XII Encontro Estadual de História ANPUH-RN

NEGACIONISMO, HISTÓRIA PÚBLICA E COMBATES PELA HISTÓRIA

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De 6 a 9 de julho Todos os dias das 19h00 às 22h00

Sobre o Evento

A ANPUH-RN convida a comunidade de pesquisadores para o XII ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA, ANPUH-RN, NEGACIONISMO, HISTÓRIA PÚBLICA E COMBATES PELA HISTÓRIA. O evento ocorrerá entre os dias 06 e 09 de julho de 2026 no CERS-UFRN, em Caicó, Rio Grande do Norte.

ATENÇÃO!
O prazo para submissão de propostas de minicursos foi prorrogado até o dia 14 de março.

Acesse o formulário através do Formulário de Submissão de Minicursos

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Informes aos associados e inscritos:

A ANPUH-RN reafirma seu compromisso com a inclusão e a acessibilidade. As pessoas com deficiência (PcDs) inscritas no XII Encontro Estadual de História ANPUH-RN que necessitarem de algum recurso ou apoio específico de acessibilidade durante o evento podem entrar em contato conosco pelo e-mail anpuhrn@gmail.com. Pedimos, por gentileza, que informem suas necessidades para que possamos nos organizar e garantir as melhores condições de participação para todas e todos.
A participação plena de cada pessoa é fundamental para a construção de um encontro mais democrático e acolhedor.

Programação

08h00 MINICURSO 1 - ESPARTA, ONTEM E HOJE: HISTÓRIA, ARQUEOLOGIA E OS USOS PÚBLICOS DE UMA CIDADE ANTIGA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Cleyton Tavares da S. Silva

Objetivo:

  • Proporcionar uma visão panorâmica e crítica sobre Esparta e espartanos, integrando o estudo das evidências literárias e arqueológicas da Antiguidade com a análise de como essa pólis e seus habitantes é mobilizada nos discursos políticos e culturais da contemporaneidade.
  • Apresentar um quadro geral sobre a história de Esparta, destacando a atualidade e amplitude da historiografia recente, tanto no Brasil como alhures;
  • Demonstrar, com base nos dados materiais, que Esparta possuía uma cultura visual, religiosa e artística rica, desafiando a ideia de uma cidade exclusivamente austera e militarizada.
  • Compreender as complexas relações de poder em Esparta, incluindo um sistema de social heterogêneo (hilotas e periecos) e a posição das mulheres espartanas no contexto helênico.
  • Promover o debate sobre a mobilização contemporânea de imagens e discursos atribuídos à antiga Esparta e seus cidadãos.


Metodologia

O curso será ministrado de forma expositiva e dialogada, para tanto partirá de uma análise interdisciplinar, que articula documentação escrita e material, assim como elementos da cultura visual contemporânea.

Neste sentido, a metodologia compreende a leitura crítica do conjunto documental de época, textos clássicos e objetos da cultura material em sua amplitude e diversidade.

Além disso, o curso passará a analisar elementos da cultura visual contemporânea, produções como filmes, jogos, ou até mesmo certa estética atual que procura ser vinculada a um pretenso passado espartano.

Como suporte visual o curso lançará mão da projeção de mapas, plantas baixas de sítios arqueológicos, assim como cenas de jogos e filmes.

15h00 Credenciamento Credenciamento
Local: Bloco D, sala 04

Credenciamento

19h00 Conferência de abertura Abertura
Local: Auditório do Ceres

Francivaldo Alves Nunes (UFPA - presidente ANPUH Nacional)

07h00 MINICURSO 1 - ESPARTA, ONTEM E HOJE: HISTÓRIA, ARQUEOLOGIA E OS USOS PÚBLICOS DE UMA CIDADE ANTIGA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Cleyton Tavares da S. Silva

Objetivo:

  • Proporcionar uma visão panorâmica e crítica sobre Esparta e espartanos, integrando o estudo das evidências literárias e arqueológicas da Antiguidade com a análise de como essa pólis e seus habitantes é mobilizada nos discursos políticos e culturais da contemporaneidade.
  • Apresentar um quadro geral sobre a história de Esparta, destacando a atualidade e amplitude da historiografia recente, tanto no Brasil como alhures;
  • Demonstrar, com base nos dados materiais, que Esparta possuía uma cultura visual, religiosa e artística rica, desafiando a ideia de uma cidade exclusivamente austera e militarizada.
  • Compreender as complexas relações de poder em Esparta, incluindo um sistema de social heterogêneo (hilotas e periecos) e a posição das mulheres espartanas no contexto helênico.
  • Promover o debate sobre a mobilização contemporânea de imagens e discursos atribuídos à antiga Esparta e seus cidadãos.


Metodologia

O curso será ministrado de forma expositiva e dialogada, para tanto partirá de uma análise interdisciplinar, que articula documentação escrita e material, assim como elementos da cultura visual contemporânea.

Neste sentido, a metodologia compreende a leitura crítica do conjunto documental de época, textos clássicos e objetos da cultura material em sua amplitude e diversidade.

Além disso, o curso passará a analisar elementos da cultura visual contemporânea, produções como filmes, jogos, ou até mesmo certa estética atual que procura ser vinculada a um pretenso passado espartano.

Como suporte visual o curso lançará mão da projeção de mapas, plantas baixas de sítios arqueológicos, assim como cenas de jogos e filmes.

08h00 Minicurso Minicurso
Local: Bloco D, sala 04

Na aba minicurso consta a lista completa.

08h00 MINICURSO 2 - O MEDIEVO LOGO AQUI: INTRODUÇÃO ÀS APROPRIAÇÕES DO PASSADO MEDIEVAL Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Leandro César Santana Neves

Objetivos:

  • Apresentar o conceito de apropriação do passado medieval, discutindo modos diferentes de compreensão acerca dos usos da Idade Média;
  • Analisar exemplos contemporâneos de apropriação do passado medieval, identificando como imagens, símbolos e narrativas do medievo aparecem em produções culturais, discursos políticos, mídias digitais, práticas sociais, entre outros meios;
  • Desenvolver uma leitura crítica das representações do medievo, capacitando os participantes a reconhecer os processos de construção, adaptação e instrumentalização do passado medieval no mundo atual.

Metodologia

Aulas expositivas e interativas, uso de datashow e internet.

08h00 MINICURSO 3: A DIDÁTICA E SUAS ESPECIFICIDADES NO ENSINO DE HISTÓRIA Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Arthur Cassio de Oliveira Vieira e Jammerson Yuri da Silva

Objetivos:

  • Refletir sobre as possibilidades metodológicas de inserção da temática do ensino de História na formação de professores que atuam do Ensino Fundamental;
  • Desenvolver o entendimento do processo de cognição histórica, incluindo a apropriação de noções temporais, para iniciar o exercício do pensamento histórico nas crianças desde os primeiros anos;
  • Capacitar os participantes a considerar os conhecimentos socioculturais dos estudantes como ponto de partida para a construção de noções histórico-temporais;
  • Explorar e produzir estratégias pedagógicas que utilizem recursos lúdicos e concretos para tornar o ensino de História mais significativo e engajador;
  • Sensibilizar para as especificidades da cognição histórica em estudantes público-alvo da Educação Especial;
  • Incentivar a autonomia e a imaginação didática na criação de atividades que transcendam a mera reprodução de livros didáticos.

Metodologia:

O minicurso será desenvolvido por meio de uma abordagem teórico-prática, combinando:

Aula expositiva e dialogada: Para apresentar os referenciais teóricos e documentos oficiais;

Análise de documentos oficiais: Diálogo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC);

Oficina e atividades práticas: Desafiando os participantes a produzir e vivenciar o conhecimento histórico, simulando práticas possíveis de serem desenvolvidas na educação básica;

Discussão de estudos de caso e experiências de docência: Compartilhamento de relatos e registros de atividades realizadas em contextos de formação de professores, como a produção de unidades didáticas.

08h00 MINICURSO 4: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS CAPITANIAS DO NORTE (1654-1817) Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Francisco Irajan Bezerril Júnior e Lucas Guedes Pereira Arnaud Arroxelas

Objetivo:

O minicurso tem como objetivo ser uma introdução ao estudo das Capitanias do Norte do Estado do Brasil. Para isso, exploraremos discussões que permitam uma maior compreensão dos processos históricos da região, buscando desenvolver novos olhares e aproximar os participantes das possibilidades de pesquisa sobre o tema. Estudaremos as principais ideias relacionadas à noção de Capitanias do Norte e as discussões historiográficas sobre a conformação de seus limites econômicos, políticos e militares. Também abordaremos questões metodológicas e trabalharemos com fontes disponíveis em arquivos físicos e digitais referentes às Capitanias do Norte no período entre 1654 e 1817.

Metodologia:

A metodologia deste minicurso consiste em uma análise bibliográfica de obras de autores que dialogam com a temática das Capitanias do Norte e do Nordeste brasileiro, tais como Ian de Almeida Prado e Durval Muniz. Discutiremos a historiografia relacionada ao estudo das dinâmicas políticas e territoriais que constituíram essa região durante o período colonial. Por meio de aulas expositivas, guiadas por um plano de leituras, serão exploradas fontes documentais produzidas por diferentes sujeitos, tais como autoridades coloniais e lideranças indígenas, entre 1654 e 1817.

08h00 MINICURSO 5: FONTES HISTÓRICAS E SUAS TIPOLOGIAS: POSSIBILIDADES, DESAFIOS E NOVAS PERSPECTIVAS PLURAIS EM TEMPOS DE NEGACIONISMO Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Rodrigo da Silva Lucena e Segiefredo Rufino dos Santos

Objetivos:

  • Discutir a ampliação do campo das fontes históricas nas últimas décadas e a interdisciplinaridade como perspectiva eminente entre a História e outras áreas do conhecimento.
  • Identificar a variedade de registros elaborados pela sociedade: escritas, iconográficas, materiais, audiovisuais, orais e digitais.
  • Investigar e analisar, a partir da participação colaborativa, fontes históricas de diferentes tipologias, explorando as suas especificidades e potencialidades para as pesquisas científicas, destacando seu papel como instrumento eficaz para no combate de teorias negacionistas historiográficas.
  • Debater e propor, a partir de experiências práticas, estratégias de manuseio e preservação para diferentes tipos de acervos, evidenciando os desafios contemporâneos de acesso às fontes e a importância da preservação para a construção do conhecimento historiográfico.

Metodologia

A proposta pedagógica do minicurso combinará exposições dialogadas junto com a participação ativa dos participantes. Por meio da projeção de conceitos, documentos e imagens, pretendemos debater coletivamente a respeito do lugar das fontes históricas no modo de se fazer História, destacando seu papel como instrumento eficaz para o combate de negacionismos no campo historiográfico. Também será contemplado o debate acerca da ampliação do campo das fontes historiográficas nas últimas décadas e a interdisciplinaridade entre História e outras áreas do conhecimento. Serão apresentadas as diversas tipologias de fontes históricas (escritas, iconográficas, materiais, audiovisuais, orais e digitais) e através de uma aprendizagem colaborativa, os cursistas serão convidados a mapear e explorar as características dos diferentes tipos de fontes históricas, discutindo suas diferentes possibilidades de abordagem nas pesquisas. Por fim, utilizaremos elementos presentes em nossas trajetórias para exemplificar e descrever os principais desafios de acesso às fontes, as possibilidades e as potencialidades de pesquisas em História, permitindo a ampliação da compreensão referente às estratégias de manuseio e preservação. Desse modo, pretendemos que, ao final dos encontros, os cursistas sejam capazes de compreender o trato com algumas fontes e a essência do ofício dos historiadores(as).

08h00 MINICURSO 6: OFICINA DE PALEOGRAFIA: TEXTOS POTIGUARES DO INÍCIO DO SÉCULO XX. AUGUSTO TAVARES DE LIRA E JOAQUIM FERREIRA CHAVES Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Roberto da Silva Ribeiro

Objetivo:

Apresentar a escrita autografa de Augusto Tavares de Lira e Joaquim Ferreira Chaves com base em documentos sob a guarda do Memorial da Justiça Des. Vicente de Lemos

Metodologia

Metodologia teórico-prática focada na observação, leitura, interpretação explicação de cartas pessoais de Augusto Tavares de Lira e Joaquim Ferreira Chaves dirigidas a Vicente de Lemos.

08h00 MINICURSO 7: A GUERRA E AS GUERRAS NO ESPAÇO COLONIAL PORTUGUÊS (XV-XVII): NORTE DA ÁFRICA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Mohammed Nadir

Objetivo:

  • Analisar as dinâmicas da guerra no espaço colonial português entre os séculos XV e XVII, com foco no Norte da África, examinando os conflitos militares, as relações políticas e as interações sociais entre portugueses e sociedades magrebinas no contexto da expansão ibérica e das conexões mediterrânicas.
  • Compreender o papel da guerra na expansão portuguesa no Norte da África entre os séculos XV e XVII.
  • Analisar as formas de organização militar e estratégica utilizadas pelos portugueses e pelas sociedades magrebinas nos conflitos do período.
  • Examinar as relações entre guerra, política e religião no contexto das disputas entre cristandade e poderes islâmicos no Mediterrâneo ocidental.
  • Discutir o impacto dos conflitos militares nas dinâmicas sociais, econômicas e culturais das regiões envolvidas.
  • Investigar as interações e circulações entre o Norte da África, a Península Ibérica e o espaço atlântico, situando os conflitos dentro de uma perspectiva de história conectada.
  • Problematizar a historiografia sobre a presença portuguesa no Magrebe, destacando novas abordagens da história global e da história imperial.
  • Estimular a reflexão crítica sobre o conceito de guerra no contexto da formação dos impérios ibéricos na Época Moderna.

Metodologia:

A metodologia do minicurso combina exposição teórica, análise de fontes históricas e discussão historiográfica, com o objetivo de promover uma compreensão crítica das dinâmicas de guerra no espaço colonial português no Norte da África entre os séculos XV e XVII.

08h00 MINICURSO 8: APRENDENDO E ENSINANDO HISTÓRIA NO FIM DO MUNDO Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Dikson de Almeida Freire

Objetivo:

  • Discutir o conceito de Antropoceno e suas implicações para a compreensão histórica das relações entre sociedade, natureza e temporalidade histórica.
  • Problematizar os desafios epistemológicos e didáticos que o Antropoceno coloca para o ensino de História, especialmente no que diz respeito às escalas temporais, às narrativas históricas e à centralidade do humano na historiografia.
  • Apresentar e experimentar estratégias pedagógicas para o ensino de História no contexto do Antropoceno, explorando possibilidades de abordagem em sala de aula que articulem história ambiental, crise climática e formação da consciência histórica dos estudantes.

Metodologia:

A metodologia do minicurso será desenvolvida a partir de uma abordagem dialógica, interdisciplinar e problematizadora, articulando reflexões historiográficas sobre o Antropoceno com estratégias didáticas voltadas ao ensino de História na educação básica. A proposta parte do entendimento de que as transformações ambientais contemporâneas desafiam não apenas as ciências naturais, mas também as formas tradicionais de narrar e ensinar o passado.

Inicialmente, serão apresentados elementos conceituais sobre o Antropoceno, discutindo suas implicações para a escrita da história e para a compreensão das relações entre sociedade e natureza ao longo do tempo. Essa etapa será conduzida por meio de exposição dialogada, acompanhada da análise de imagens, gráficos climáticos, mapas e dados científicos, permitindo estabelecer um diálogo com conhecimentos produzidos em áreas como Geografia, Física, Química e Biologia, especialmente no que diz respeito às mudanças climáticas, ao ciclo do carbono, às transformações da paisagem e à crise da biodiversidade.

Na sequência, serão propostas atividades de leitura e análise de fontes contemporâneas, incluindo reportagens jornalísticas, relatórios científicos, documentos de legislação ambiental e materiais produzidos por organismos internacionais e instituições brasileiras. O objetivo é explorar o potencial dessas fontes para o ensino de História, estimulando os participantes a refletirem sobre como acontecimentos do tempo presente podem ser mobilizados como instrumentos para discutir processos históricos de longa duração.

O minicurso também buscará promover o diálogo com saberes produzidos por populações originárias e comunidades tradicionais, problematizando as diferentes concepções de natureza, território e temporalidade presentes nessas cosmologias. Essa abordagem permitirá discutir os limites de uma narrativa histórica estritamente antropocêntrica, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de construção de perspectivas críticas sobre o passado e o presente.

Outra dimensão metodológica consistirá na elaboração coletiva de estratégias didáticas para o ensino de História no contexto do Antropoceno. Os participantes serão convidados a desenvolver propostas de atividades pedagógicas que articulem diferentes áreas do conhecimento, integrando, por exemplo, análises de paisagens locais, debates sobre legislação ambiental, uso de tecnologias digitais, interpretação de dados climáticos e problematização de conflitos socioambientais contemporâneos.

Por fim, o minicurso estimulará a construção de sequências didáticas interdisciplinares, nas quais o ensino de História dialogue com outras áreas do currículo escolar, favorecendo abordagens que integrem escalas temporais distintas, desde processos geológicos e ambientais de longa duração até acontecimentos políticos e sociais do tempo presente. Dessa forma, busca-se oferecer aos participantes instrumentos teóricos e práticos para pensar o ensino de História diante dos desafios colocados pela crise ambiental contemporânea.

08h00 MINICURSO 9: DO TEMA AO MÉTODO: ESTRUTURAÇÃO PRÁTICA DE PROJETOS DE PESQUISA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Laise Vitória de Figueredo Souza e Laila Lizandra Figueredo Sousa

Objetivo:

  • Capacitar os participantes na elaboração de projetos de pesquisa acadêmica, fornecendo as ferramentas teóricas e práticas necessárias para a construção de um documento científico sólido.
  • Orientar a transição da ideia inicial (tema) para um problema de pesquisa delimitado.
  • Diferenciar as abordagens metodológicas (qualitativa, quantitativa e mista) para uma escolha estratégica.
  • Instrumentalizar o aluno quanto às normas técnicas (ABNT) e aos elementos essenciais (objetivos, justificativa, fundamentação).

Metodologia

O minicurso será desenvolvido em dois encontros, utilizando uma abordagem expositivo-dialogada e prática:

Momento Teórico: Apresentação dos conceitos fundamentais, tipos de pesquisa e estrutura normativa, com suporte de slides e exemplos de projetos reais.

Momento Prático (Workshop): Atividades guiadas onde os alunos aplicarão os conceitos em seus próprios temas, realizando exercícios de escrita de objetivos e esboço da trilha metodológica.

Recursos: Utilização de projetor multimídia, material de apoio impresso com roteiro de preenchimento e bibliografia sugerida.

08h00 MINICURSO 10 - SERTÕES ENTRE A HISTÓRIA E A GEOGRAFIA DO PATRIMÔNIO CULTURAL Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Pedro Henrique da Silva Paes

Objetivo:

  • Compreender como a regionalização do país em áreas de interesse e a cartografia patrimonial brasileira foram sendo desenvolvidas no cotidiano de trabalho de instituições que estiveram a frente da política federal de patrimônio, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Procuramos analisar a estrutura administrativa do órgão federal, estabelecendo relação entre o conhecimento técnico e a elaboração de espacialidades, possibilitando identificar quais territórios seriam mais privilegiados por essa política de preservação, sobretudo através do tombamento. Assim, por meio desse instrumento de preservação, buscamos compreender como foi elaborada uma narrativa histórica brasileira, consecutivamente uma narrativa sobre o passado sertanejo.

Metodologia

Aulas dialogadas com apresentação de bibliografia e fontes históricas para alimentar a discussão.

14h00 Simpósios temáticos Simpósio Temático
Local: Bloco D

Simpósios temáticos

19h00 Mesa 1 - Os fazeres historiográficos e os desafios da História Pública Mesa-redonda
Local: Anfiteatro do Ceres

A história pública é uma prática consideravelmente antiga nos fazeres historiográficos, tanto no âmbito da escrita voltada para os grandes públicos, quanto no processo de atuação dos profissionais atinente à consultoria histórica, com a produção de filmes, organização de acervos, pareceres técnicos no reconhecimento de direitos de povos tradicionais de comunidades quilombolas e de povos originários ou no atendimento das pautas dos movimentos sociais. Todavia, ao longo das duas últimas décadas, vem ocorrendo um importante movimento que busca enfrentar o problema epistêmico no sentido de sistematizar e de construir uma definição acerca da História Pública. Disso tem resultado uma série de publicações pautadas na reflexão atinente ao campo, bem como na reformulação das práticas formativas dos profissionais da História, tendo por base o desafio de produção de conhecimento histórico para amplas audiências, bem como na produção de saberes com o público. Com isso, pautado nos debates contemporâneos no processo de formação de profissionais da História e da emergência de novas demandas sociais nos fazeres historiográficos, nesta mesa temos como eixo de discussão as experiências da História Pública no âmbito da reformulação curricular dos cursos de graduação, do reconhecimento do protagonismo dos professores da educação básica e do diálogo da universidade com as comunidades.

19h00 Mesa 2 - A criação do INCT Regiões: Por uma história pública das desigualdades sociais no Brasil Mesa-redonda
Local: Auditório do Ceres

No Brasil, 1% da população concentra 23% da riqueza e 100 milhões vivem com até 1/2 salário mínimo, sobretudo no Nordeste e no Norte. Mas a maior desigualdade se alastra tanto em estados pobres quanto nos mais ricos, evidenciando-se uma questão política, cuja solução advirá da democracia. Propomos investigar essa complexa desigualdade social a partir do estudo das Grandes Regiões (IBGE), suas interações e especificidades, com o objetivo de a população conhecer sua história e, assim, consolidar a democracia. Para tanto, propõe-se o resgate dos documentos históricos para a criação de bancos de dados a serem disponibilizados. A opinião pública se resignou a entender a miséria e a concentração de renda como herança colonial, naturalizando-a como fenômeno imutável. Tais explicações, sem base documental, revelam o desconhecimento do passado e do presente do país, gerando equívocos no combate à desigualdade, reinventando preconceitos. O argumento de que a desigualdade social é responsabilidade do passado escravista foi criado pelas elites sociais beneficiadas por essa realidade produzida, desde os anos de 1930 pelo capitalismo. Em 1970, o país deixou de ser rural. No campo, a propriedade privada solapou formas costumeiras de acesso à terra e expropriou milhões de lavradores. A concentração fundiária permaneceu, porém, difere do período escravista. Em 2017, nos latifúndios as máquinas continuaram a substituir o trabalho assalariado. No campo e na cidade, antigas práticas de disciplinamento e mandonismo local cederam, em tese, espaço a meios modernos de vigilância, como o CPF. Ao mesmo tempo. Apesar disso, nas redes sociais vicejam ideias antirrepublicanas de hierarquização social. Assim como a desigualdade social, esses fenômenos serão pesquisados observando-se as grandes regiões. Os documentos históricos cuja preservação está prevista na Constituição ao serem analisados, terão seus resultados publicizados e, assim, a sociedade se conhecerá, e poderá enfrentar seus problemas. A mesa pretende apresentar o INCT Regiões: desigualdades sociais, contemplado por edital do CNPq como uma contribuição à História Pública.

07h00 Minicurso Minicurso
Local: Bloco D, sala 04

Na aba minicurso consta a lista completa.

07h00 MINICURSO 1 - ESPARTA, ONTEM E HOJE: HISTÓRIA, ARQUEOLOGIA E OS USOS PÚBLICOS DE UMA CIDADE ANTIGA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Cleyton Tavares da S. Silva

Objetivo:

  • Proporcionar uma visão panorâmica e crítica sobre Esparta e espartanos, integrando o estudo das evidências literárias e arqueológicas da Antiguidade com a análise de como essa pólis e seus habitantes é mobilizada nos discursos políticos e culturais da contemporaneidade.
  • Apresentar um quadro geral sobre a história de Esparta, destacando a atualidade e amplitude da historiografia recente, tanto no Brasil como alhures;
  • Demonstrar, com base nos dados materiais, que Esparta possuía uma cultura visual, religiosa e artística rica, desafiando a ideia de uma cidade exclusivamente austera e militarizada.
  • Compreender as complexas relações de poder em Esparta, incluindo um sistema de social heterogêneo (hilotas e periecos) e a posição das mulheres espartanas no contexto helênico.
  • Promover o debate sobre a mobilização contemporânea de imagens e discursos atribuídos à antiga Esparta e seus cidadãos.


Metodologia

O curso será ministrado de forma expositiva e dialogada, para tanto partirá de uma análise interdisciplinar, que articula documentação escrita e material, assim como elementos da cultura visual contemporânea.

Neste sentido, a metodologia compreende a leitura crítica do conjunto documental de época, textos clássicos e objetos da cultura material em sua amplitude e diversidade.

Além disso, o curso passará a analisar elementos da cultura visual contemporânea, produções como filmes, jogos, ou até mesmo certa estética atual que procura ser vinculada a um pretenso passado espartano.

Como suporte visual o curso lançará mão da projeção de mapas, plantas baixas de sítios arqueológicos, assim como cenas de jogos e filmes.

07h00 MINICURSO 2 - O MEDIEVO LOGO AQUI: INTRODUÇÃO ÀS APROPRIAÇÕES DO PASSADO MEDIEVAL Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Leandro César Santana Neves

Objetivos:

  • Apresentar o conceito de apropriação do passado medieval, discutindo modos diferentes de compreensão acerca dos usos da Idade Média;
  • Analisar exemplos contemporâneos de apropriação do passado medieval, identificando como imagens, símbolos e narrativas do medievo aparecem em produções culturais, discursos políticos, mídias digitais, práticas sociais, entre outros meios;
  • Desenvolver uma leitura crítica das representações do medievo, capacitando os participantes a reconhecer os processos de construção, adaptação e instrumentalização do passado medieval no mundo atual.

Metodologia

Aulas expositivas e interativas, uso de datashow e internet.

07h00 MINICURSO 3: A DIDÁTICA E SUAS ESPECIFICIDADES NO ENSINO DE HISTÓRIA Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Arthur Cassio de Oliveira Vieira e Jammerson Yuri da Silva

Objetivos:

  • Refletir sobre as possibilidades metodológicas de inserção da temática do ensino de História na formação de professores que atuam do Ensino Fundamental;
  • Desenvolver o entendimento do processo de cognição histórica, incluindo a apropriação de noções temporais, para iniciar o exercício do pensamento histórico nas crianças desde os primeiros anos;
  • Capacitar os participantes a considerar os conhecimentos socioculturais dos estudantes como ponto de partida para a construção de noções histórico-temporais;
  • Explorar e produzir estratégias pedagógicas que utilizem recursos lúdicos e concretos para tornar o ensino de História mais significativo e engajador;
  • Sensibilizar para as especificidades da cognição histórica em estudantes público-alvo da Educação Especial;
  • Incentivar a autonomia e a imaginação didática na criação de atividades que transcendam a mera reprodução de livros didáticos.

Metodologia:

O minicurso será desenvolvido por meio de uma abordagem teórico-prática, combinando:

Aula expositiva e dialogada: Para apresentar os referenciais teóricos e documentos oficiais;

Análise de documentos oficiais: Diálogo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC);

Oficina e atividades práticas: Desafiando os participantes a produzir e vivenciar o conhecimento histórico, simulando práticas possíveis de serem desenvolvidas na educação básica;

Discussão de estudos de caso e experiências de docência: Compartilhamento de relatos e registros de atividades realizadas em contextos de formação de professores, como a produção de unidades didáticas.

07h00 MINICURSO 4: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS CAPITANIAS DO NORTE (1654-1817) Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Francisco Irajan Bezerril Júnior e Lucas Guedes Pereira Arnaud Arroxelas

Objetivo:

O minicurso tem como objetivo ser uma introdução ao estudo das Capitanias do Norte do Estado do Brasil. Para isso, exploraremos discussões que permitam uma maior compreensão dos processos históricos da região, buscando desenvolver novos olhares e aproximar os participantes das possibilidades de pesquisa sobre o tema. Estudaremos as principais ideias relacionadas à noção de Capitanias do Norte e as discussões historiográficas sobre a conformação de seus limites econômicos, políticos e militares. Também abordaremos questões metodológicas e trabalharemos com fontes disponíveis em arquivos físicos e digitais referentes às Capitanias do Norte no período entre 1654 e 1817.

Metodologia:

A metodologia deste minicurso consiste em uma análise bibliográfica de obras de autores que dialogam com a temática das Capitanias do Norte e do Nordeste brasileiro, tais como Ian de Almeida Prado e Durval Muniz. Discutiremos a historiografia relacionada ao estudo das dinâmicas políticas e territoriais que constituíram essa região durante o período colonial. Por meio de aulas expositivas, guiadas por um plano de leituras, serão exploradas fontes documentais produzidas por diferentes sujeitos, tais como autoridades coloniais e lideranças indígenas, entre 1654 e 1817.

07h00 MINICURSO 5: FONTES HISTÓRICAS E SUAS TIPOLOGIAS: POSSIBILIDADES, DESAFIOS E NOVAS PERSPECTIVAS PLURAIS EM TEMPOS DE NEGACIONISMO Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Rodrigo da Silva Lucena e Segiefredo Rufino dos Santos

Objetivos:

  • Discutir a ampliação do campo das fontes históricas nas últimas décadas e a interdisciplinaridade como perspectiva eminente entre a História e outras áreas do conhecimento.
  • Identificar a variedade de registros elaborados pela sociedade: escritas, iconográficas, materiais, audiovisuais, orais e digitais.
  • Investigar e analisar, a partir da participação colaborativa, fontes históricas de diferentes tipologias, explorando as suas especificidades e potencialidades para as pesquisas científicas, destacando seu papel como instrumento eficaz para no combate de teorias negacionistas historiográficas.
  • Debater e propor, a partir de experiências práticas, estratégias de manuseio e preservação para diferentes tipos de acervos, evidenciando os desafios contemporâneos de acesso às fontes e a importância da preservação para a construção do conhecimento historiográfico.

Metodologia

A proposta pedagógica do minicurso combinará exposições dialogadas junto com a participação ativa dos participantes. Por meio da projeção de conceitos, documentos e imagens, pretendemos debater coletivamente a respeito do lugar das fontes históricas no modo de se fazer História, destacando seu papel como instrumento eficaz para o combate de negacionismos no campo historiográfico. Também será contemplado o debate acerca da ampliação do campo das fontes historiográficas nas últimas décadas e a interdisciplinaridade entre História e outras áreas do conhecimento. Serão apresentadas as diversas tipologias de fontes históricas (escritas, iconográficas, materiais, audiovisuais, orais e digitais) e através de uma aprendizagem colaborativa, os cursistas serão convidados a mapear e explorar as características dos diferentes tipos de fontes históricas, discutindo suas diferentes possibilidades de abordagem nas pesquisas. Por fim, utilizaremos elementos presentes em nossas trajetórias para exemplificar e descrever os principais desafios de acesso às fontes, as possibilidades e as potencialidades de pesquisas em História, permitindo a ampliação da compreensão referente às estratégias de manuseio e preservação. Desse modo, pretendemos que, ao final dos encontros, os cursistas sejam capazes de compreender o trato com algumas fontes e a essência do ofício dos historiadores(as).

07h00 MINICURSO 6: OFICINA DE PALEOGRAFIA: TEXTOS POTIGUARES DO INÍCIO DO SÉCULO XX. AUGUSTO TAVARES DE LIRA E JOAQUIM FERREIRA CHAVES Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Roberto da Silva Ribeiro

Objetivo:

Apresentar a escrita autografa de Augusto Tavares de Lira e Joaquim Ferreira Chaves com base em documentos sob a guarda do Memorial da Justiça Des. Vicente de Lemos

Metodologia

Metodologia teórico-prática focada na observação, leitura, interpretação explicação de cartas pessoais de Augusto Tavares de Lira e Joaquim Ferreira Chaves dirigidas a Vicente de Lemos.

07h00 MINICURSO 7: A GUERRA E AS GUERRAS NO ESPAÇO COLONIAL PORTUGUÊS (XV-XVII): NORTE DA ÁFRICA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Mohammed Nadir

Objetivo:

  • Analisar as dinâmicas da guerra no espaço colonial português entre os séculos XV e XVII, com foco no Norte da África, examinando os conflitos militares, as relações políticas e as interações sociais entre portugueses e sociedades magrebinas no contexto da expansão ibérica e das conexões mediterrânicas.
  • Compreender o papel da guerra na expansão portuguesa no Norte da África entre os séculos XV e XVII.
  • Analisar as formas de organização militar e estratégica utilizadas pelos portugueses e pelas sociedades magrebinas nos conflitos do período.
  • Examinar as relações entre guerra, política e religião no contexto das disputas entre cristandade e poderes islâmicos no Mediterrâneo ocidental.
  • Discutir o impacto dos conflitos militares nas dinâmicas sociais, econômicas e culturais das regiões envolvidas.
  • Investigar as interações e circulações entre o Norte da África, a Península Ibérica e o espaço atlântico, situando os conflitos dentro de uma perspectiva de história conectada.
  • Problematizar a historiografia sobre a presença portuguesa no Magrebe, destacando novas abordagens da história global e da história imperial.
  • Estimular a reflexão crítica sobre o conceito de guerra no contexto da formação dos impérios ibéricos na Época Moderna.

Metodologia:

A metodologia do minicurso combina exposição teórica, análise de fontes históricas e discussão historiográfica, com o objetivo de promover uma compreensão crítica das dinâmicas de guerra no espaço colonial português no Norte da África entre os séculos XV e XVII.

07h00 MINICURSO 8: APRENDENDO E ENSINANDO HISTÓRIA NO FIM DO MUNDO Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Dikson de Almeida Freire

Objetivo:

  • Discutir o conceito de Antropoceno e suas implicações para a compreensão histórica das relações entre sociedade, natureza e temporalidade histórica.
  • Problematizar os desafios epistemológicos e didáticos que o Antropoceno coloca para o ensino de História, especialmente no que diz respeito às escalas temporais, às narrativas históricas e à centralidade do humano na historiografia.
  • Apresentar e experimentar estratégias pedagógicas para o ensino de História no contexto do Antropoceno, explorando possibilidades de abordagem em sala de aula que articulem história ambiental, crise climática e formação da consciência histórica dos estudantes.

Metodologia:

A metodologia do minicurso será desenvolvida a partir de uma abordagem dialógica, interdisciplinar e problematizadora, articulando reflexões historiográficas sobre o Antropoceno com estratégias didáticas voltadas ao ensino de História na educação básica. A proposta parte do entendimento de que as transformações ambientais contemporâneas desafiam não apenas as ciências naturais, mas também as formas tradicionais de narrar e ensinar o passado.

Inicialmente, serão apresentados elementos conceituais sobre o Antropoceno, discutindo suas implicações para a escrita da história e para a compreensão das relações entre sociedade e natureza ao longo do tempo. Essa etapa será conduzida por meio de exposição dialogada, acompanhada da análise de imagens, gráficos climáticos, mapas e dados científicos, permitindo estabelecer um diálogo com conhecimentos produzidos em áreas como Geografia, Física, Química e Biologia, especialmente no que diz respeito às mudanças climáticas, ao ciclo do carbono, às transformações da paisagem e à crise da biodiversidade.

Na sequência, serão propostas atividades de leitura e análise de fontes contemporâneas, incluindo reportagens jornalísticas, relatórios científicos, documentos de legislação ambiental e materiais produzidos por organismos internacionais e instituições brasileiras. O objetivo é explorar o potencial dessas fontes para o ensino de História, estimulando os participantes a refletirem sobre como acontecimentos do tempo presente podem ser mobilizados como instrumentos para discutir processos históricos de longa duração.

O minicurso também buscará promover o diálogo com saberes produzidos por populações originárias e comunidades tradicionais, problematizando as diferentes concepções de natureza, território e temporalidade presentes nessas cosmologias. Essa abordagem permitirá discutir os limites de uma narrativa histórica estritamente antropocêntrica, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de construção de perspectivas críticas sobre o passado e o presente.

Outra dimensão metodológica consistirá na elaboração coletiva de estratégias didáticas para o ensino de História no contexto do Antropoceno. Os participantes serão convidados a desenvolver propostas de atividades pedagógicas que articulem diferentes áreas do conhecimento, integrando, por exemplo, análises de paisagens locais, debates sobre legislação ambiental, uso de tecnologias digitais, interpretação de dados climáticos e problematização de conflitos socioambientais contemporâneos.

Por fim, o minicurso estimulará a construção de sequências didáticas interdisciplinares, nas quais o ensino de História dialogue com outras áreas do currículo escolar, favorecendo abordagens que integrem escalas temporais distintas, desde processos geológicos e ambientais de longa duração até acontecimentos políticos e sociais do tempo presente. Dessa forma, busca-se oferecer aos participantes instrumentos teóricos e práticos para pensar o ensino de História diante dos desafios colocados pela crise ambiental contemporânea.

07h00 MINICURSO 9: DO TEMA AO MÉTODO: ESTRUTURAÇÃO PRÁTICA DE PROJETOS DE PESQUISA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Laise Vitória de Figueredo Souza e Laila Lizandra Figueredo Sousa

Objetivo:

  • Capacitar os participantes na elaboração de projetos de pesquisa acadêmica, fornecendo as ferramentas teóricas e práticas necessárias para a construção de um documento científico sólido.
  • Orientar a transição da ideia inicial (tema) para um problema de pesquisa delimitado.
  • Diferenciar as abordagens metodológicas (qualitativa, quantitativa e mista) para uma escolha estratégica.
  • Instrumentalizar o aluno quanto às normas técnicas (ABNT) e aos elementos essenciais (objetivos, justificativa, fundamentação).

Metodologia

O minicurso será desenvolvido em dois encontros, utilizando uma abordagem expositivo-dialogada e prática:

Momento Teórico: Apresentação dos conceitos fundamentais, tipos de pesquisa e estrutura normativa, com suporte de slides e exemplos de projetos reais.

Momento Prático (Workshop): Atividades guiadas onde os alunos aplicarão os conceitos em seus próprios temas, realizando exercícios de escrita de objetivos e esboço da trilha metodológica.

Recursos: Utilização de projetor multimídia, material de apoio impresso com roteiro de preenchimento e bibliografia sugerida.

07h00 MINICURSO 10 - SERTÕES ENTRE A HISTÓRIA E A GEOGRAFIA DO PATRIMÔNIO CULTURAL Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Pedro Henrique da Silva Paes

Objetivo:

  • Compreender como a regionalização do país em áreas de interesse e a cartografia patrimonial brasileira foram sendo desenvolvidas no cotidiano de trabalho de instituições que estiveram a frente da política federal de patrimônio, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Procuramos analisar a estrutura administrativa do órgão federal, estabelecendo relação entre o conhecimento técnico e a elaboração de espacialidades, possibilitando identificar quais territórios seriam mais privilegiados por essa política de preservação, sobretudo através do tombamento. Assim, por meio desse instrumento de preservação, buscamos compreender como foi elaborada uma narrativa histórica brasileira, consecutivamente uma narrativa sobre o passado sertanejo.

Metodologia

Aulas dialogadas com apresentação de bibliografia e fontes históricas para alimentar a discussão.

09h00 Fórum dos Professores da Educação Básica Fórum
Local: Auditório do Ceres

Fórum dos Professores da Educação Básica

09h00 Fórum Programas de Pós-Graduação em História e a formação continuada no Rio Grande do Norte Fórum
Local: Auditório do Ceres

ProfHistória-Mossoró; ProfHistória Natal; PPGH-UFRN; PPGHC-UFRN

14h00 Simpósios temáticos Simpósio Temático
Local: Bloco D

Simpósios temáticos

17h00 Lançamento de livros Lançamento de Livro
Local: Auditório do Ceres

Lançamento de livros

19h00 Mesa 3 - História pública em movimento: patrimônios, conexões e ensino de História Mesa-redonda
Local: Auditório do Ceres

A mesa tem a intenção de debater sobre a importância da História pública pensada como um saber gestado a partir de uma autoridade compartilhada. Nesse sentido, as pesquisadoras e pesquisadores docentes trarão ao foco projetos de pesquisa e extensão que colaboram com a valorização do ensino de História, educação patrimonial potiguar, bem como como as plataformas digitais podem contribuir para a difusão do saber histórico e ampliação de públicos. A ciência histórica, partilhada e construída a partir da parceria comunidade e academia, enseja atender a sua destinação social. A História pública tem destaque por valorizar a importância da história na formação da identidade cultural e na compreensão do passado. Pensando em trabalhos que contribuem nesse sentido, a mesa contará com discussões a partir da experiência dos projetos de instituições de diferentes regiões do RN: Procurando Rafael: a quem pertence o 30 de setembro em Mossoró?, E-Human@s Conecta e Das ruas às redes: quinta da história, idealizados por historiadores(as) docentes que têm focado suas atenções em alcançar maiores audiências.

19h00 Mesa 4 História Pública e usos do passado: a Antiguidade em foco Fórum
Local: Anfiteatro do Ceres

sta proposta de mesa-redonda dialoga com uma das linhas de pesquisa do Grupo de Pesquisa em História Antiga – Antiqva, que coordeno no Departamento de História da UFRN. A linha “Usar e adaptar: História Pública e Recepções do Passado” explora os múltiplos sentidos que os materiais da Antiguidade assumem em épocas posteriores, sobretudo na contemporaneidade. A História Pública voltada para a Antiguidade lida com as formas como o público em geral e as mídias adotam temas relacionados à Antiguidade e reinventam o passado, conforme os seus interesses, sejam econômicos, políticos e/ou culturais. Para tratar desse tema, escolhemos três comunicações que abordam questões pertinentes para a reflexão sobre como a Antiguidade pode ser utilizada e, por vezes, manipulada na contemporaneidade e quais soluções têm sido apresentadas pelos educadores. A primeira, de Arthur Rodrigues Fabrício, trata do Egito Antigo e das iniciativas no campo da História Digital e da Cibercultura na produção de conteúdos educativos para a internet. A segunda comunicação, de Ruan Kleberson Pereira da Silva, aborda como o passado mesopotâmico do Iraque, sobretudo o assírio e o babilônico, tem sido utilizado como fonte de retórica política e cultural na contemporaneidade. A última apresentação, de Cleyton Tavares da Silveira Silva, pretende demonstrar como Esparta tem sido um mito da contemporaneidade, sendo utilizada nas mídias e em movimentos de Extrema Direita mundiais como símbolo de autoritarismo, força e ideal guerreiro.

07h00 Minicurso Minicurso
Local: Bloco D, sala 04

Na aba minicurso consta a lista completa.

07h00 MINICURSO 2 - O MEDIEVO LOGO AQUI: INTRODUÇÃO ÀS APROPRIAÇÕES DO PASSADO MEDIEVAL Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Leandro César Santana Neves

Objetivos:

  • Apresentar o conceito de apropriação do passado medieval, discutindo modos diferentes de compreensão acerca dos usos da Idade Média;
  • Analisar exemplos contemporâneos de apropriação do passado medieval, identificando como imagens, símbolos e narrativas do medievo aparecem em produções culturais, discursos políticos, mídias digitais, práticas sociais, entre outros meios;
  • Desenvolver uma leitura crítica das representações do medievo, capacitando os participantes a reconhecer os processos de construção, adaptação e instrumentalização do passado medieval no mundo atual.

Metodologia

Aulas expositivas e interativas, uso de datashow e internet.

07h00 MINICURSO 3: A DIDÁTICA E SUAS ESPECIFICIDADES NO ENSINO DE HISTÓRIA Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Arthur Cassio de Oliveira Vieira e Jammerson Yuri da Silva

Objetivos:

  • Refletir sobre as possibilidades metodológicas de inserção da temática do ensino de História na formação de professores que atuam do Ensino Fundamental;
  • Desenvolver o entendimento do processo de cognição histórica, incluindo a apropriação de noções temporais, para iniciar o exercício do pensamento histórico nas crianças desde os primeiros anos;
  • Capacitar os participantes a considerar os conhecimentos socioculturais dos estudantes como ponto de partida para a construção de noções histórico-temporais;
  • Explorar e produzir estratégias pedagógicas que utilizem recursos lúdicos e concretos para tornar o ensino de História mais significativo e engajador;
  • Sensibilizar para as especificidades da cognição histórica em estudantes público-alvo da Educação Especial;
  • Incentivar a autonomia e a imaginação didática na criação de atividades que transcendam a mera reprodução de livros didáticos.

Metodologia:

O minicurso será desenvolvido por meio de uma abordagem teórico-prática, combinando:

Aula expositiva e dialogada: Para apresentar os referenciais teóricos e documentos oficiais;

Análise de documentos oficiais: Diálogo com a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC);

Oficina e atividades práticas: Desafiando os participantes a produzir e vivenciar o conhecimento histórico, simulando práticas possíveis de serem desenvolvidas na educação básica;

Discussão de estudos de caso e experiências de docência: Compartilhamento de relatos e registros de atividades realizadas em contextos de formação de professores, como a produção de unidades didáticas.

07h00 MINICURSO 4: INTRODUÇÃO AO ESTUDO DAS CAPITANIAS DO NORTE (1654-1817) Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Francisco Irajan Bezerril Júnior e Lucas Guedes Pereira Arnaud Arroxelas

Objetivo:

O minicurso tem como objetivo ser uma introdução ao estudo das Capitanias do Norte do Estado do Brasil. Para isso, exploraremos discussões que permitam uma maior compreensão dos processos históricos da região, buscando desenvolver novos olhares e aproximar os participantes das possibilidades de pesquisa sobre o tema. Estudaremos as principais ideias relacionadas à noção de Capitanias do Norte e as discussões historiográficas sobre a conformação de seus limites econômicos, políticos e militares. Também abordaremos questões metodológicas e trabalharemos com fontes disponíveis em arquivos físicos e digitais referentes às Capitanias do Norte no período entre 1654 e 1817.

Metodologia:

A metodologia deste minicurso consiste em uma análise bibliográfica de obras de autores que dialogam com a temática das Capitanias do Norte e do Nordeste brasileiro, tais como Ian de Almeida Prado e Durval Muniz. Discutiremos a historiografia relacionada ao estudo das dinâmicas políticas e territoriais que constituíram essa região durante o período colonial. Por meio de aulas expositivas, guiadas por um plano de leituras, serão exploradas fontes documentais produzidas por diferentes sujeitos, tais como autoridades coloniais e lideranças indígenas, entre 1654 e 1817.

07h00 MINICURSO 5: FONTES HISTÓRICAS E SUAS TIPOLOGIAS: POSSIBILIDADES, DESAFIOS E NOVAS PERSPECTIVAS PLURAIS EM TEMPOS DE NEGACIONISMO Minicurso
Local: Bloco A

Proponentes: Rodrigo da Silva Lucena e Segiefredo Rufino dos Santos

Objetivos:

  • Discutir a ampliação do campo das fontes históricas nas últimas décadas e a interdisciplinaridade como perspectiva eminente entre a História e outras áreas do conhecimento.
  • Identificar a variedade de registros elaborados pela sociedade: escritas, iconográficas, materiais, audiovisuais, orais e digitais.
  • Investigar e analisar, a partir da participação colaborativa, fontes históricas de diferentes tipologias, explorando as suas especificidades e potencialidades para as pesquisas científicas, destacando seu papel como instrumento eficaz para no combate de teorias negacionistas historiográficas.
  • Debater e propor, a partir de experiências práticas, estratégias de manuseio e preservação para diferentes tipos de acervos, evidenciando os desafios contemporâneos de acesso às fontes e a importância da preservação para a construção do conhecimento historiográfico.

Metodologia

A proposta pedagógica do minicurso combinará exposições dialogadas junto com a participação ativa dos participantes. Por meio da projeção de conceitos, documentos e imagens, pretendemos debater coletivamente a respeito do lugar das fontes históricas no modo de se fazer História, destacando seu papel como instrumento eficaz para o combate de negacionismos no campo historiográfico. Também será contemplado o debate acerca da ampliação do campo das fontes historiográficas nas últimas décadas e a interdisciplinaridade entre História e outras áreas do conhecimento. Serão apresentadas as diversas tipologias de fontes históricas (escritas, iconográficas, materiais, audiovisuais, orais e digitais) e através de uma aprendizagem colaborativa, os cursistas serão convidados a mapear e explorar as características dos diferentes tipos de fontes históricas, discutindo suas diferentes possibilidades de abordagem nas pesquisas. Por fim, utilizaremos elementos presentes em nossas trajetórias para exemplificar e descrever os principais desafios de acesso às fontes, as possibilidades e as potencialidades de pesquisas em História, permitindo a ampliação da compreensão referente às estratégias de manuseio e preservação. Desse modo, pretendemos que, ao final dos encontros, os cursistas sejam capazes de compreender o trato com algumas fontes e a essência do ofício dos historiadores(as).

07h00 MINICURSO 6: OFICINA DE PALEOGRAFIA: TEXTOS POTIGUARES DO INÍCIO DO SÉCULO XX. AUGUSTO TAVARES DE LIRA E JOAQUIM FERREIRA CHAVES Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Roberto da Silva Ribeiro

Objetivo:

Apresentar a escrita autografa de Augusto Tavares de Lira e Joaquim Ferreira Chaves com base em documentos sob a guarda do Memorial da Justiça Des. Vicente de Lemos

Metodologia

Metodologia teórico-prática focada na observação, leitura, interpretação explicação de cartas pessoais de Augusto Tavares de Lira e Joaquim Ferreira Chaves dirigidas a Vicente de Lemos.

07h00 MINICURSO 7: A GUERRA E AS GUERRAS NO ESPAÇO COLONIAL PORTUGUÊS (XV-XVII): NORTE DA ÁFRICA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Mohammed Nadir

Objetivo:

  • Analisar as dinâmicas da guerra no espaço colonial português entre os séculos XV e XVII, com foco no Norte da África, examinando os conflitos militares, as relações políticas e as interações sociais entre portugueses e sociedades magrebinas no contexto da expansão ibérica e das conexões mediterrânicas.
  • Compreender o papel da guerra na expansão portuguesa no Norte da África entre os séculos XV e XVII.
  • Analisar as formas de organização militar e estratégica utilizadas pelos portugueses e pelas sociedades magrebinas nos conflitos do período.
  • Examinar as relações entre guerra, política e religião no contexto das disputas entre cristandade e poderes islâmicos no Mediterrâneo ocidental.
  • Discutir o impacto dos conflitos militares nas dinâmicas sociais, econômicas e culturais das regiões envolvidas.
  • Investigar as interações e circulações entre o Norte da África, a Península Ibérica e o espaço atlântico, situando os conflitos dentro de uma perspectiva de história conectada.
  • Problematizar a historiografia sobre a presença portuguesa no Magrebe, destacando novas abordagens da história global e da história imperial.
  • Estimular a reflexão crítica sobre o conceito de guerra no contexto da formação dos impérios ibéricos na Época Moderna.

Metodologia:

A metodologia do minicurso combina exposição teórica, análise de fontes históricas e discussão historiográfica, com o objetivo de promover uma compreensão crítica das dinâmicas de guerra no espaço colonial português no Norte da África entre os séculos XV e XVII.

07h00 MINICURSO 8: APRENDENDO E ENSINANDO HISTÓRIA NO FIM DO MUNDO Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Dikson de Almeida Freire

Objetivo:

  • Discutir o conceito de Antropoceno e suas implicações para a compreensão histórica das relações entre sociedade, natureza e temporalidade histórica.
  • Problematizar os desafios epistemológicos e didáticos que o Antropoceno coloca para o ensino de História, especialmente no que diz respeito às escalas temporais, às narrativas históricas e à centralidade do humano na historiografia.
  • Apresentar e experimentar estratégias pedagógicas para o ensino de História no contexto do Antropoceno, explorando possibilidades de abordagem em sala de aula que articulem história ambiental, crise climática e formação da consciência histórica dos estudantes.

Metodologia:

A metodologia do minicurso será desenvolvida a partir de uma abordagem dialógica, interdisciplinar e problematizadora, articulando reflexões historiográficas sobre o Antropoceno com estratégias didáticas voltadas ao ensino de História na educação básica. A proposta parte do entendimento de que as transformações ambientais contemporâneas desafiam não apenas as ciências naturais, mas também as formas tradicionais de narrar e ensinar o passado.

Inicialmente, serão apresentados elementos conceituais sobre o Antropoceno, discutindo suas implicações para a escrita da história e para a compreensão das relações entre sociedade e natureza ao longo do tempo. Essa etapa será conduzida por meio de exposição dialogada, acompanhada da análise de imagens, gráficos climáticos, mapas e dados científicos, permitindo estabelecer um diálogo com conhecimentos produzidos em áreas como Geografia, Física, Química e Biologia, especialmente no que diz respeito às mudanças climáticas, ao ciclo do carbono, às transformações da paisagem e à crise da biodiversidade.

Na sequência, serão propostas atividades de leitura e análise de fontes contemporâneas, incluindo reportagens jornalísticas, relatórios científicos, documentos de legislação ambiental e materiais produzidos por organismos internacionais e instituições brasileiras. O objetivo é explorar o potencial dessas fontes para o ensino de História, estimulando os participantes a refletirem sobre como acontecimentos do tempo presente podem ser mobilizados como instrumentos para discutir processos históricos de longa duração.

O minicurso também buscará promover o diálogo com saberes produzidos por populações originárias e comunidades tradicionais, problematizando as diferentes concepções de natureza, território e temporalidade presentes nessas cosmologias. Essa abordagem permitirá discutir os limites de uma narrativa histórica estritamente antropocêntrica, ao mesmo tempo em que amplia as possibilidades de construção de perspectivas críticas sobre o passado e o presente.

Outra dimensão metodológica consistirá na elaboração coletiva de estratégias didáticas para o ensino de História no contexto do Antropoceno. Os participantes serão convidados a desenvolver propostas de atividades pedagógicas que articulem diferentes áreas do conhecimento, integrando, por exemplo, análises de paisagens locais, debates sobre legislação ambiental, uso de tecnologias digitais, interpretação de dados climáticos e problematização de conflitos socioambientais contemporâneos.

Por fim, o minicurso estimulará a construção de sequências didáticas interdisciplinares, nas quais o ensino de História dialogue com outras áreas do currículo escolar, favorecendo abordagens que integrem escalas temporais distintas, desde processos geológicos e ambientais de longa duração até acontecimentos políticos e sociais do tempo presente. Dessa forma, busca-se oferecer aos participantes instrumentos teóricos e práticos para pensar o ensino de História diante dos desafios colocados pela crise ambiental contemporânea.

07h00 MINICURSO 9: DO TEMA AO MÉTODO: ESTRUTURAÇÃO PRÁTICA DE PROJETOS DE PESQUISA Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Laise Vitória de Figueredo Souza e Laila Lizandra Figueredo Sousa

Objetivo:

  • Capacitar os participantes na elaboração de projetos de pesquisa acadêmica, fornecendo as ferramentas teóricas e práticas necessárias para a construção de um documento científico sólido.
  • Orientar a transição da ideia inicial (tema) para um problema de pesquisa delimitado.
  • Diferenciar as abordagens metodológicas (qualitativa, quantitativa e mista) para uma escolha estratégica.
  • Instrumentalizar o aluno quanto às normas técnicas (ABNT) e aos elementos essenciais (objetivos, justificativa, fundamentação).

Metodologia

O minicurso será desenvolvido em dois encontros, utilizando uma abordagem expositivo-dialogada e prática:

Momento Teórico: Apresentação dos conceitos fundamentais, tipos de pesquisa e estrutura normativa, com suporte de slides e exemplos de projetos reais.

Momento Prático (Workshop): Atividades guiadas onde os alunos aplicarão os conceitos em seus próprios temas, realizando exercícios de escrita de objetivos e esboço da trilha metodológica.

Recursos: Utilização de projetor multimídia, material de apoio impresso com roteiro de preenchimento e bibliografia sugerida.

07h00 MINICURSO 10 - SERTÕES ENTRE A HISTÓRIA E A GEOGRAFIA DO PATRIMÔNIO CULTURAL Minicurso
Local: Bloco A

Proponente: Pedro Henrique da Silva Paes

Objetivo:

  • Compreender como a regionalização do país em áreas de interesse e a cartografia patrimonial brasileira foram sendo desenvolvidas no cotidiano de trabalho de instituições que estiveram a frente da política federal de patrimônio, como o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Procuramos analisar a estrutura administrativa do órgão federal, estabelecendo relação entre o conhecimento técnico e a elaboração de espacialidades, possibilitando identificar quais territórios seriam mais privilegiados por essa política de preservação, sobretudo através do tombamento. Assim, por meio desse instrumento de preservação, buscamos compreender como foi elaborada uma narrativa histórica brasileira, consecutivamente uma narrativa sobre o passado sertanejo.

Metodologia

Aulas dialogadas com apresentação de bibliografia e fontes históricas para alimentar a discussão.

08h00 Mesa 6 - De volta(?) ao documento: a pesquisa histórica em acervos físicos e repositórios digitais nos combates pela História Mesa-redonda
Local: Anfiteatro do Ceres

Os debates travados no campo da historiografia acerca das chamadas fake news – que em nossa área se apresentam com a face de negacionismos historiográficos – emergiram a partir das vivências de docentes nas salas de aulas (escolares e universitárias). Tornou-se lugar comum duvidar, e até mesmo negar, o conhecimento daqueles/as que cursaram licenciatura em História (muitos/as com pós-graduações e produções bibliográficas na área). O objetivo da mesa redonda é evidenciar o papel da pesquisa histórica (acadêmica e escolar) nas trincheiras de enfrentamento às diversas formas de negacionismo que surgem e se reinventam ao atingir o próprio fazer historiográfico. Nesse sentido, as comunicações propostas partem de diferentes espaços de produção do saber histórico (Escola, Centro de Memória e Universidade) e abordam a necessidade do aprofundamento dos debates acerca dos usos da documentação histórica disponível em repositórios físicos e digitais na pesquisa, no ensino e na extensão. Serão discutidos a problemática acerca dos próprios processos de arquivamento de documentos, sua preservação e disseminação; a mediação feita nas escolas entre o saber escolar e a chamada “história no YouTube”; e a produção dos saberes na academia para (e sobre) os desafios de combater negacionismos.

09h00 Mesa 5 - Guerras do Brasil colonial: Resistências, História Pública e passados sensíveis Mesa-redonda
Local: Auditório do Ceres

Esta mesa propõe uma reflexão sobre as guerras coloniais de conquista no Brasil no período colonial, com foco em episódios como a chamada “Guerra dos Bárbaros” e a Guerra dos Palmares. A partir do diálogo entre diferentes perspectivas historiográficas, pretende-se discutir como esses conflitos, marcados por violência, resistência e projetos de conquista e dominação, têm sido representados na história e na memória social. A ideia de passados sensíveis sugere abordagens que envolvem dor, resistência, apagamento e disputas contemporâneas sobre como esses eventos são lembrados, articulados e mobilizados pelos grupos que tiveram suas histórias profundamente marcadas pelas guerras de conquista, sobretudo povos indígenas e comunidades remanescentes de quilombos. Essa perspectiva mostra-se especialmente pertinente diante do avanço de discursos negacionistas e revisionistas nos espaços públicos e sociais, que, por diversas vezes, distorcem o conhecimento histórico para impor aos grupos vencidos a culpa e o remorso dos vencedores, projetando sobre os dominados a responsabilidade pelas violências que sofreram. Dessa forma, ao trazer essas guerras de conquista para o centro do debate, a mesa busca tensionar os limites entre História acadêmica e História pública, problematizando os usos do passado colonial no presente.

15h00 Assembleia geral Assembleia
Local: Auditório do Ceres

Assembleia geral

19h00 Conferência de encerramento Conferência
Local: Auditório do Ceres

Samantha Quadrat (UFF)

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Centro de Ensino Superior do Seridó - UFRN - Caicó - Rio Grande do Norte - Brasil, 59300-000, Rua Joaquim Gregório, Penedo, Caicó, Rio Grande do Norte
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