Apresentação de trabalhos:
Participantes: Rosiane Trabuco, Josué dos Santos, Lucas Zanetti, Juliana Moreno, Alexandra Almeida - coordenador da mesa Prof.Dr. Igor Machado Renó (UFSCar)
Às14h30 - Anfiteatro André Jacquemin
O minicurso abordará a defesa de direitos constitucionais e legais dos imigrantes residentes no Brasil perante órgãos administrativos, como a Polícia Federal e Ministério da Justiça, e do Poder Judiciário.
Às09h00 - Anfiteatro da FDRP-USPDiscussão sobre ações institucionais relacionadas à migração, acolhimento e garantia de direitos de pessoas migrantes e refugiadas.
Participantes: Sonia Hamid (Ministério dos Direitos Humanos), representante ACNUR, representante ONGS que trabalham com refugiados/migrantes em Ribeirão Preto: Planeta de Todos (André e Luma); Mudando Vidas (Helen) Profª Drª Cynthia Carneiro (coordenadora da mesa)
A mesa “Descolonizar a Escuta: Migração, Mundo e Éticas do Cuidado”, que integra o X Ciclo de Debates sobre Processos Psicológicos e Culturais em Temas Emergentes: Atravessamentos Migratórios — Experiências, Escuta e Acolhimento, propõe uma reflexão crítica e ética sobre as experiências migratórias contemporâneas e seus efeitos subjetivosPartindo do entendimento de que as migrações estão profundamente atravessadas por relações desiguais de poder, heranças coloniais e crises globais — como guerras, colapsos ambientais e desigualdades estruturais —, a mesa convida a pensar o sofrimento psíquico para além de categorias descontextualizadas. Nesse sentido, destaca-se a urgência de revisar práticas e teorias no campo da Psicologia, reconhecendo que não há cuidado possível sem a análise das condições históricas, políticas e sociais que produzem o deslocamento e a vulnerabilidade.
A proposta de descolonizar a escuta emerge como um eixo central, implicando a abertura à interculturalidade, o questionamento de universalismos e o reconhecimento das assimetrias de poder, do racismo e das políticas de exclusão que marcam as trajetórias migrantes. Ao mesmo tempo, a mesa valoriza as estratégias de resistência, reinvenção e reconstrução presentes nesses percursos.
Nesse horizonte, experiências como a do coletivo Sout – Vozes em Movimento exemplificam práticas de cuidado ético e culturalmente situado, oferecendo escuta e acolhimento a pessoas refugiadas em suas línguas de pertencimento. Mais do que um serviço, iniciativas como essa afirmam a escuta como gesto político e compromisso com a dignidade humana.
Ao articular teoria, prática e compromisso ético, a mesa convida à construção de uma Psicologia implicada com o mundo contemporâneo — um mundo em movimento que exige novas formas de escutar, compreender e cuidar.
Às09h00 - Anfiteatro André JacqueminPor favor, descreva abaixo a razão da sua denúncia.