XII Encontro Estadual de História ANPUH-RN

NEGACIONISMO, HISTÓRIA PÚBLICA E COMBATES PELA HISTÓRIA

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De 6 a 9 de julho Todos os dias das 19h00 às 22h00

Sobre o Evento

A ANPUH-RN convida a comunidade de pesquisadores para o XII ENCONTRO ESTADUAL DE HISTÓRIA, ANPUH-RN, NEGACIONISMO, HISTÓRIA PÚBLICA E COMBATES PELA HISTÓRIA. O evento ocorrerá entre os dias 06 e 09 de julho de 2026 no CERS-UFRN, em Caicó, Rio Grande do Norte.

Programação

15h00 Credenciamento Credenciamento
Local: Bloco D, sala 04

Credenciamento

19h00 Conferência de abertura Abertura
Local: Auditório do Ceres

Francivaldo Alves Nunes (UFPA - presidente ANPUH Nacional)

08h00 Simpósios temáticos Simpósio Temático
Local: Bloco D

Simpósios temáticos

14h00 Fórum dos Professores da Educação Básica Fórum
Local: Auditório do Ceres

Fórum dos Professores da Educação Básica

19h00 Mesa 1 - Os fazeres historiográficos e os desafios da História Pública Mesa-redonda
Local: Anfiteatro do Ceres

A história pública é uma prática consideravelmente antiga nos fazeres historiográficos, tanto no âmbito da escrita voltada para os grandes públicos, quanto no processo de atuação dos profissionais atinente à consultoria histórica, com a produção de filmes, organização de acervos, pareceres técnicos no reconhecimento de direitos de povos tradicionais de comunidades quilombolas e de povos originários ou no atendimento das pautas dos movimentos sociais. Todavia, ao longo das duas últimas décadas, vem ocorrendo um importante movimento que busca enfrentar o problema epistêmico no sentido de sistematizar e de construir uma definição acerca da História Pública. Disso tem resultado uma série de publicações pautadas na reflexão atinente ao campo, bem como na reformulação das práticas formativas dos profissionais da História, tendo por base o desafio de produção de conhecimento histórico para amplas audiências, bem como na produção de saberes com o público. Com isso, pautado nos debates contemporâneos no processo de formação de profissionais da História e da emergência de novas demandas sociais nos fazeres historiográficos, nesta mesa temos como eixo de discussão as experiências da História Pública no âmbito da reformulação curricular dos cursos de graduação, do reconhecimento do protagonismo dos professores da educação básica e do diálogo da universidade com as comunidades.

19h00 Mesa 2 - A criação do INCT Regiões: Por uma história pública das desigualdades sociais no Brasil Mesa-redonda
Local: Auditório do Ceres

No Brasil, 1% da população concentra 23% da riqueza e 100 milhões vivem com até 1/2 salário mínimo, sobretudo no Nordeste e no Norte. Mas a maior desigualdade se alastra tanto em estados pobres quanto nos mais ricos, evidenciando-se uma questão política, cuja solução advirá da democracia. Propomos investigar essa complexa desigualdade social a partir do estudo das Grandes Regiões (IBGE), suas interações e especificidades, com o objetivo de a população conhecer sua história e, assim, consolidar a democracia. Para tanto, propõe-se o resgate dos documentos históricos para a criação de bancos de dados a serem disponibilizados. A opinião pública se resignou a entender a miséria e a concentração de renda como herança colonial, naturalizando-a como fenômeno imutável. Tais explicações, sem base documental, revelam o desconhecimento do passado e do presente do país, gerando equívocos no combate à desigualdade, reinventando preconceitos. O argumento de que a desigualdade social é responsabilidade do passado escravista foi criado pelas elites sociais beneficiadas por essa realidade produzida, desde os anos de 1930 pelo capitalismo. Em 1970, o país deixou de ser rural. No campo, a propriedade privada solapou formas costumeiras de acesso à terra e expropriou milhões de lavradores. A concentração fundiária permaneceu, porém, difere do período escravista. Em 2017, nos latifúndios as máquinas continuaram a substituir o trabalho assalariado. No campo e na cidade, antigas práticas de disciplinamento e mandonismo local cederam, em tese, espaço a meios modernos de vigilância, como o CPF. Ao mesmo tempo. Apesar disso, nas redes sociais vicejam ideias antirrepublicanas de hierarquização social. Assim como a desigualdade social, esses fenômenos serão pesquisados observando-se as grandes regiões. Os documentos históricos cuja preservação está prevista na Constituição ao serem analisados, terão seus resultados publicizados e, assim, a sociedade se conhecerá, e poderá enfrentar seus problemas. A mesa pretende apresentar o INCT Regiões: desigualdades sociais, contemplado por edital do CNPq como uma contribuição à História Pública.

08h00 Fórum Programas de Pós-Graduação em História e a formação continuada no Rio Grande do Norte Fórum
Local: Auditório do Ceres

ProfHistória-Mossoró; ProfHistória Natal; PPGH-UFRN; PPGHC-UFRN

14h00 Simpósios temáticos Simpósio Temático
Local: Bloco D

Simpósios temáticos

17h00 Lançamento de livros Lançamento de Livro
Local: Auditório do Ceres

Lançamento de livros

19h00 Mesa 3 - Histo?ria pu?blica em movimento: patrimo?nios, conexo?es e ensino de Histo?ria Mesa-redonda
Local: Auditório do Ceres

A mesa tem a intenção de debater sobre a importância da História pública pensada como um saber gestado a partir de uma autoridade compartilhada. Nesse sentido, as pesquisadoras e pesquisadores docentes trarão ao foco projetos de pesquisa e extensão que colaboram com a valorização do ensino de História, educação patrimonial potiguar, bem como como as plataformas digitais podem contribuir para a difusão do saber histórico e ampliação de públicos. A ciência histórica, partilhada e construída a partir da parceria comunidade e academia, enseja atender a sua destinação social. A História pública tem destaque por valorizar a importância da história na formação da identidade cultural e na compreensão do passado. Pensando em trabalhos que contribuem nesse sentido, a mesa contará com discussões a partir da experiência dos projetos de instituições de diferentes regiões do RN: Procurando Rafael: a quem pertence o 30 de setembro em Mossoró?, E-Human@s Conecta e Das ruas às redes: quinta da história, idealizados por historiadores(as) docentes que têm focado suas atenções em alcançar maiores audiências.

19h00 Mesa 4 História Pública e usos do passado: a Antiguidade em foco Fórum
Local: Anfiteatro do Ceres

sta proposta de mesa-redonda dialoga com uma das linhas de pesquisa do Grupo de Pesquisa em História Antiga – Antiqva, que coordeno no Departamento de História da UFRN. A linha “Usar e adaptar: História Pública e Recepções do Passado” explora os múltiplos sentidos que os materiais da Antiguidade assumem em épocas posteriores, sobretudo na contemporaneidade. A História Pública voltada para a Antiguidade lida com as formas como o público em geral e as mídias adotam temas relacionados à Antiguidade e reinventam o passado, conforme os seus interesses, sejam econômicos, políticos e/ou culturais. Para tratar desse tema, escolhemos três comunicações que abordam questões pertinentes para a reflexão sobre como a Antiguidade pode ser utilizada e, por vezes, manipulada na contemporaneidade e quais soluções têm sido apresentadas pelos educadores. A primeira, de Arthur Rodrigues Fabrício, trata do Egito Antigo e das iniciativas no campo da História Digital e da Cibercultura na produção de conteúdos educativos para a internet. A segunda comunicação, de Ruan Kleberson Pereira da Silva, aborda como o passado mesopotâmico do Iraque, sobretudo o assírio e o babilônico, tem sido utilizado como fonte de retórica política e cultural na contemporaneidade. A última apresentação, de Cleyton Tavares da Silveira Silva, pretende demonstrar como Esparta tem sido um mito da contemporaneidade, sendo utilizada nas mídias e em movimentos de Extrema Direita mundiais como símbolo de autoritarismo, força e ideal guerreiro.

08h00 Mesa 5 - Guerras do Brasil colonial: Resistências, História Pública e passados sensíveis Mesa-redonda
Local: Auditório do Ceres

Esta mesa propõe uma reflexão sobre as guerras coloniais de conquista no Brasil no período colonial, com foco em episódios como a chamada “Guerra dos Bárbaros” e a Guerra dos Palmares. A partir do diálogo entre diferentes perspectivas historiográficas, pretende-se discutir como esses conflitos, marcados por violência, resistência e projetos de conquista e dominação, têm sido representados na história e na memória social. A ideia de passados sensíveis sugere abordagens que envolvem dor, resistência, apagamento e disputas contemporâneas sobre como esses eventos são lembrados, articulados e mobilizados pelos grupos que tiveram suas histórias profundamente marcadas pelas guerras de conquista, sobretudo povos indígenas e comunidades remanescentes de quilombos. Essa perspectiva mostra-se especialmente pertinente diante do avanço de discursos negacionistas e revisionistas nos espaços públicos e sociais, que, por diversas vezes, distorcem o conhecimento histórico para impor aos grupos vencidos a culpa e o remorso dos vencedores, projetando sobre os dominados a responsabilidade pelas violências que sofreram. Dessa forma, ao trazer essas guerras de conquista para o centro do debate, a mesa busca tensionar os limites entre História acadêmica e História pública, problematizando os usos do passado colonial no presente.

08h00 Mesa 6 - De volta(?) ao documento: a pesquisa histórica em acervos físicos e repositórios digitais nos combates pela História Mesa-redonda
Local: Anfiteatro do Ceres

Os debates travados no campo da historiografia acerca das chamadas fake news – que em nossa área se apresentam com a face de negacionismos historiográficos – emergiram a partir das vivências de docentes nas salas de aulas (escolares e universitárias). Tornou-se lugar comum duvidar, e até mesmo negar, o conhecimento daqueles/as que cursaram licenciatura em História (muitos/as com pós-graduações e produções bibliográficas na área). O objetivo da mesa redonda é evidenciar o papel da pesquisa histórica (acadêmica e escolar) nas trincheiras de enfrentamento às diversas formas de negacionismo que surgem e se reinventam ao atingir o próprio fazer historiográfico. Nesse sentido, as comunicações propostas partem de diferentes espaços de produção do saber histórico (Escola, Centro de Memória e Universidade) e abordam a necessidade do aprofundamento dos debates acerca dos usos da documentação histórica disponível em repositórios físicos e digitais na pesquisa, no ensino e na extensão. Serão discutidos a problemática acerca dos próprios processos de arquivamento de documentos, sua preservação e disseminação; a mediação feita nas escolas entre o saber escolar e a chamada “história no YouTube”; e a produção dos saberes na academia para (e sobre) os desafios de combater negacionismos.

14h00 Assembleia geral Assembleia
Local: Auditório do Ceres

Assembleia geral

19h00 Conferência de encerramento Conferência
Local: Auditório do Ceres

Samantha Quadrat (UFF)

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Local

Centro de Ensino Superior do Seridó - UFRN - Caicó - Rio Grande do Norte - Brasil, 59300-000, Rua Joaquim Gregório, Penedo, Caicó, Rio Grande do Norte
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