O veneno está na mesa!!! Modelos alternativos na avaliação de efeitos adversos de pesticidas e contaminantes emergentes à saúde hepática
Em nossa sociedade, aproximadamente 30% dos indivíduos apresentam anomalias hepáticas, que apresentam como característica comum o acúmulo excessivo de gorduras no fígado. Essa condição conhecida como esteatose ou fígado gordo apresenta diferentes etiologias e o consumo de alimentos e águas contendo resíduos de pesticidas podem colaborar com desbalanços no metabolismo que conduzem a anomalias hepáticas. Assim, o LASCEG (Laboratório de Sinalização Celular e Expressão Gênica, DBGA, IB, UNESP) vem estudando a regulação fina genética, bioquímica e celular sobre os efeitos de contaminantes consumidos no nosso dia a dia, em concentrações consideradas seguras para consumo e presentes em águas. Resultados alarmantes para alguns pesticidas (mesmo quando utilizados em pequenas concentrações) vêm sendo revelados em nossos modelos alternativos ao uso de animais, quanto à disfuncionalidade do metabolismo hepático. Atualmente nosso laboratório se utiliza de culturas celulares hepáticas 2D e 3D, e de Drosophila melanogaster - visto que na pequena mosquinha são encontrados 75% de genes humanos correlatos a patogenias humanas.