizando a reflexão sobre o cotidiano escolar, além de estimular a criatividade, a cooperação e o pensamento crítico entre os estudantes. A análise contempla, portanto, diferentes dimensões, como a contribuição para o fortalecimento da disciplina na Educação Básica, a valorização da docência em sala de aula e os efeitos observados no engajamento de estudantes e instituições participantes. Pretende-se que a mesa seja composta por representantes das diferentes regiões do país, garantindo uma abordagem que reflita a diversidade do território nacional. A seleção dos convidados, que será definida após a realização da Olimpíada, obedecerá aos seguintes critérios: i) assegurar diversidade regional; ii) priorizar professores da Educação Básica da rede pública de ensino; iii) contemplar licenciandos em Ciências Sociais vinculados a instituições públicas, especialmente aqueles que atuaram como monitores da Olimpíada e integram o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID). Além dos aspectos institucionais e pedagógicos, a organização da mesa tem o compromisso de valorizar a representatividade e a pluralidade. Aliado aos critérios já estabelecidos anteriormente, buscaremos também compor uma mesa que expresse diversidade racial e de gênero, reconhecendo a importância de dar voz à multiplicidade de experiências e perspectivas para a construção coletiva de uma avaliação crítica e sensível. Ao articular relatos de diferentes sujeitos envolvidos e ao evidenciar tanto as conquistas quanto os desafios, espera-se que a mesa-redonda contribua para consolidar a Olimpíada Brasileira de Sociologia como espaço legítimo de inovação educacional, de fortalecimento da disciplina e de promoção de uma formação cidadã crítica e plural.

    Expositores:

    • André Luiz Videira de Figueiredo (UFFRJ),
    • Julia Polessa Maçaira (UFRJ)
    • Pedro Cassiano Farias de Oliveira (Colégio Pedro II)

    Mediação: Igor Henrique Santana Mafra (SEDUC-AM).

    13h30 MR06: Entre sonhos e medos: narrativas de jovens licenciandos em Ciências Sociais Mesa-redonda
    Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

      Mesa redonda (MR) trará os resultados da pesquisa “Entre sonhos e medos: narrativas de jovens licenciandos em Ciências Sociais”, realizada com alunos da Universidade Federal Fluminense em Campos dos Goytacazes–RJ. Tendo início ao final de 2023, após identificarmos narrativas de desilusão, apreensão e tristeza associadas a desejos, resistências e descobertas dos estudantes sobre a futura profissão, sentimos a necessidade de estranhar e analisar essas experiências. Em um recorte metodológico, desenvolvemos nossas reflexões com base na aplicação de um questionário aos estudantes da licenciatura que cursavam o estágio docente obrigatório ou participavam de programas de iniciação à docência, para o qual obtivemos 50 respostas. Os respondentes indicam a presença de sonhos associados à atuação como professores, desafiados pela predominância do medo pela instabilidade de emprego no campo das Ciências Sociais. Destacam as mudanças educacionais vivenciadas com a reforma do ensino médio que constitui, ao longo dos últimos 9 anos, incertezas sobre a permanência da sociologia como disciplina da educação básica, somadas à desvalorização da profissão docente em geral. Sendo assim, a pesquisa buscou abordar a relação dos licenciandos em Ciências Sociais com o curso e as expectativas sobre a carreira profissional. Além das professoras coordenadoras da pesquisa, a mesa contará com a participação do egresso do curso e atual professor da rede estadual do Amazonas, professor Yuri Pinto Ferreira.

      Expositores:

      • Raquel Brum Fernandes (UENF/UFF)
      • Andréa Lúcia da Silva de Paiva (UFF)
      • Yuri Pinto Ferreira (SEDUC-AM)
      • Mediação: Marcela Andrade Rufato (UNIFAL)
      13h30 MR07: Desigualdades, diferenças e demandas locais: o ensino de Sociologia diante da diversidade regional brasileira Mesa-redonda
      Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        Após dez anos de garantia no currículo da Educação Básica, a Sociologia voltou a ser fragilizada com a Reforma do Ensino Médio (Lei nº 13.415/2017). Em vários estados brasileiros, disciplinas da base comum de formação perderam carga horária e algumas, como a Sociologia, passaram a ser ofertadas em apenas uma das séries do Ensino Médio. Os defensores da medida afirmavam que a flexibilização do currículo atenderia à necessidade de adequação da escola aos contextos locais e aos interesses dos(as) jovens. Ao invés disso, os(as) professores(as) se depararam com uma fragilização da formação e com a inclusão de pacotes prontos para novos componentes, como projeto de vida e empreendedorismo, elaborados por grupos empresariais, sem conexão alguma com as demandas de uma educação contextualizada. Na atualidade, com a Lei nº 14.945/2024, instituindo a Política Nacional de Ensino Médio, a carga horária de formação geral básica aumenta, as disciplinas voltam a ser obrigatórias e a demanda por educação contextualizada volta para as disciplinas. Nesse sentido, a Sociologia tende a retomar um lugar mais consistente, impulsionada por reflexões sobre seus propósitos formativos, os conteúdos a serem trabalhados e as estratégias pedagógicas mais adequadas aos distintos contextos sociais do país. Em paralelo, ampliaram-se os referenciais epistemológicos, teóricos e metodológicos mobilizados no ensino da disciplina, ambicionando maior sintonia com as especificidades da área e com a diversidade de experiências e visões de mundo que caracterizam a realidade brasileira. Diante e para além do que foi exposto, o ensino de Sociologia no Brasil se realiza em meio a profundas desigualdades regionais e a uma marcante diversidade cultural. Em diferentes territórios, experiências históricas, modos de vida, identidades coletivas e repertórios simbólicos produzem formas distintas de ensinar e aprender Sociologia. Esta mesa propõe um debate sobre como as especificidades regionais, de caráter cultural, social e educacional, relacionam-se com práticas pedagógicas, conteúdos mobilizados e sentidos atribuídos à disciplina de Sociologia nas escolas. Reunindo docentes pesquisadores(as) de distintas regiões do país, o objetivo da mesa é dar visibilidade às múltiplas maneiras pelas quais o ensino de Sociologia vem se articulando com saberes locais, demandas sociais e contextos político-culturais variados. A proposta busca contribuir para a afirmação de uma perspectiva situada sobre o ensino e a aprendizagem de conhecimentos sociológicos, atenta tanto às desigualdades quanto às potências educativas presentes em diferentes contextos. Trata-se de reconhecer a diversidade regional como dimensão constitutiva e criativa para o ensino de Sociologia.

        Expositores:

        • Lindaura Simone Andrade dos Santos (Seduc-SP)
        • Lucas Antunes Machado (UFBA)
        • Marcia Vanessa Malcher dos Santos (UFPA)
        • Maria Helena Costa Carvalho de Araújo Lima (UFCG/ProfSocio)
        • Mediação: Bernardo Mattes Caprara (UFRGS)
        13h30 Minicurso: Jogos Didáticos na Sociologia Minicurso
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        A Sociologia, como disciplina da educação básica, desempenha papel fundamental na formação crítica dos estudantes, possibilitando a compreensão das relações sociais, das instituições e das transformações do mundo contemporâneo. No entanto, um dos desafios recorrentes no ensino da disciplina está em tornar seus conceitos e teorias mais acessíveis e atrativos aos alunos. Diante desse desafio, os jogos didáticos apresentam-se como estratégia pedagógica inovadora, capaz de articular aprendizagem e ludicidade. Ao propor situações simuladas e dinâmicas interativas, os jogos contribuem para a participação ativa do estudante, favorecendo a assimilação de conceitos sociológicos de forma crítica e criativa. A proposta dos jogos didáticos está vinculada ao desenvolvimento de atividades em contextos educativos diferenciados, como a educação em prisões, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a educação voltada para comunidades tradicionais. Esses contextos, em geral, enfrentam limitações significativas no acesso a materiais didáticos, reflexo das condições de precariedade em que muitas dessas escolas se encontram. O jogo orienta com recursos mínimos, por exemplo, a operação de situação em espaços, que muitas das vezes não dispõem de ferramentas básicas para os planos de aula, exemplo: data show, livro didático, computador etc. Nesse sentido, os jogos surgem como uma alternativa criativa e acessível para ampliar as possibilidades pedagógicas, favorecendo a participação e o aprendizado dos estudantes.

        Coordenação: Luiz Belmiro de Teixeira (IFPR/PROFSOCIO);

        13h30 MR08: Reformas Educacionais e o Ensino de Sociologia: impactos sobre a educação básica e superior Mesa-redonda
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        A mesa redonda debaterá os impactos das reformas educacionais no ensino e na formação de docentes de Sociologia, com destaque para as mudanças introduzidas pela Reforma do Ensino Médio (Lei nº 13.415/2017), pela Reforma da Reforma (Lei nº 14.945/2024) e pela homologação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Profissionais do Magistério (Resolução CNE/CP nº 4/2024). Essas reformas têm impactado a presença da Sociologia, sua organização curricular e as condições de ensino na educação básica, ao mesmo tempo em que tensionam os processos de formação de professores no ensino superior. Na educação básica, serão analisadas as alterações na estrutura curricular, na carga horária e nos arranjos formativos do Ensino Médio, discutindo suas implicações para a garantia do ensino de Sociologia como componente curricular e para a construção de práticas pedagógicas comprometidas com a formação dos estudantes. No campo da formação docente, o debate abordará as mudanças nos cursos de licenciatura, considerando seus impactos sobre a identidade profissional, a articulação entre teoria e prática e a relação entre universidade e escola. Ao reunir docentes da educação básica, do ensino superior e pesquisadores do campo, a mesa busca fomentar a reflexão coletiva sobre os desafios e possibilidades das reformas educacionais, contribuindo para o fortalecimento do ensino de Sociologia e para a defesa de uma formação docente orientada pelas especificidades das Ciências Sociais.

        Expositores:

        • Márcio Kleber Morais Pessoa (UERN)
        • Thiago de Jesus Esteves (CEFET-RJ)
        • Rafaela Reis Azevedo de Oliveira (UFJF)
        • Mediação: Edimara Domingues de Oliveira (SEED-PR)
        15h30 Intervalo Intervalo
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        Intervalo

        16h00 RC02: Acolhimento e resistência na formação e atuação docente em Ciências Sociais Roda de Conversa
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        A Roda de Conversa “Acolhimento e resistência na formação e atuação docente em Ciências Sociais” busca proporcionar trocas de experiências entre professores da educação básica, alunos de graduação e pós-graduação, professores do ensino superior, entre outros presentes no evento, sobre estratégias de resistência mediante os desafios experimentados na Licenciatura em Ciências Sociais e na prática docente em Sociologia/Ciências Sociais em contextos de desvalorização e oposição à Sociologia como disciplina e campo de conhecimento. Será fomentado o espaço de fala e escuta de relatos individuais e/ou coletivos sobre a construção de práticas pedagógicas, adequações programáticas, manifestações e/ou organizações estudantis ou docentes, remodelações curriculares, entre outras atividades, além de reflexões e práticas de fortalecimento subjetivo que buscam resguardar, naquilo que nos é possível frente aos desafios da última década, os espaços alcançados pelo ensino de Sociologia e seus profissionais.

        Mediação:

        • Raquel Brum Fernandes (UFF/UENF)
        • Geovana Tabachi Silva (UFF/UFES)
        • Marcela Andrade Rufato (UNIFAL)
        • Julio Cezar Gaudêncio (UFAL)
        16h00 RC03:Pedagogias feministas e decoloniais no ensino de Sociologia: experiências, desafios e perspectivas nas escolas e universidades dos diferentes “Brasis” Roda de Conversa
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        Dados do último Anuário Brasileiro da Educação Básica (2024) apontam que 81,2% de jovens brasileiros entre 15 e 17 anos estão matriculados no Ensino Médio nas redes pública e privada do país. A Sociologia sofreu uma supressão no período de 2008-2017, frente a implementação do Novo Ensino Médio (NEM), sendo retomada com a Lei nº 14.945/2024. Nesse contexto, constata-se o considerável alcance que jovens têm tido ao ensino escolar de Sociologia na última década, o que pode implicar em considerações relativas à formação de um corpo docente de Sociologia instrumentalizado para lidar com a realidade dos(as) estudantes. As pedagogias feministas e decoloniais vêm constituindo importantes referenciais de reflexão e agência contra-hegemônica para pensar/intervir na educação brasileira. Por este caminho, esta roda de conversa objetiva refletir sobre a contribuição de pedagogias feministas negras e decoloniais para a construção de práticas docentes em sociologia escolar, de caráter contra-hegemônico e concatenadas às experiências e realidades regionais e locais dos(as) estudantes da educação básica. A perspectiva teórico-metodológica da proposta inspira-se nos pressupostos da pedagogia engajada de bell hooks e na perspectiva de uma sociologia dinâmica (em contraposição à uma sociologia enlatada) e em mangas de camisa, proposta por Alberto Guerreiro Ramos. Partimos da perspectiva de que não é possível separar a experiência do corpo no processo pedagógico, tal qual tem preconizado o dualismo cartesiano, pois as experiências de opressão estão encarnadas nos corpos e nas subjetividades dos(as) estudantes e docentes, relacionando-se com as suas experiências de socialização e aprendizagem escolar. Portanto, esta roda de conversa propõe uma discussão sobre as relações de dominação no processo pedagógico a partir da problematização do lugar do corpo/experiência e dos impactos que políticas de dominação de raça, classe, gênero e sexualidade têm entre estudantes e docentes do ensino básico e superior. No que se refere à discussão sobre ensino e aprendizagem, nos orientamos a partir de intelectuais e pensadores(as) como Ailton Krenak, Audre Lorde, bell hooks e Paulo Freire, com a intenção de fomentar uma sala de aula que se constitua enquanto comunidade de aprendizagem engajada e contra-colonial. No tocante à prática de sociologia escolar propriamente dita, nos embasamos na perspectiva de Guerreiro Ramos, em que o ensino de Sociologia é prática concatenada à diversidade das demandas locais e regionais de nossos(as) estudantes. A proposta de discussão de um ensino de Sociologia em mangas de camisa, fundamentado a partir da pedagogia feminista e decolonial, trata de uma sociologia escolar que não tenha medo de se afirmar militante e que seja radicalmente comprometida com a superação de políticas de dominação de classe, raça, gênero, sexualidade, dentre outras. Em suma, uma sociologia na escola pública que seja capaz de compreender e transformar a realidade de seus(as) estudantes, potencializando a escola e a educação pública como espaço de formação cidadã e de fortalecimento da democracia.

        Mediação:

        • Lindaura Simone Andrade dos Santos (Seduc-SP)
        • Lucas Antunes Machado (UFBA)


        16h00 MR09: A Sociologia na cela: atuação em contextos de privação de liberdade Mesa-redonda
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        O ensino de Sociologia em contextos prisionais possui um papel estratégico na promoção da reflexão crítica, da construção de sentido para a trajetória individual e da reintegração social. Ao articular a Sociologia ao Projeto de Vida, o minicurso busca possibilitar que estudantes privados de liberdade compreendam suas experiências pessoais como parte de processos sociais mais amplos, rompendo com leituras individualizantes do fracasso, do crime e da exclusão.

        Nesse sentido, o minicurso se ancora na perspectiva dos direitos humanos, da educação como prática de liberdade (Paulo Freire) e da reflexividade (Anthony Giddens), entendendo o Projeto de Vida não como mera adaptação ao mercado, mas como construção social situada, atravessada por classe, raça, gênero, território e pelo próprio sistema penal.

        O ensino de Sociologia e de Projeto de Vida, com a narrativa sociológica em contextos prisionais enfrentam desafios específicos, como a escassez de recursos didáticos, a diversidade de trajetórias de vida e a necessidade de trabalhar conteúdos que dialoguem com experiências concretas dos estudantes. Este minicurso visa oferecer ferramentas pedagógicas e reflexões sociológicas, promovendo aprendizado crítico, valorização da cidadania e engajamento dos participantes na compreensão das estruturas sociais que permeiam suas vidas.

        Expositores: Rogéria Martins (UFJF/PROFSOCIO).

        16h00 MR10: Sociologia Cerceada: militarização, plataformização, assédio e privatização da educação Mesa-redonda
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        A mesa redonda debaterá os processos contemporâneos de cerceamento do ensino de Sociologia na educação básica, articulando quatro dimensões centrais que vêm reconfigurando o trabalho docente e as práticas pedagógicas: a militarização das escolas, a plataformização do ensino, as práticas de assédio e controle do trabalho docente e a privatização da educação pública. Parte-se do entendimento de que tais dinâmicas incidem diretamente sobre a autonomia pedagógica, a liberdade de cátedra e a abordagem dos conteúdos das Ciências Sociais, afetando as condições de ensino e aprendizagem e o próprio sentido formativo da disciplina. A mesa discutirá como a expansão de modelos militarizados, o uso intensivo de plataformas digitais e materiais padronizados, a intensificação de mecanismos de vigilância e responsabilização docente e a crescente presença de agentes privados na definição de currículos e políticas educacionais produzem restrições à prática pedagógica e à formação crítica dos estudantes. Ao reunir docentes da educação básica e do ensino superior, bem como pesquisadores da área, a mesa redonda busca promover a reflexão coletiva sobre os impactos desses processos para o ensino de Sociologia, contribuindo para a construção de estratégias de resistência, defesa da escola pública e afirmação das Ciências Sociais no currículo escolar.

        Expositores:

        • Edimara Domingues de Oliveira (SEED-PR)
        • Manoel Moreira de Sousa Neto (UVA)
        • Rafaela Reis Azevedo de Oliveira (UFJF)
        • Mediação: Márcio Kleber Morais Pessoa (UERN)
        18h00 Conferência: Abordagens lúdicas em práticas extensionistas no Ensino de Ciências Sociais Conferência
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        A conferencista é Professora Associada do Departamento de Didática da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutora em Sociologia, dedica-se às pesquisas e práticas relacionadas ao ensino de Ciências Sociais, com ênfase na formação de professores, no ensino de Sociologia na Educação Básica e no uso de metodologias inovadoras, como jogos pedagógicos e práticas lúdicas. Atualmente, coordena o Laboratório de Ensino de Sociologia Florestan Fernandes (Labes/UFRJ), espaço de pesquisa, formação e extensão voltado para a produção de materiais didáticos, desenvolvimento de projetos colaborativos e fortalecimento do ensino de Sociologia no Brasil. Recentemente, Maçaira realizou pós-doutorado na Concordia University, no Canadá, aprofundando suas pesquisas sobre metodologias ativas, jogos pedagógicos e o ensino de Sociologia, ampliando a articulação entre práticas educativas lúdicas e formação de professores em contextos internacionais. Julia Polessa é também coordenadora da primeira edição da Olimpíada Brasileira de Sociologia (OBS), projeto pioneiro que recebeu recursos do CNPq por meio da Chamada CNPq/FNDCT/MCTI/MEC/CAPES nº 38/2024 – Pop Ciência – Olimpíadas Científicas. A OBS visa promover o ensino de Sociologia de forma lúdica e interativa, utilizando jogos pedagógicos para aproximar estudantes do Ensino Médio dos conceitos sociológicos e fortalecer a presença da disciplina na Educação Básica, estimulando reflexão crítica e engajamento social. Nesse sentido, a proposta é realizar uma conferência sobre a relação entre jogos, projetos de extensão universitária e ludicidade como estratégias para fortalecer o ensino das Ciências Sociais. Serão apresentadas experiências desenvolvidas por ela e seus bolsistas no Labes, no PIBID, focando nas experiências exitosas na produção de jogos com temática das Ciências Sociais, como o Antropolojogo e o Quiz Antropológico. Além disso, serão apresentados os resultados de seu pós-doutorado, analisando, a partir de uma perspectiva bernsteiniana, os processos de recontextualização pedagógica no desenvolvimento de jogos como ferramentas lúdicas e inovadoras, concebidas tanto em suporte físico quanto digital. Especificamente, a pesquisa investiga o processo de desenvolvimento de jogos no Ensino Médio e nos cursos de graduação, principalmente na formação de professores e, particularmente, no campo das Ciências Sociais. Essas experiências evidenciam como a ludicidade pode ser incorporada ao processo educativo, promovendo engajamento, cooperação e reflexões conceituais de forma dinâmica. A conferência também destacará o papel dos projetos de extensão como espaços formativos, capazes de articular saber acadêmico e prática escolar. A partir de exemplos concretos, serão discutidos os desafios de implementar jogos pedagógicos em diferentes contextos da Educação Básica e as potencialidades desta metodologia para estimular aprendizagens significativas, tanto na formação inicial quanto na continuada de professores. Nesse sentido, a conferência pretende contribuir para o debate sobre a importância da criatividade, da experimentação e da colaboração no ensino da Sociologia e das Ciências Sociais de modo geral, ressaltando como a ludicidade pode abrir caminhos para práticas educativas críticas, sensíveis e transformadoras.

        Conferencista: Julia Polessa Maçaira (UFRJ).

        09h00 Assembleia Geral e Eleição da Diretoria Executiva 2026-2028 e outros Assembleia
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        Assembleia Geral, destinada à apreciação de informes e deliberações institucionais, seguida da Eleição da Diretoria Executiva (2026–2028). O momento contará ainda com Homenagens, em reconhecimento a trajetórias relevantes para a área. Integram a programação o Prêmio Abecs de Pesquisa e o Prêmio Abecs de Experiências Pedagógicas, que visam valorizar a produção acadêmica e as práticas pedagógicas no campo das Ciências Sociais e da Educação.

        12h00 Almoço Almoço
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        Almoço

        13h30 Mesa de encerramento: O ensino de Ciências Sociais em tempos de mídias digitais Encerramento
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        A mesa de encerramento propõe uma reflexão crítica sobre os impactos das mídias digitais no ensino de Ciências Sociais, considerando transformações nas práticas pedagógicas, nos processos de aprendizagem e nas formas contemporâneas de produção e circulação do conhecimento. Em um contexto marcado pela plataformização da educação, pela centralidade dos algoritmos e pela intensificação do consumo de conteúdos digitais, a mesa busca problematizar os desafios e as possibilidades colocados à Sociologia escolar e universitária.

        Os expositores discutirão como as mídias digitais reconfiguram o trabalho docente, as relações entre professores e estudantes e os modos de apropriação dos conceitos sociológicos, tensionando tanto perspectivas tecnicistas quanto usos críticos e emancipatórios dessas tecnologias. A proposta é encerrar o evento reafirmando a importância de uma abordagem sociológica atenta às mediações digitais, sem ceder ao entusiasmo acrítico nem ao saudosismo paralisante.

        Expositores:

        • Henrique Fernandes Alves Neto (IFPR)
        • Roniel Sampaio Silva (IFPI)

        Mediação: Gabriela da Costa Silva (Unicamp)

        15h30 Intervalo Intervalo
        Local: Instituto de Ciências Sociais (UnB) Campus Darcy Ribeiro. Asa Norte.

        Intervalo

        Carregando área de inscrição

        Local

        Universidade de Brasilia, 70910-900, Campus Universitário Darcy Ribeiro, Asa Norte, Brasília, Distrito Federal
        Ver no mapa

        Organizador

        Abecs Congresso