"Raízes do Presente, Futuros Ancestrais” é o tema central da 22ª Conferência Brasileira de Folkcomunicação, a Folkcom 2025. O evento acontece em duas etapas, sendo a primeira online no dia 24 de outubro, e a etapa presencial entre os dias 29 e 31 de outubro, na UERJ, campus Maracanã, no Rio de Janeiro. A conferência busca congregar pesquisadores, estudantes e agentes culturais interessados nas discussões sobre os processos comunicacionais atravessados por ancestralidades, culturas populares, saberes tradicionais e outras epistemologias.
A Folkcom 2025 recebe resumos expandidos de 4 a 6 páginas, ou artigos completos de 10 a 15 páginas que devem seguir o modelo disponível no site,. Os interessados devem fazer o envio até o dia 23 de julho e a divulgação dos aceites está prevista para ocorrer até o dia 15 de agosto. Os grupos de trabalho correspondem a discussões sobre fundamentos teóricos, culturas populares, produções e ativismos midiáticos, temas sempre atravessados pela heurística da Folkcomunicação - teoria brasileira fundada nos anos 1960 pelo pernambucano Luiz Beltrão.
Os coordenadores de cada grupo vão indicar o melhor texto nas categorias Graduação e Pós-Graduação. Os trabalhos vencedores receberão prêmios que, tradicionalmente, homenageiam personalidades importantes para o campo acadêmico. Este ano, celebramos a professora aposentada Luitgarde Barros (UERJ) e a memória do prof. Luiz Custódio (UEPB/UFPB), falecido em fevereiro de 2025.
Outras submissões
Os participantes também podem submeter trabalhos práticos para os prêmios estudantis. As categorias são: a) Concurso de Podcasts Gisela Swetlana Ortriwano; b) Concurso de Fotografia Maria Izabel Rocha; e c) Concurso de Audiovisual Verônica Dantas Meneses. Podem participar acadêmicos de graduação ou pós-graduação de quaisquer universidades brasileiras.
Também é possível inscrever obras relacionadas ao tema do evento e a Folkcomunicação para a noite de lançamento . Os inscritos nessa modalidade poderão lançar livros, e-books, quadrinhos, álbuns ou demais obras acadêmicas ou artísticas. Os participantes receberão certificado de lançamento da obra e as submissões encerram no dia 31 de agosto.
Programação Prévia
A Conferência tem programação prévia já disponível no site www.folkcom2025.com.br. O destaque de cada dia vai para as palestras de abertura, com presença da professora Cicília Peruzzo (UERJ) e dos professores Renato Ortiz (Unicamp) e José Jorge de Carvalho (UnB). Haverá ainda mesas de discussão com integrantes da Rede Folkcom e oficinas sobre etnomídia, criação de projetos culturais, produção de jogos em sala de aula e escrita criativa afrocentrada.
A participação é gratuita para alunos e professores da UERJ, membros da Rede Folkcom, integrantes de grupos populares ou que solicitarem ingresso social. Para as demais categorias, verificar os valores no site do evento.
- GT Alfa (Online): Mídias e culturas populares
Coordenação: Dra. Maria Érica Lima (UFC), Me. Jullian Souza (UFRN)
Ementa: Este GT busca reunir pesquisas que investiguem as interações entre culturas populares e mídias em suas múltiplas plataformas e linguagens. Interessa compreender como saberes, estéticas e narrativas populares são representados, apropriados ou ressignificados em meios tradicionais e digitais. São bem-vindos estudos sobre performances, oralidades, festividades, religiosidades e expressões culturais híbridas em diálogo com mídias comunitárias, hegemônicas ou alternativas.
- GT Beta (Online): Comunicação Popular e ativismos midiáticos
Coordenação: Dr. Iury Parente, Dr. Élmano Ricarte (IADE - Universidade Europeia)
Ementa: Este GT propõe discutir práticas comunicacionais engajadas em lutas sociais, territoriais e identitárias, com ênfase em iniciativas populares, periféricas e autônomas. Interessa refletir sobre estratégias midiáticas de resistência, visibilidade e mobilização promovidas por movimentos sociais, coletivos, redes comunitárias e mídias alternativas. Acolhe trabalhos que abordem temas como comunicação contra-hegemônica, justiça informacional, tecnopolítica, pedagogias populares e experiências de base - sempre a partir da perspectiva da folkcomunicação. São valorizadas abordagens interdisciplinares que articulem teoria crítica, prática militante e escuta sensível dos territórios.
- GT 1: Diálogos e Fundamentos Teóricos da Folkcomunicação
Coordenação: Dr. Guilherme Fernandes (UFRB), Dra. Karina Janz (UEPG)
Ementa: Este GT tem como foco as discussões teóricas e metodológicas da Folkcomunicação. Visa refletir sobre os suportes que fundamentam as bases epistemológicas da disciplina, bem como sua demarcação no campo da Comunicação Social e as intersecções com outras disciplinas das Ciências Humanas e Sociais. Busca, também, evidenciar o campo da pesquisa, corroborando objetos tradicionais e contemporâneos por meio de métodos de pesquisas que abrigam as complexidades da área. Um GT como este tem fundamental importância para a genealogia da Folkcomunicação, a partir de seu idealizador Luiz Beltrão; para a difusão como disciplina brasileira de Comunicação; e, para a expansão à atualidade como metodologia inovadora nos territórios da diversidade cultural globalizada, com linguagens analógica e digital, em tempos ancestrais e pós-modernos.
- GT 2: Folkcomunicação e Culturas Populares
Coordenação: Dr. Andriolli Costa (UERJ), Dr. Adelson Fernando (UFAM)
Ementa: Com base nos estudos pioneiros de Luiz Beltrão e sua investigação sobre os processos folkcomunicacionais, este GT recebe trabalhos que se debruçam sobre a relação dialógica entre mídia e as culturas populares. Neste escopo, estão inclusas as estratégias comunicacionais de grupos populares em ambiente rural, urbano ou mesmo virtual; a constituição do líder de opinião como mediador e recodificador da mensagem entre a mídia massiva e sua comunidade interpretativa; as mensagens de resistência incorporadas em expressões da literatura oral, folguedos, festas populares, ritos, danças, artesanato e demais manifestações culturais; os diálogos interculturais na formação da identidade de um grupo a partir da tradição. Espera-se que o GT possa fomentar e qualificar o debate sobre as relações entre culturas populares, mídia e as novas tecnologias, compreendendo e tensionando as dinâmicas de dominação e imposição do tecnopólio; os dilemas da mediação algorítmica sobre as formas culturais; o apagamento ideológico da cultura popular como espaço de reivindicação, comentário e tribuna do povo.
- GT 3: Folkmídia e Processos Midiáticos
Coordenação: Dra. Thífani Postali (Uniso), Dr. João Portela (IFCE)
Ementa: Este GT pretende ser o espaço para a divulgação das pesquisas que envolvem diferentes comunidades e os processos midiáticos, notadamente, rádio, televisão, jornal, internet, propaganda e publicidade, cinema, redes sociais populares, celulares. Entende-se por “mídia” os diferentes veículos de comunicação de massa que, de alguma forma, apropriam-se de elementos da cultura popular, objetivando conquistar audiência e persuadir o público receptor para atingir algum propósito. Atualmente, para se conhecer o cotidiano de uma comunidade, é preciso passar pelas redes sociais de comunicação e identificar os ativistas midiáticos. Pretendemos aprofundar os estudos sobre a forma de operar desses ativistas nas redes folkcomunicacionais em pequenas cidades do interior, bem como em cidades maiores, ou em pequenas comunidades.
- GT 4: Futuros Ancestrais (temático)
Coordenação: Me. Júnia Martins (UERN), Dr. Ribamar Júnior (UFRJ)
Ementa: Este GT busca congregar reflexões sobre as relações entre ancestralidade, tecnologia e produção de sentidos no presente. Interessa-se por abordagens que articulem as maneiras como as culturas populares e saberes tradicionais ativam memórias, imaginários e cosmologias para pensar e construir futuros não-hegemônicos. São bem-vindas investigações que articulem o campo da Comunicação com diálogos interdisciplinares que busquem outras epistemologias e suas expressões estéticas, políticas e simbólicas.
Ao enviar o artigo para o GT a pessoa responsável pela submissão declara a autoria sobre o trabalho, ciente das leis de direitos autorais em vigência. Para a publicação nos anais, haverá prazo para submissão dos artigos completos. Haverá prêmios estudantis para artigos de estudantes de graduação e pós-graduação, sendo a indicação da primeira autoria o parâmetro para a seleção. A coordenação de cada G poderá indicar até dois trabalhos por categoria. Todos os trabalhos aprovados são concorrentes ao prêmio.